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ALMT sedia o 1° Seminário Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de MT

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Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no próximo dia 5, a Assembleia Legislativa sedia o 1° Seminário Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso: “Meio Ambiente, Sociedade, Estado e Desenvolvimento Sustentável”. O encontro que reuniu representantes de diversos setores públicos e privados tem por objetivo promover e incentivar o surgimento de novas ações sustentáveis, o evento traz exemplos de boas práticas já adotadas no Estado e mesas de discussões.

O seminário é uma iniciativa do Movimento Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – Comitê Estadual de Mato Grosso que conta com a parceria da ALMT e foi realizado durante todo dia de hoje (4), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

O deputado Wilson Santos (PSD) foi um dos apoiadores que compôs a mesa e explicou que o seminário é um espaço de aprendizado e troca de experiências para a criação de soluções inovadoras, fortalecendo o compromisso do Estado em aliar desenvolvimento com sustentabilidade. “Nós estamos vivenciando uma mudança profunda no planeta, há muito tempo, já e a cada ano temos novidades impactantes sobre o sistema de vida que é preciso ser discutido com mais rigor”, afirmou.

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O parlamentar destacou que a intenção é discutir alternativas para inserir as metas da Agenda 2030 da ONU no dia a dia da sociedade e das políticas de estado, garantindo o desenvolvimento social e econômico. “A ONU já estabeleceu 17 objetivos para que a gente tenha um desenvolvimento sustentável e não há dúvidas de que a realização desse evento amplia o debate e inclui a discussão na agenda pública”, defendeu.

O deputado Dr. João (MDB) também participou do seminário e destacou a importância da AL estar inserida nas discussões sobre sustentabilidade por ser onde acontece a construção de regramentos

Foto: Helder Faria

Para o coordenador do seminário, o professor de Políticas Públicas da Universidade de Mato Grosso (Unemat), Kapitango-a Samba, explicou que o projeto nasceu das discussões do Movimento Nacional dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “O movimento tem por objetivo articular entidades, pessoas físicas, pessoas jurídicas para mobilização, para atender às metas da Agenda 2030, com metas que visam mudanças estruturais e sociais”, disse. “Aqui, no nosso estado, o movimento está se organizando desde 2003. E esse ano nós decidimos fazer o seminário para provocar discussões que acelerem as mudanças tão necessárias e que precisam de um esforço conjunto da sociedade e dos poderes e instituições”, defendeu.

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O professor explicou que os ODS são guias que orientam ações e políticas visando a erradicação da pobreza, a promoção da saúde, a igualdade de gênero, ao acesso à educação, entre outros princípios fundamentais para o bem-estar global.

Segundo dados da ONU, mundialmente, apenas 12% dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão dentro do cronograma da Agenda 2030, na data certa. Existe ainda estagnação em alguns pontos e, até mesmo o retrocesso em mais de 50% das metas, como o aumento da fome mundial, voltando aos níveis de 2005, e aumento dos efeitos das mudanças climáticas.

O deputado Dr. João (MDB) também participou do seminário e destacou a importância da Assembleia estar inserida nas discussões sobre sustentabilidade por ser onde acontece a construção de regramentos. “Esta na hora de, através desses eventos, pensar como vamos caminhar para as mudanças que queremos principalmente em relação às mudanças climáticas. Assunto que está tão na moda ultimamente e precisamos pensar em como vamos lidar com que qualidade de vida queremos chegar em 2030”, defendeu.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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