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CST da Saúde Mental apresenta balanço e anuncia investimentos

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A Câmara Setorial Temática (CST) de Saúde Mental e Atendimento Psicossocial da Rede de Saúde Pública, presidida pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), apresentou balanço e resultados da primeira fase dos trabalhos da CST em reunião nesta quinta-feira (13). 

O parlamentar apresentou emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e ao Plano Plurianual (PPA) para investimentos de R$ 20 milhões a serem aplicados na saúde mental para apoiar o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) já existentes e criação de novas unidades nos municípios.

 “Eu propus na LOA e no PPA emenda para investimentos ao Caps 1, que faz o primeiro atendimento; ao Caps 2 e ao Caps 3, que é o Caps 24 horas. E em cidades que têm mais de 15 mil habitantes precisam de aberturas de centro de atendimento psicossocial”, explicou.

Avallone disse também que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) viabilizou R$ 6 milhões para reforma e ampliação de duas residências terapêuticas em Cuiabá. “O MP, por meio do promotor Milton de Mattos, conseguiu recursos de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que vão avançar no atendimento a pacientes que necessitam de suporte das mais diversas complexidades da saúde mental. Além disso, dentro das atividades da CST, destaco a importância da visita às casas terapêuticas para conhecermos de perto a realidade dos pacientes”, contou Avallone.

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De acordo com o promotor de justiça, Milton de Mattos, os trabalhos entregues pela CST da Saúde Mental foram fundamentais para o avanço de ações que envolveram pessoas comprometidas, união de vários setores da sociedade e da política da Assembleia Legislativa.

“O MPE viabilizou esses R$ 6 milhões que vão beneficiar a Residência Terapêutica Curió e a construção de mais uma casa terapêutica para aumentar o número de leitos na reabilitação de pessoas com problemas de saúde mental. Além disso, nossa ideia é trabalhar via Ministério Público e CST para que pelo menos os municípios-polos também criem suas residências terapêuticas para absorver a demanda da região”, enfatizou.

O defensor público Marcos Rondon explicou que a instituição tem um grupo de atuação coletiva de atenção à saúde que tem como objetivo de conectar a Defensoria Pública a todas as ações que que envolvam a atenção à saúde mental no estado.

“A intenção da Defensoria Pública é se associar  aos poderes, e outras instituições, a fim de fortalecer com elas a atenção à saúde dos municípios de Mato Grosso. Agradeço aos participantes da CST da Assembleia e nós vamos nos associar a esses objetivos estratégicos do plano de ação nas questões de saúde mental”, destacou Marcos.

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A representante do Conselho Regional de Psicologia, Zeni Luciersen, disse que, além de implantação de mais Caps, é necessário ficar atento a questão da educação permanente da saúde mental.

“A rotatividade nas questões de profissionais é um dos problemas que nós temos hoje, pois não se faz com vínculo com os pacientes, com as pessoas atendidas. O estado está há mais de 20 anos sem concurso, e tudo isso acaba fragilizando, todo o sistema. Mas, o resultado da CST é muito importante pois há tempos não se avançava tanto nesse assunto como agora.


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Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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