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ALMT realiza sessão especial em homenagem aos 40 anos do Comec

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta segunda-feira (16), uma sessão especial em homenagem aos 40 anos do Conselho de Ministros Evangélicos e Cristãos de Mato Grosso (Comec). A iniciativa foi proposta pelo deputado estadual Thiago Silva (MDB), que também preside a Frente Parlamentar Evangélica na Casa de Leis.

Durante a solenidade, foram entregues a Comenda Dante de Oliveira, uma das maiores honrarias do Parlamento, títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos a pastores e lideranças religiosas de diversas regiões do estado.

“É uma noite de muita alegria e honra poder realizar essa sessão para homenagear pastores e líderes que há 40 anos trabalham na propagação da palavra de Deus e na transformação de vidas em Mato Grosso. O Comec tem desbravado esse estado, fortalecendo o evangelho não só na Baixada Cuiabana, mas também no interior, com projetos sociais e ações que impactam a comunidade”, destacou o deputado Thiago Silva.

A deputada Janaina Riva (MDB) também participou da solenidade e enfatizou a importância social do trabalho desenvolvido pelas igrejas. “É um reconhecimento do Parlamento a esses líderes que há mais de 40 anos criaram o COMEC. O trabalho das igrejas chega onde muitas vezes o poder público não consegue alcançar, ajudando na recuperação de dependentes químicos, no combate à violência e na reconstrução de famílias. Isso tem um valor social incalculável”, afirmou.

Entre os homenageados, o pastor Edilson Senna, fundador e presidente do Comec, recebeu a Comenda Dante de Oliveira. Com 44 anos de casamento, pai de cinco filhos, avô de 12 netos e bisavô de dois bisnetos, ele relembrou a trajetória da entidade. “Quando começamos, éramos 22 pastores, reunidos no bairro Porto, em Cuiabá. Hoje o Comec está presente em 40 municípios, promovendo a legalização de igrejas, capacitação, acesso a benefícios como placas solares e bolsas de estudo. É uma caminhada que tem fortalecido a igreja e ampliado nosso alcance social”, destacou.

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Representando a região Norte do estado, o pastor João Luiz de Souza, da Igreja Batista Missionária Internacional de Sinop e segundo vice-presidente do Comec, também recebeu moção de aplausos. “Nosso trabalho vai além da evangelização. Atuamos fortemente na área social, com ações como casamentos comunitários, entrega de cestas básicas e projetos de apoio a mulheres vítimas de violência. Estamos presentes em cidades como Sinop, Itaúba, Alta Floresta, Cláudia, Nova Mutum, Sorriso, União do Sul, entre outras”, relatou.

O vice-presidente da ALMT, deputado Júlio Campos (União) fez questão de participar da homenagem e relembrou sua ligação histórica com a comunidade evangélica. “Quando fui governador, doei o terreno onde foi construído o grande templo da Assembleia de Deus na Avenida do CPA. Sempre tive muito apreço pela igreja, que leva a palavra de Deus e realiza um trabalho fundamental para a sociedade mato-grossense”, afirmou.

O apóstolo Willian Tadeu Rodrigues, líder da Igreja Ministério Pleno em Cuiabá, foi agraciado com moção de aplausos. “Em 13 anos de trabalho no bairro Pedregal, mais de 2.700 vidas foram transformadas. Gente que saiu das drogas, do crime, da prostituição, e hoje está na presença de Deus. É uma honra receber esse reconhecimento da Assembleia”, declarou.

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De Rondonópolis, o bispo Juliano Carneiro, presidente do Conselho de Pastores da cidade, agradeceu pela homenagem. “É uma honra representar nossos pastores e receber esse reconhecimento pelo trabalho que fazemos em prol das famílias e da transformação de vidas”, ressaltou.

O deputado Chico Guarnieri (PRD) destacou o evento Marcha para Jesus, realizado pelo Comec. “Eu conheço esse trabalho de perto, sou nascido no evangelho e sei da importância desse braço forte que atua na área social, na segurança, na educação e na transformação de milhares de vidas. É um evento anual que reúne milhares de cidadãos de diversas confissões religiosas, em uma manifestação de fé e valores espirituais. Tenho, inclusive, indicações para que os municípios de Mato Grosso incluam a Marcha para Jesus em seus calendários oficiais. Agradeço todos os líderes religiosos pelo brilhante trabalho que a Comec tem feito em nosso estado”, declarou o parlamentar.

O que é o Comec – Fundado há 40 anos, o Conselho de Ministros Evangélicos e Cristãos de Mato Grosso (Comec) é uma entidade que reúne líderes religiosos, com o objetivo de promover a unidade entre as igrejas evangélicas, fortalecer ações sociais, apoiar a legalização de templos e oferecer capacitação para ministros. Atualmente, o Comec está presente em 40 municípios do estado, desenvolvendo ações que vão além da evangelização, com forte impacto social nas comunidades onde atua.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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