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ALMT homenageia familiares de deputados falecidos durante o exercício do mandato

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A sessão solene em comemoração aos 190 anos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta quarta-feira (6), foi marcada pela entrega da Comenda Memória do Legislativo aos familiares de ex-deputados que faleceram durante o exercício do mandato.

O presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), ressaltou a importância de lembrar e reconhecer a atuação dos deputados já falecidos: Silvio Fávero, Walter Rabello, Jorge Abreu e Sebastião Júnior. Para ele, o momento é de profundo respeito e gratidão àqueles que deixaram sua contribuição para o desenvolvimento do estado.

“É um importantíssimo reconhecimento. A Assembleia Legislativa sempre procura valorizar todos os que passaram por esta Casa e que, de alguma forma, contribuíram com o crescimento de Mato Grosso. Isso inclui, especialmente, os parlamentares que já partiram, mas deixaram um legado de trabalho e compromisso com a população. Nada mais justo do que reconhecer, por meio de seus familiares, a história e a dedicação desses homens públicos. A presença deles aqui hoje fortalece ainda mais o valor da memória e do serviço prestado por cada deputado à sociedade mato-grossense”, afirmou.

Da mesma forma, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João (MDB), destacou a iniciativa e relatou a emoção que sentiu ao assinar a Comenda Memória do Legislativo que seria entregue os familiares. Emocionado, Dr. João lembrou a amizade que tinha com o deputado Silvio Fávero.

“Fiquei muito emocionado ao assinar as homenagens, especialmente a do meu amigo Silvio. Fiz questão de entregar pessoalmente à esposa dele [Kátia Fávero] essa homenagem. Todo domingo, por volta das 10 ou 11 horas da manhã, ele me ligava de Lucas do Rio Verde e me mandava vídeos tocando violão com o filho. Até hoje me lembro disso com muito carinho”, contou.

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A gestora pública Pamella Rabello, filha do deputado Walter Rabello, agradeceu a homenagem ao pai.

A gestora pública Pamella Rabello, filha do deputado Walter Rabello, agradeceu a homenagem ao pai.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Para Kátia Fávero, que recebeu a homenagem ao lado do filho Gabriel Fávero, essa é uma forma de manter viva a memória do esposo Silvio, que faleceu em 2021, vítima da Covid-19.

“Fizemos questão de percorrer quase 400 km para estar aqui e honrar a memória dele. Silvio fez um trabalho belíssimo, não só como deputado, mas como ser humano. Deixou carinho e respeito por onde passou”, disse. Ela também relembrou o apelido carinhoso dado ao marido pelo deputado Eduardo Botelho: “artilheiro”, em referência à sua habilidade de aprovar projetos importantes.

“Ele emplacou muitos projetos, sempre foi muito dedicado. Esse carinho das pessoas que o conheceram é o que quero passar para os nossos filhos, como pai e como homem que ele foi”, afirmou Kátia, ao agradecer a ALMT que deu ao Espaço Bicicletário da ALMT o nome de Deputado Silvio Fávero.

A gestora pública Pamella Rabello, filha do deputado Walter Rabello, agradeceu a homenagem ao pai que faleceu durante o segundo mandato em 2014, por problemas de saúde. A ALMT, por meio da Resolução 4.788/2016, denominou o espaço do Memorial Legislativo de Mato Grosso Salão Walter Rabello. Também leva o seu nome o viaduto do Complexo Viário do Tijucal, em Cuiabá.

“Tenho certeza que o legado dele é lembrado na história de Mato Grosso. Ele estaria muito feliz e orgulhoso. Foi um homem incrível, maravilhoso pai, muito dedicado. E sempre dizia em seu programa de TV: Creia no Deus que criou o homem, e não no Deus que o homem criou”, lembrou Pamella, emocionada.

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Acompanhada da filha Lorena Varjão Alves, a ex-deputada Malba Thânia Alves Varjão, também agradeceu a acolhida e homenagem a ela, ao seu pai, o ex-deputado Valdon Varjão, e ao seu esposo o ex-deputado Sebastião Júnior, médico que faleceu em 1989, no auge do mandato, vítima de acidente de trânsito no Rio de Janeiro.

Emocionada, ela lembrou que Sebastião foi autor da lei que emancipou Matupá, onde a avenida principal leva seu nome. Malba destacou que a perda do marido a motivou a seguir na vida pública, tendo sido eleita suplente e assumido como deputada em 1993. Após deixar a política, formou-se em Psicologia e passou a atuar em projetos sociais e no setor do agronegócio em Barra do Garças.

“É muito gratificante ver que meu pai, que lutou muito em 1963, e meu esposo, que dedicou a vida ao bem social, continuam sendo lembrados por esta Casa de Leis. Estar aqui hoje, sendo homenageada junto a outros nomes importantes, é uma honra que levo no coração”, afirmou Malba.

Paulinho Abreu também recebeu a Comenda Memória do Legislativo, em reconhecimento ao legado deixado pelo seu pai, o ex-deputado Jorge Abreu, que faleceu de acidente aéreo em 1998. “Ficamos muito felizes com essa lembrança. São 27 anos desde o falecimento do meu pai e é sempre gratificante ver seu trabalho reconhecido”, afirmou Paulinho, ao destacar que Jorge Abreu foi um dos defensores da proposta de divisão do estado, uma discussão relevante à época, especialmente para o fortalecimento da região Norte.

“Assim como meu pai e minha mãe atuaram na vida pública, hoje sou vice-prefeito de Sinop, trabalhando pela nossa cidade. Essa homenagem reforça o valor da história que construímos juntos”, finalizou Paulinho.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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