A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, deflagrou, nesta terça-feira (1.4), a Operação “Saldo Devedor” para cumprimento de seis mandados de busca e apreensão domiciliar, na Capital e em Várzea Grande.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Comarca de Cuiabá, decorrentes das investigações iniciadas em 2020 para apurar crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente nos bairros CPA III, CPA IV, Dom Aquino, Centro América e Village Flamboyant, em Cuiabá, e no bairro Mapim, em Várzea Grande. Em um dos locais, na Capital, foi constatado o crime de furto de energia e o suspeito foi preso em flagrante delito.
Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais relevantes para o andamento das investigações, que serão analisados e juntados ao inquérito que tramita na Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.
Os endereços alvos das buscas foram previamente identificados pelos policiais civis, após diligências visando identificar e esclarecer o funcionamento das atividades ilícitas praticadas pelos suspeitos.
Conforme apurado pela Polícia Civil, os envolvidos integraram um grupo criminoso especializado em golpes virtuais com movimentações financeiras fraudulentas e utilização indevida de contas bancárias, gerando prejuízos à coletividade e a vítimas ainda sob identificação.
De acordo com o delegado que coordena o trabalho, Pablo Carneiro, os atos investigativos e de averiguações continuam e os investigados serão formalmente ouvidos acerca dos fatos em apuração.
Nome da operação
Saldo Devedor remete à ideia de que, ainda que passado tempo significativo desde o início dos ilícitos, os envolvidos agora respondem pelos atos cometidos, enfatizando que a conta da justiça sempre chega, independentemente do tempo transcorrido.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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