A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Alto Araguaia (420 km de Cuiabá), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28.4), em Ponte Branca (500 km da Capital), a Operação Circe IV, visando o combate ao tráfico de drogas local.
Foram empregados 15 policiais civis e quatro viaturas, com o objetivo de cumprir seis ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara da Comarca da cidade, entre busca e apreensão e quebra de sigilo de dados.
Essa é a quarta operação realizada em Ponte Branca em um período de pouco mais de um ano. A primeira tinha como alvo principal a chefe do tráfico de drogas na cidade. Na ocasião, a suspeita foi presa em flagrante, juntamente com o seu marido, também apontado como integrante de facção criminosa e envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Ambos foram indiciados pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico. Atualmente se encontram presos, condenados a mais de 10 anos cada.
Logo em seguida, membros da família do casal de traficantes assumiram o tráfico na cidade, o que culminou em outras fases da operação Circe. Novamente os suspeitos foram investigados, identificados, indiciados e, com base em uma investigação qualificada, foram condenados e se encontram presos.
A operação deflagrada nesta segunda-feira (28) focou em outros três suspeitos de terem assumido o comércio de entorpecentes na cidade. Aparelhos celulares foram apreendidos e uma porção de maconha foi encontrada em um dos alvos.
“As investigações continuam e serão realizadas outras operações, tantas quantas forem necessárias, até que todos aqueles que insistem no caminho da criminalidade, de integrarem facções criminosas, sejam presos”, afirmou o delegado Alto Araguaia, Marcos Paulo, que coordena as investigações.
Nome da operação
O nome da operação, Circe, faz alusão à divindade grega, que tinha como habilidade transformar qualquer objeto em outro. Durante os tempos antigos ela transformou homens em porcos por meio do uso de drogas. Na era moderna, ela decidiu transformar suas vítimas em cobaias através do uso de uma poção mágica.
Os alvos da operação de hoje, são investigados por terem assumido o comando do tráfico de drogas na cidade, após a prisão daquela que era considerada chefe e sua cunhada, que também foi presa. Ambas cumprem pena no presídio feminino de Rondonópolis.
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (27.5), três ordens judiciais tendo como alvo uma advogada, investigada por envolvimento em um suposto esquema de ingresso de materiais ilícitos na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis.
As ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão na residência e escritória da advogada e um de quebra de dados telefônicos e telemáticos, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Campo Novo do Parecis e os mandados foram cumpridos na cidade de Sapezal, com apoio da equipe de policiais da Delegacia do município.
Para garantir a legalidade e a regularidade dos atos, a Polícia Civil solicitou o acompanhamento de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante o cumprimento das medidas.
O inquérito policial para apuração dos fatos foi instaurado após registro de ocorrência no início deste ano, do ingresso de materiais ilícitos na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis. Na ocasião, durante procedimento de revista promovido por policiais penais, foram localizados uma porção de maconha e dois carregadores de telefone celular em posse de um reeducando.
O material ilícito foi encontrado com o reeducando logo após atendimento jurídico realizado pela advogada, residente na cidade de Sapezal, levantando a suspeita de, supostamente, os produtos terem sido entregues por ela durante a visita.
Com base nas informações reunidas durante as diligências investigativas, foi representado pelas ordens judiciais contra a advogada, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. As buscas foram realizadas no escritório profissional e na residência da investigada, localizados em Sapezal. Durante as diligências, foram apreendidos um aparelho celular, um notebook e dispositivos de armazenamento digital.
As investigações seguem em andamento para completa apuração dos fatos.
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