Na madrugada do dia 09 de julho, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal realizava fiscalização em frente a Unidade Operacional de Barra do Garças/MT, na BR-070, quando abordou um ônibus de linha que fazia o trajeto Cuiabá-MT x Vila Rica-MT.
Durante a fiscalização, dois passageiros relataram que haviam embarcado em Cuiabá com destino final no estado do Pará, transportando mercadorias adquiridas em São Paulo/SP. Os volumes, localizados no bagageiro do ônibus, ocupavam grande parte do compartimento e somavam aproximadamente 30 mil produtos, todos sem documentação fiscal.
Diante da irregularidade, os passageiros e a carga foram encaminhados à SEFAZ/MT para os procedimentos cabíveis. No local, foram contabilizados:
198 carregadores;
50 carregadores portáteis;
17.204 óculos;
11.899 relógios;
266 fones de ouvido.
A ação resultou na apreensão de mais de 30 mil itens, avaliados em cerca de R$ 300 mil. A PRF segue atuando no combate à sonegação fiscal e ao comércio irregular nas rodovias federais.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Boca Maldita para cumprir ordens judiciais dentro de investigações que apuram uma série de ataques contra a honra de moradores, servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e região por meio da internet.
Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com autorização judicial para a exploração de dispositivos eletrônicos, além de dois mandados de medidas cautelares. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste e Cuiabá.
As diligências, conduzidas pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, têm como objetivo coletar provas e aprofundar as investigações sobre a possível prática reiterada dos crimes de injúria, difamação e calúnia.
Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para disseminar conteúdos ofensivos, expondo vítimas, abalando reputações e ampliando o alcance das ofensas no ambiente virtual.
As investigações apontam que os ataques teriam atingido diversos cidadãos, incluindo servidores públicos e políticos de Mirassol D’Oeste e municípios vizinhos, gerando preocupação diante do potencial de propagação e do impacto causado pelas publicações.
Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.
“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas. Os fatos apurados serão encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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