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Visita ao Abrigo Bom Jesus destaca modelo de atuação social

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A terceira visita do projeto “Fundações de Portas Abertas” foi realizada na quinta-feira (11), na Fundação Abrigo Bom Jesus, com o objetivo de fortalecer o diálogo e a cooperação entre as fundações privadas de Cuiabá e Várzea Grande. A iniciativa foi idealizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com entidades do terceiro setor. A apresentação da Fundação Uniselva foi conduzida pela conselheira e presidente Márcia Ferreira e pelo gestor Emerson Cássio Fernandes dos Santos. Eles explicaram que, tão importante quanto a sociedade, a principal mantenedora da fundação, é a presença do Ministério Público, que se mostra fundamental para o abrigo. “Somos agraciados por sermos velados por duas promotorias: a do Idoso e a de Fundações. Isso nos dá segurança e tranquilidade em termos de gestão. Além disso, o Ministério Público está presente por meio das destinações oriundas de termos de ajustamento de conduta, que nos permitem investir na infraestrutura do abrigo, reformando a ala masculina, a ala feminina e construindo uma nova ala para a saúde”, afirmou Márcia Ferreira. Ela conta que atualmente há 97 idosos acolhidos na instituição e, segundo dados da Prefeitura de Cuiabá, há ainda uma fila de espera com pelo menos 51 pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, que necessitam de acolhimento na unidade. “Os idosos participam semanalmente de atividades como equoterapia, hidroterapia e pescaria em pesque-pague. Toda quarta-feira vão ao cinema, e uma vez por semana são convidados para almoçar em restaurantes de Cuiabá, por meio de uma parceria com a Associação Brasileira de Restaurantes. Internamente, realizam atividades como pintura em tela, cerâmica e curso de cerâmica. Uma iniciativa muito especial é o projeto de alfabetização, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que oferece aos idosos não alfabetizados a oportunidade de aprender a ler e escrever”, explicou. Por fim, Márcia Ferreira considerou de grande importância o projeto desenvolvido. “Essa iniciativa do doutor Renê, eu acho que é um desejo muito próprio dele, de trazer as fundações para conhecerem o abrigo e para que possam se conhecer mutuamente. É muito importante, principalmente para nós do Abrigo Jesus. Cada representante de fundação que passou por aqui, com certeza, pode se transformar em um voluntário amanhã e retornar como mais um colaborador”, opinou.O promotor de Justiça Renê do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações, destacou que a proposta de reunir as fundações tem como objetivo promover o conhecimento mútuo e evidenciar a diversidade de modelos fundacionais existentes. “A ideia de fazer com que as fundações se conheçam também serve para que identifiquem a variedade de modelos que existem. Há fundações voltadas ao desenvolvimento de atividades facilmente associadas a segmentos econômicos que comercializam serviços ou produtos, como é o caso da Fundação Uniselva e da Ecotrópica. Mas também temos modelos mais tradicionais, como o Abrigo Bom Jesus, que realiza atividades de caráter assistencialista e filantrópico”, argumentou. Para ele, a Fundação Abrigo Bom Jesus pode inspirar outras fundações. “Queremos mostrar como uma fundação privada consegue prestar um serviço de natureza pública, como o abrigamento de idosos, quase que exclusivamente por meio da mobilização particular para obtenção de recursos”, ressaltou. O presidente da Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos (Ecotrópica), Ilvanio Martins, participou pela primeira vez de uma visita ao Abrigo Bom Jesus e afirmou que pretende retornar. “Para mim foi muito gratificante participar dessa visita. É a primeira vez que venho aqui, embora more em Cuiabá há alguns anos e atue em uma organização no estado há muito tempo. Nunca tinha vindo conhecer o abrigo pessoalmente. Achei tudo extremamente organizado, um ambiente sadio, salubre, com uma equipe muito bem preparada. Está bem melhor do que eu poderia imaginar”, apontou.Ele também destacou a importância do projeto “Fundações de Portas Abertas” como espaço de troca entre instituições. “Abrir as portas para que representantes de fundações visitem outras instituições é fundamental. Isso permite mediar relações institucionais, entender a profundidade do trabalho de cada uma e as dificuldades enfrentadas. Cada fundação tem seu espaço, seu tema, e compartilhar essas experiências fortalece o sistema como um todo”, ponderou. Por fim, garantiu: “É certo que, fora do nosso ambiente e da jornada do Portas Abertas, eu voltarei para fazer outras visitas ao abrigo”. Também participaram da terceira edição do projeto e da visita guiada à Fundação o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Tutela Coletiva da Saúde, e representantes da Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros (Funabom), Fundação de Apoio à Difusão Científica e Tecnológica (Funadif), Fundação André e Lucia Maggi (FALM), Fundação Uniselva (UFMT), Fundação Bom Jesus e Fundação Espírita Rachele Steingruber. Fundações de Portas Abertas – O objetivo do projeto é promover um intercâmbio entre as fundações, permitindo que seus integrantes conheçam de perto a estrutura, o funcionamento e os serviços oferecidos por cada uma. A ideia é proporcionar aos profissionais do terceiro setor a oportunidade de visitar esses espaços, compreender melhor os propósitos de cada entidade e, assim, identificar pontos de convergência e possíveis parcerias futuras.A iniciativa também busca criar um espaço de escuta ativa, troca de experiências e construção coletiva de soluções para o aprimoramento do ecossistema fundacional no estado. A programação prevê uma série de visitas a instituições do terceiro setor ao longo do segundo semestre de 2025. De acordo com o promotor de Justiça Renê do Ó Souza, o projeto avançará para uma nova fase. “Nós queremos demonstrar para a sociedade civil organizada o quanto é importante o desenvolvimento do terceiro setor. A ideia é fazer com que essa sociedade comece a conhecer o trabalho realizado pelas fundações em todas as áreas e nas diferentes modalidades existentes em Cuiabá. Nesse novo desdobramento do projeto Portas Abertas, queremos fazer com que a iniciativa privada, a sociedade civil organizada, o empresariado e qualquer pessoa interessada conheça de perto o trabalho realizado pelas fundações”, revelou.
Saiba mais sobre o Abrigo Bom Jesus aqui.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Segunda fase da Operação Gomorra cumpre 26 ordens judiciais

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Nesta quarta-feira (1º), durante a segunda fase da Operação Gomorra, foram cumpridas 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros. A operação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), investiga supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados. Além disso, o Naco Criminal requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões. A medida visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).As diligências foram realizadas nos municípios de Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as ações ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.A nova etapa da operação também incluiu medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além do afastamento de servidores públicos de suas funções e da indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos.Segundo o MPMT, as determinações judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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