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ALMT reconhece o trabalho de pilotos para o desenvolvimento do estado

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Em busca de homenagear pilotos da aviação mato-grossense que contribuíram para o desenvolvimento do estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou uma sessão especial para entrega de moção de aplausos na tarde desta quarta-feira (22). Na oportunidade, também foi entregue título de cidadania para o médico José Monteiro Sabino, um dos fundadores do Hospital de Câncer de Mato Grosso.

As honrarias foram requeridas pela deputada Janaina Riva (MDB) como forma de reconhecer o trabalho daqueles que voaram por Mato Grosso numa época em que não havia infraestrutura adequada e até as pistas eram improvisadas. “São comandantes que construíram sua trajetória em Mato Grosso e que tiveram grande relevância para a política e para história mato-grossense e para o desenvolvimento econômico e social”, destacou a deputada.

Para o piloto Mauro Pereira da Silva, que soma mais de 45 anos de aviação, a homenagem em vida é motivo de alegria orgulho, sobretudo pelos desafios superados durante os anos de voo. “Somos de uma época que não tinha ar condicionado e nem radar. Colocávamos o mapa no colo e saíamos voando. Eram políticos, empresários, para chegar a lugares onde não tinha nem estrada. Estou muito feliz, vou enquadrar esta moção para mostrar para o meu neto”.

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Além de Mauro, outros 13 comandantes receberam moção de aplausos durante a cerimônia realizada no Colégio de Líderes. Na mesma ocasião, o médico-cirurgião José Sabino recebeu o título de cidadão mato-grossense pelos trabalhos realizados em prol da população, sobretudo aos pacientes oncológicos.

Dr. José Sabino foi um dos responsáveis pela fundação do Hospital de Câncer, em Cuiabá, hoje uma referência no atendimento e tratamento oncológico na região Centro-Oeste e Norte do país. “Nós apresentamos o projeto do hospital, na época, para a primeira-dama do país, Marli Sarney, que conseguiu os recursos necessários para iniciar a construção do Hospital de Câncer de Mato Grosso, que atende em Cuiabá e também percorre todo o estado com a unidade móvel”.

Janaina Riva destacou a importância que o HCanMT tinha e ainda tem para o tratamento da população, inclusive com a ala pediátrica que foi aberta com recursos da ALMT. “Quando a gente fala em Hospital de Câncer, falamos do Dr. Sabino. Ele ainda não tinha o título de cidadão mato-grossense e foi uma honra para mim fazer essa entrega depois de um trabalho que foi e é referência no tratamento de pacientes do estado e até de outros estados”.

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Confira os homenageados

José Sabino Monteiro de Filho – Título de Cidadão Mato-Grossense

Moção de Aplausos

Gilmar Rodrigues de Brito

Amando Moacir Spinelli

Eduardo José de Oliveira

Euclides Campos Duarte

Hélio Vicente

José Lopes Soler

Manoel Nunes Rondon Neto

Marco Aurélio Orlandi

Mauro Pereira da Silva

Odair Luiz Zullan

Orlando de Moura Apotia

Py Monteiro

Rubio Faro Dorileo

Valil Pinto de Oliveira

Waldir Garcia Gomes


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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