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ALMT homenageia Polícia Civil em sessão especial realizada na quarta-feira (23)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) entregou comendas, títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos em sessão especial em homenagem a integrantes da Polícia Judiciária Civil (PJC) do estado. A cerimônia para entrega de 63 honrarias, realizada na noite de quarta-feira (23), foi solicitada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD).

A mais alta condecoração da Casa de Leis foi concedida a cinco policias civis. Entre as três mulheres que receberam a Comenda Filinto Müller está a delegada-geral da PJC, Daniela Maidel, que destacou o papel da Polícia Judiciária Civil. “Nós temos a missão de investigar de maneira qualificada, objetivando com isso assegurar a sociedade mato-grossense. A Polícia Civil vive um momento muito importante e muito positivo, lançando mão de tecnologia e capacitação”, resumiu.

“Isso tudo tem feito com que nós façamos o enfrentamento ao crime de forma de maneira muito qualificada. Exemplo disso, são as inúmeras operações que a Polícia Civil tem desencadeado. No último ano, nós tivemos um recorde de operações não só na região metropolitana mas, especialmente, no interior do estado. Um dos objetivos também é interiorizarmos as unidades especializadas. A gente sabe que a população tem crescido muito e onde existe a movimentação de pessoas, movimentação econômica, o crime também vai. Eu tenho certeza que esta comenda é uma conquista de todos os delegados, escrivães e investigadores da Polícia Civil que merecem ter o seu trabalho reconhecido. Então eu recebi essa comenda com esse sentimento de muita gratidão e dividindo-o com toda a Polícia Civil”, concluiu.

A secretária de Ordem Pública de Cuiabá, Juliana Palhares, também recebeu a Comenda Filinto Müller. “É uma data muito significativa para todos nós da Polícia Civil. Eu tenho 18 anos como delegada de polícia aqui deste estado. Amo minha casa. Cresci como pessoa, profissional e como mulher dentro da Polícia Civil. Toda essa minha jornada me trouxe conhecimento, experiência e jogo de cintura para poder lidar também com os desafios à frente da secretaria municipal. Tudo que eu aprendi na Polícia Civil estou tentando repercutir agora na Prefeitura de Cuiabá”, disse. Ela ainda se mostrou muito contente com o reconhecimento. “Eu agradeço imensamente ao deputado Wilson Santos e à Assembleia Legislativa por ter enxergado meu trabalho, o amor que eu sinto pela polícia e pela minha atividade. Somos todos servidores públicos e esse é o maior legado que a gente deixa, um legado de trabalho”.

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Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

A Comenda Dante de Oliveira foi destinada a outros seis integrantes da PJC. O secretário de estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, foi um dos que recebeu a medalha. Ele ressaltou o foco do governo do estado em busca de garantir a tranquilidade dos cidadãos mato-grossenses.

“Nós estamos fazendo um trabalho, principalmente, de controle das facções criminosas que atuam nas unidades prisionais. Atuamos junto com os órgãos de segurança da Secretaria de Segurança Pública, contribuindo inclusive para a redução dos índices de criminalidade. A gente busca também a ressocialização das pessoas privadas de liberdade. Então nós temos vários programas nesse sentido de educação, cursos de profissionalização, oportunidades de trabalho. E como consequência, também resgatando a tranquilidade para o cidadão, reinserindo essa pessoa que hoje está cumprindo pena para uma sociedade, para que ele possa conviver bem em sociedade, trabalhando e tendo dignidade”, sintetizou o delegado de carreira.

Na sessão especial também houve a entrega de três títulos de cidadão mato-grossense e 49 moções de aplausos. Homenageada com esta última honraria, a escrivã Evanise Leite de Souza atua na PJC desde 2007. “A sensação ao receber esta moção é de dever cumprido. São vários desafios ao longo desse tempo todo que nós estamos trabalhando na PJC e para mim é uma honra receber essa homenagem”, declarou.

O deputado Wilson Santos fez elogios à atuação da Polícia Judiciária Civil do estado e avaliou que a população hoje está muito preocupada com a segurança pública. “O Brasil nunca falou tanto em segurança. Segurança é um dos quatro direitos naturais do cidadão. O direito à vida, o direito, à liberdade, o direito à propriedade e o direito à segurança são direitos naturais. E a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso hoje é exemplo nacional. Ela tem um percentual de resolutividade muito alto. Dificilmente, você vai conseguir citar algum crime no estado que não foi devidamente desvendado e os responsáveis entregues ao Poder Judiciário”, afirmou.

“É uma polícia que não trabalha com pirotecnia e que traz resultados à sociedade. Agora mesmo, há poucas horas, aconteceu um crime hediondo em Cuiabá e rapidamente a polícia prendeu os responsáveis pelo assassinato da jovem Heloysa, aqui no bairro Morado do Ouro. Então, a polícia é eficiente e é uma polícia que merece sim que o Parlamento Estadual faça essa homenagem representando as 3 milhões e 800 mil pessoas que vivem em Mato Grosso”, concluiu o parlamentar referindo-se à captura dos suspeitos de matarem a adolescente Heloysa Maria de Alencastro Souza na noite de terça (22) em Cuiabá.

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Foram homenageados:

Comenda Filinto Müller:

Ana Paula de Faria Campos

Daniela Silveira Maidel

Juliana Chiquito Palhares

Rodrigo Bastos da Silva

Walfrido Franklim do Nascimento

Comenda Dante de Oliveira:

Fausto José Freitas da Silva

Heleno Xavier de Oliveira

Jesset Arilson Munhoz de Lima

Juliano Silva de Carvalho

Vitor Hugo Bruzulato Teixeira

Wagner Bassi Júnior

Título de Cidadão Mato-grossense:

Eder Clay de Santana Leal

Luciani Barros Pereira de Lima

Pablo Bonifácio Carneiro

MOÇÃO DE APLAUSOS

Adriana Figueiredo de Souza

Ana Caroline Bastos Casagrande

Anderson Pereira

Andréa Pinheiro Moraes Correa

Angélica Duarte de Assis Macedo

Antônio Palú Júnior

Antônio Pinto de Figueiredo

Bento Roseno da Silva

Camila Rossato

Carlos Rogério de Oliveira

Christiane Karine Fortunato

Dalton Ribas Nery

Djalma Monge Dias

Elaine Fernandes de Souza

Elaine Leme Batista Araújo

Elaine de Oliveira Taques de Carvalho Ferreira

Eliane da Silva Moraes

Evanise Leite de Souza

Fabíola Fátima Focchegatto

Felipe Augusto Patrício Alves Pinto

Flávia Alessandra de Faria Pouso

Gustavo Colognesi Belão

Honório Gonçalves dos Anjos Neto

Ingryd Rodrigues Benevides

João Alves Pereira

José Ermanno dos Santos

Letícia da Silva Andrade Teixeira

Lucene Fátima Lonyzynski

Lurdiane Barros Moreira

Marcel Gomes de Oliveira

Marivaldo France de Lara Sales

Matheus Soares Augusto

Milena Pellizzoni Gadelha

Paulo Henrique Castro Souza

Pedro Henrique Pelloso Borgesan

Rafael Paulo Fontoura Silva

Raisa Jordão Simões Mathias

Ramires Chateaubriand Dias

Renato Augusto Silvério Bianchi

Saullo Saigo Iderinha

Sebastião Alves de Moura

Silvia Maria Pauluzi de Siqueira

Thaiza Kiromi Miyakamma Pinheiro Badini

Valquiria de Fátima Castelhao

Victor André Silva e Taques

Wagner dos Santos Lino

Wandervaney Soares da Silva

Wilson Cibulskig Júnior

Zanil Ferreira Gomes

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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