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ALMT promove o 1º Fórum Estadual sobre Fibromialgia

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Suportar a dor física incessante espalhada no corpo é a principal batalha diária das pessoas que sofrem com a fibromialgia. Apesar da subnotificação e da falta de uma lista de cadastramento oficial para a identificação do número de casos, estima-se que 10% da população mundial conviva com a doença, que em casos extremos pode levar à incapacidade do enfermo. Atenta ao drama vivido pelos fibromiálgicos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promove o 1º Fórum Estadual Fibromialgia.

Realizado pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da ALMT em parceria com a Associação Mato-Grossense de Fibromiálgicos (AFIBROMT – DL), o evento é alusivo ao Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia, celebrado em no dia 12 de maio. Ele acontece durante todo o dia de hoje (9), no auditório da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).

Durante a abertura do fórum, o presidente da Comissão de Saúde, o deputado Dr. João (MDB), reforçou o compromisso da Casa Legislativa com a luta pelo amparo às pessoas com fibromialgia no estado. “O objetivo é fortalecer as políticas públicas e unir todas as cidades de Mato Grosso para debater iniciativas como o projeto que estamos trabalhando, que prevê a isenção de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] para compra de veículos na categoria PcD (Pessoa Com Deficiência)”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, a isenção se aplica como parte da Lei (11.554/2021), de sua autoria, que institui a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia. Entre outras diretrizes ela estabelece que pessoas com fibromialgia sejam consideradas PcD, o que permite que tenham os mesmos direitos estabelecidos em outras leis estaduais que tratam do assunto, como é o caso da compra de carro com isenção do imposto. “Essa lei é de proteção às políticas existentes e permite a criação de novas ações que facilitem a vida para essas pessoas e aumente a conscientização da sociedade frente a uma doença que não é visível”, defendeu. “Esse evento é um espaço de debates para desenvolver outras iniciativas”, concluiu.

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Para a presidente da Associação Mato-Grossense de Fibromiálgicos, Carmem Miranda, dentre as principais demandas a serem discutidas, está a de melhorar a aplicabilidade das legislações já existentes que visam garantir qualidade de vida para os portadores da síndrome. “A fibromialgia é uma doença caracterizada por uma dor crônica por todo corpo, que só é possível diagnosticar quando se excluem todas as outras possíveis causas. Essa complexidade dificulta a compreensão das pessoas sobre o tamanho do sofrimento e incapacitação que aflige o fibromiálgico. Ninguém sabe o esforço que fazemos muitas vezes para sair da cama e nos movermos, diante de tanta dor”, explicou. “Então muitas vezes nós vemos nossos direitos serem desrespeitados porque nossa dor e sofrimento não está visível”, lamentou.

O deputado Lúdio Cabral (PT) destacou que um dos grandes desafios para o poder público é a capacitação dos profissionais nos sistemas de saúde, tanto para diagnóstico como para tratamento adequado. “Existe a necessidade de aprimorar a formação dos profissionais, principalmente daqueles que estão na atenção básica de saúde e nas portas de serviços de pronto-atendimento, porque o principal sintoma da fibromialgia é a dor crônica e as pessoas vão no sistema de saúde e os profissionais precisam estar bem capacitados para atender e acolher esses pacientes”, defendeu.

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O representante do Ministério Público, promotor Milton Matos, explicou que foi aberto um inquérito civil para apurar o cumprimento das leis e que foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Estado para o cumprimento da Lei nº 11.657/21, de autoria do deputado Sebastião Rezende (União), que dispõe sobre a implantação dos Centros de Diagnóstico de Pacientes com Fibromialgia no Estado de Mato Grosso. “A mais importante [legislação], a meu ver, é a criação desses centros de tratamento de dores crônicas em todo território estadual e isso não é uma realidade ainda, infelizmente. Em Cuiabá já existe, mas não é uma realidade para o estado todo”, afirmou.

“Diante disso, o Ministério Público, junto com o Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa, fez uma notificação ao Estado para que seja feito esse plano e seja implementado o que a lei determina para que haja atendimento em todo estado, por meio de região polo”, explicou. Segundo ele, o estado está sensível à situação e se comprometeu em buscar uma solução o quanto antes.

“A conscientização sobre a doença é o principal caminho para que as pessoas que sofrem com a fibromialgia tenham acesso a facilitado seu acesso a direitos e serviços, o que vai impactar na qualidade de vida”, defendeu a assistente social Célia Cristina Carvalho Moreira. Ela é moradora do município de Água Boa e veio para o fórum


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas

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No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.

A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.

Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.

Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.

A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

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As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.

Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.

A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).

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Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.

Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:

24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.

15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.

12/11 – Lei Orçamentária Anual, às 14h.

Fonte: ALMT – MT

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