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Assembleia Legislativa realiza sessão especial em homenagem aos 40 anos da CUT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou sessão especial, na noite desta quinta-feira (28), em homenagem aos 40 anos da Central única dos Trabalhadores (CUT). A solenidade foi requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT) e contou com a participação de representantes de sindicatos que integram a organização sindical.

Em seu discurso, Valdir Barranco ressaltou as lutas travadas durante as quatro décadas da entidade, que é a maior central sindical do Brasil e da América Latina e a quinta maior do mundo, com mais de 3,2 mil entidades filiadas e mais de 7,1 milhões trabalhadores associados.

“Desde sua fundação, a CUT tem atuação fundamental na disputa da hegemonia e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial. Os avanços obtidos na proposta de um sistema democrático de relações de trabalho e a eleição de um operário à presidência da República em 2002 são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável pela garantia e ampliação de direitos da classe trabalhadora, bem como a redução da carga horária de trabalho de 48 para 44 horas semanais aos trabalhadores, durante a Constituição Federal de 1988”, disse.

O parlamentar lembrou ainda que a organização sindical está presente em todos os 26 estados e no Distrito Federal e afirmou que, “mais do que um instrumento de luta e de representação real da classe trabalhadora, a CUT tem como grande desafio dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras na política nacional”.

“O fortalecimento da democracia, o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho são marcos estratégicos da CUT. A luta pela universalização dos direitos, bandeira histórica, é cotidianamente reafirmada com a participação ativa da central na construção de políticas públicas
de vários setores e seguimentos da sociedade, com destaque para mulheres, juventude, pessoas com deficiência física, saúde com saúde, combate à discriminação racial e idosos, entre outras. Nós nos sentimos honrados em ter a oportunidade de estar à frente desta sessão especial em homenagem aos 40 anos da CUT”, acrescentou. 

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Como reconhecimento aos relevantes serviços prestados pela Central Única dos Trabalhadores às instituições nacionais e ao trabalhador brasileiro, Valdir Barranco entregou moção de aplausos à entidade, em nome do presidente da CUT de Mato Grosso, Henrique Lopes do Nascimento. 

O representante da organização sindical agradeceu ao deputado Valdir Barranco pela honraria e afirmou que o principal compromisso da CUT é o fortalecimento da democracia, com distribuição de renda e valorização do trabalho. Em seguida, pontuou algumas das principais conquistas registradas ao longo dos anos, bem como os desafios a serem enfrentados.

“Todos os direitos dos trabalhadores sempre fizeram parte da luta do movimento sindical pelo Brasil e pelo mundo […] Nós vivemos hoje em um mundo globalizado, robotizado, com a questão da inteligência artificial que é uma realidade. Portanto, os modos de produção também estão alterados e a perspectiva de direitos são questões que precisam fazer parte do nosso cotidiano […] Nós queremos políticas afirmativas para as mulheres, para a juventude, para as pessoas com deficiência física, nós combatemos toda a forma de discriminação racial, discriminação de idosos, entre outras”, frisou.

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Henrique Lopes também criticou a aprovação da Emenda Constitucional 95 – que institui o Novo Regime Fiscal -, da Reforma do Ensino Médio e da Reforma Trabalhista e reforçou o compromisso da luta pela derrubada das medidas.

“O desafio continua imposto para nós enquanto classe trabalhadora. É contra tudo isso que nós estamos lutando. A CUT se coloca nesse processo para ajudar a criar uma nova sociedade, mais justa e mais fraterna”, disse.

Secretário de políticas sociais do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), João Luiz Dourado ressaltou o orgulho em integrar a Central Única dos Trabalhadores, bem como a força da entidade no estado.

“Nós temos na base da CUT mais de 40 sindicatos em torno de mais de 150 mil trabalhadores sendo representados. Os sindicatos mais representativos fazem parte da CUT Mato Grosso e nós temos aqui no estado a luta por direitos, tanto dos servidores públicos como dos trabalhadores privados, do campo e da cidade”, declarou.

Valdeir Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), apontou a necessidade de fortalecimento da organização.

“É necessário que, para o futuro, nós tenhamos uma organização ainda maior para romper algo que pesa muito sobre a classe trabalhadora, que é a sua crise de identidade e o divisionismo. Espero que nós possamos, em um curto espaço de tempo, comemorar tantos outros anos do avanço da organização”, salientou.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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