POLÍCIA

Polícia Militar reúne 2,5 mil pessoas em tradicional corrida com obstáculos em Cuiabá

Publicado em

O Batalhão de Rondas Ostensivas Tátiva Móvel, unidade especializada da Polícia Militar de Mato Grosso, promoveu na manhã deste domingo (09.06) a sétima edição da tradicional corrida com obstáculos “Rotam Extreme”. O evento reuniu 2,5 mil pessoas na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

O trajeto, de cinco e dez quilômetros, contou com 29 desafios naturais e artificiais que exigiram diferentes níveis de força, equilíbrio e coordenação motora dos competidores.

Os principais desafios da corrida são atravessar o lago, rastejar na lama, subir em redes e cair em uma piscina com gelo. O trajeto contou com diversos profissionais da segurança para garantir a integridade dos competidores, como equipe composta por direção de prova, direção de percurso, fiscais de obstáculos e receptivo pós-prova.

O comandante da Rotam, tenente-coronel Tiago Costa Gomes, agradeceu aos 2,5 mil atletas nesta edição e comemorou os sete anos de história da Corrida Rotam Extreme, destacando que o evento é muito esperado não apenas pelos militares da instituição, mas por toda população.

“Essa corrida é muito importante para todos os policiais militares da nossa unidade especializada. Por meio do esporte, conseguimos conversar com todos os públicos, das mais variadas faixas etárias e trazê-los para dentro da Polícia Militar. A Rotam conta com mais de 500 crianças nos projetos sociais de jiu-jitsu e futebol e todo recurso arrecadado das inscrições serão destinados aos nossos projetos. Ontem tivemos a corrida kids com 300 crianças e foi fantástica adesão do público”.

Leia Também:  Envolvido em homicídio de agrônomo em Diamantino é preso pela Polícia Civil

Participante assídua da corrida, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, parabenizou mais um grande evento realizado pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tátiva Móvel (Rotam).

“Já tive a oportunidade de participar outras vezes e dessa vez o trajeto foi ainda mais difícil com 29 obstáculos. Estamos muito felizes de fazer parte dessa história e pela primeira vez conseguimos montar uma equipe da secretaria para vir conhecer e prestigiar o evento, que está fenomenal neste ano”, contou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Correa Mendes, afirmou que a corrida já faz parte do calendário de competições de Mato Grosso. Além disso, é um dos eventos promovidos pela Polícia Militar com objetivo de aproximar a instituição da sociedade.

“É sem dúvida nenhuma um dos eventos mais esperados pela população cuiabana e mato-grossense, principalmente por corredores profissionais e amadores. Aqui não existe o melhor, pois é um evento que promove alegria e interação entre pessoas da Segurança Pública e da sociedade. É uma competição completamente saudável. Esporte é saúde, te afasta da violência, do acesso às drogas e é de extrema importância a inclusão da sociedade nos trabalhos desenvolvidos pela Polícia Militar com seus projetos”, ressaltou.

Leia Também:  Pós-graduação reúne gestores públicos em qualificação sobre áreas úmidas

Pela primeira vez, a servidora pública Fabiana Reis participou de uma corrida com obstáculos e afirmou que a experiência foi muito gratificante. “Eu já imaginava que seria difícil, mas não tanto assim, foi uma aventura passar pelo lago, fazer escaladas, arrastar na lama, foi uma experiência bem diferente”, contou.

O também servidor público, Gabriel Antunes, apontou que os obstáculos eram bem desafiadores. “É minha segunda vez na Rotam Extreme e foi bem difícil, mas conseguimos superar. Eu sempre participo das corridas promovidas pela Polícia Militar, pois são muito bem organizadas e estruturadas.

Fonte: PM MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

Published

on

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

Leia Também:  Polícia Civil incinera mais de meia tonelada de drogas apreendidas na Regional de Cáceres

“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

Leia Também:  Polícias Civil e Militar prendem homem por estupro de vulnerável em Novo São Joaquim

O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA