Um homem condenado pela Justiça pelo crime de roubo em uma agência dos Correios no município de Guiratinga, foi preso pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (24.2).
A prisão do procurado, de 30 anos, foi realizada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas, em apoio à Polícia Federal, em um condomínio situado no bairro Ponte Nova, em Várzea Grande.
Durante as investigações, a Polinter foi acionada pela Polícia Federal para apoiar o cumprimento de um mandado de prisão definitiva, referente a sentença condenatória com trânsito em julgado.
Diante da ordem judicial expedida pela 1ª Vara Federal da Comarca de Rondonópolis, a equipe de policiais civis deslocaram-se até o endereço, onde, após monitoramento, efetuaram a prisão do procurado.
Em cumprimento ao mandado judicial, o homem foi conduzido e apresentado para os procedimentos cabíveis, na Superintendência da Polícia Federal, ficando à disposição do Poder Judiciário da União.
Crime praticado
No mês de novembro de 2017, quatro homens armados invadiram uma agência dos Correios da cidade de Guiratinga. O grupo rendeu as vítimas e roubaram o dinheiro que estava nos caixas.
Durante a fuga, um dos criminosos invadiu um Posto de Saúde da Família (PSF) para tentar escapar do cerco policial e atirou várias vezes contra as viaturas. A ação criminosa causou momentos de pânico aos moradores.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15.5), a Operação Atrium II, para cumprir 18 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa instalada no município de Matupá.
Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de quebra de sigilo.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Poder Judiciário — Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público. Os alvos estão envolvidos nos crimes de ameaça, sequestro, tortura, homicídio e integrar organização criminosa armada.
Os investigados realizavam julgamentos no chamado “Tribunal do Crime” contra membros de facções rivais e até mesmo integrantes da própria facção, que descumprissem ordens das lideranças.
A investigação da Delegacia de Matupá identificou os membros do grupo criminoso que atuavam no município, bem como vítimas e locais utilizados para a prática dos crimes.
Investigação
As diligências tiveram início em abril de 2026 e foram conduzidas pela equipe do Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá. O objetivo foi apurar a atuação de uma facção criminosa voltada para o tráfico de drogas, associação para o tráfico, prática de sequestro, tortura e homicídios no município.
Ao longo das investigações, foram reunidas provas robustas que demonstram a existência do grupo com organização hierarquizada e divisão de tarefas bem definida, atuando de forma coordenada na prática criminosa.
Para o delegado Emerson Marques, responsável pela investigação, a operação representa um importante avanço no combate às facções criminosas na região.
“A operação desmantelou o grupo criminoso e avançou no enfrentamento às facções criminosas, uma vez que os indivíduos ocupavam o papel de executores e responsáveis pela aplicação de punições e castigos físicos, conhecidos como ‘salves’, além de atuarem em homicídios e ocultação de cadáver”, destacou.
Apoio
O trabalho operacional contou com a participação de 30 policiais civis das Delegacias de Polícia de Matupá, Regional e Municipal de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, e com o emprego de 9 viaturas.
Renorcrim
A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), que visa traçar estratégias de inteligência para o combate duradouro às organizações criminosas.
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