A Polícia Civil, por meio da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), cumpriu, nesta semana, sete mandados de prisão de pessoas já encarceradas, mas que tiveram a prisão preventiva decretada no curso de novos processos.
Os alvos dos mandados já se encontravam detidos em presídios do Estado. Dois cumprimentos ocorreram na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande; um no Centro de Ressocialização, também em Várzea Grande; três na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e outros três na carceragem do Fórum da Capital.
Esses criminosos tiveram prisões decretadas por crimes variados, como receptação, tráfico, favorecimento pessoal, roubo, organização criminosa e homicídio.
A delegada da Gepol, Sílvia Pauluzi de Siqueira, destacou que um dos trabalhos realizados pela Gepol é a busca por pessoas que foram condenadas pela Justiça ou que tiveram mandados de prisão preventiva decretados no curso do processo.
“As equipes fazem os levantamentos com o objetivo de identificar e localizar o paradeiro de foragidos da Justiça, que praticaram os mais variados crimes. Esses criminosos são alvos da Gepol, que trabalha incansavelmente para o cumprimento das ordens judicais”, destacou.
O cumprimento das ordens de prisão faz com que criminosos que tenham pendências com a Justiça, e que já estejam cumprindo penas em unidades prisionais, não recebam o benefício da liberdade condicional e permaneçam recolhidos na prisão.
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (27.5), três ordens judiciais tendo como alvo uma advogada, investigada por envolvimento em um suposto esquema de ingresso de materiais ilícitos na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis.
As ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão na residência e escritória da advogada e um de quebra de dados telefônicos e telemáticos, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Campo Novo do Parecis e os mandados foram cumpridos na cidade de Sapezal, com apoio da equipe de policiais da Delegacia do município.
Para garantir a legalidade e a regularidade dos atos, a Polícia Civil solicitou o acompanhamento de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante o cumprimento das medidas.
O inquérito policial para apuração dos fatos foi instaurado após registro de ocorrência no início deste ano, do ingresso de materiais ilícitos na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis. Na ocasião, durante procedimento de revista promovido por policiais penais, foram localizados uma porção de maconha e dois carregadores de telefone celular em posse de um reeducando.
O material ilícito foi encontrado com o reeducando logo após atendimento jurídico realizado pela advogada, residente na cidade de Sapezal, levantando a suspeita de, supostamente, os produtos terem sido entregues por ela durante a visita.
Com base nas informações reunidas durante as diligências investigativas, foi representado pelas ordens judiciais contra a advogada, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. As buscas foram realizadas no escritório profissional e na residência da investigada, localizados em Sapezal. Durante as diligências, foram apreendidos um aparelho celular, um notebook e dispositivos de armazenamento digital.
As investigações seguem em andamento para completa apuração dos fatos.
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