A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, deflagrou, entre os dias 14 e 15 de outubro, a Operação “Pecado Mortal”, para contribuir com investigações em andamento na unidade policial relacionadas a crimes de homicídio.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de entorpecentes, munições intactas e deflagradas, carregador de pistola, dinheiro, uma balança de precisão, um veículo, dados referentes a uma facção criminosa, um drone e cestas básicas e, de dia das crianças, além de vários itens utilizados para auxiliar em práticas criminosas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas em flagrante: um homem de 22 anos, autuado pelos crimes de tráfico de drogas e posse de munição, e um casal ( o homem de 24 anos e a mulher de 25 anos), detidos pelos crimes de tráfico de drogas, lesão corporal, ameaça, promover ou constituir organização criminosa, resistência à prisão e injúria racial mediante preconceito.
O último crime ocorreu durante o cumprimento dos mandado. O casal ficou agressivo, xingando os investigadores, chegando a ofender o policial civil responsável pela operação com palavras racistas. A mulher presa ainda tentou agredir os policiais com chutes e empurrões para impedi-los de colocá-la na viatura, chegando a causar arranhões no braço de um investigador.
O nome da operação, “Pecado Mortal”, faz referência à gravidade dos crimes investigados, uma vez que os homicídios apurados envolvem duas vítimas do sexo masculino, com idades de 55 e 64 anos, que foram mortas em razão de serem acusadas de supostos crimes de natureza sexual.
Após as formalidades legais, os presos foram encaminhados à Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
A Operação “Pecado Mortal” integra a Operação Inter Partes, desenvolvida em todo o Estado de Mato Grosso, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem como foco o enfrentamento às facções criminosas e à criminalidade violenta.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (7.10), em Várzea Grande, uma mulher de 23 anos, suspeita de ter cedido sua conta bancária para receber valores obtidos mediante fraude aplicada contra um idoso no município de Macapá (AP).
As investigações tiveram início após a vítima, um homem de 61 anos, procurar a Polícia Civil do Amapá para registrar um boletim de ocorrência e informar que foi induzida a efetuar um Pix de R$ 14 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social, negócio que se revelou fraudulento.
Como o valor foi transferido para a conta bancária em nome de uma mulher moradora de Várzea Grande, a Polícia Civil do Amapá entrou em contato com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso, que encaminhou o caso para a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.
A partir de investigações e diligências contínuas e ininterruptas, as equipes conseguiram localizar a suspeita e efetuar a prisão em flagrante nesta quarta-feira, no bairro Jardim dos Estados.
Em depoimento, ela confessou ter vendido os dados da própria conta bancária por R$ 400 a um indivíduo que anunciava, em seu perfil no Instagram, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta está tipificada no artigo 171, § 2º-A, inciso VII, do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, gratuita ou onerosamente, conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou dela provenientes.
A suspeita não teve fiança arbitrada e aguarda a realização da audiência de custódia.
O delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, reforçou que a venda ou cessão de contas bancárias a terceiros para receber valores ilícitos é crime. “Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou o delegado.
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