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Assembleia presta homenagem ao centenário do empresário Ueze Elias Zahran

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou uma sessão especial, na manhã desta quinta-feira (12), em homenagem ao centenário do empresário Ueze Elias Zahran, fundador da Rede Mato-Grossense de Comunicação (RMC) e do grupo Copagaz. A cerimônia foi conduzida pelo deputado estadual Júlio Campos (União), autor da proposta, e contou com a participação de diretores das televisões Centro América e Morena, de representantes da família Zahran e do deputado Wilson Santos.

Ueze Zahran morreu em 2018, aos 94 anos, e se tornou uma referência no estado por ter fundado a primeira emissora de televisão de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, quando os estados ainda eram unificados. Filho de libaneses, o empresário também foi precursor na distribuição de gás de cozinha no estado com a criação da Copagaz em 1955, que hoje integra a Copa Energia.

O deputado Júlio Campos, propositor da homenagem, destacou o legado do senhor Ueze Zahran para o estado e para a população mato-grossense. “Doutor Ueze fez questão de inaugurar a primeira emissora de televisão, quando ainda éramos uma cidade pequena. Ele foi um visionário, acreditou no potencial de nosso estado e trouxe uma televisão que já estava rodando em São Paulo, nos grandes centros”.

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O deputado Wilson Santos fez questão de recordar toda a trajetória do do Grupo Zahran, conduzido e comandado pelo empresário Ueze Zahran. “Filho de família libanesa, nascido em 1924, numa época que não tinham estradas, pontes, comunicação, ele teve visão e audácia para investir. O grupo de gás é hoje o número um da América Latina, a Rede Mato-Grossense de Comunicação é um grupo expressivo hoje no estado, já teve o trabalho reconhecido pela ONU e hoje a Assembleia, ao prestar essa homenagem, reconhece as qualidades e tudo que ele fez pelo crescimento de Mato Grosso”.

O presidente do Grupo Zahran, Caio Turqueto, agradeceu a homenagem em reconhecimento a todo trabalho e dedicação do senhor Ueze Zahran e destacou que, ele tinha por Mato Grosso, um carinho especial. “Ueze não era um líder empresarial, ele era um líder da família e eu acho que isso, de uma certa maneira, toca profundamente o coração da família. O centenário dele marca toda uma trajetória de crescimento, de industrialização e isso é muito importante ser reconhecido”.

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Segundo Turqueto, o legado de Zahran não está somente no passado, pelo que ele fez, mas também no futuro, nos ensinamentos que ele deixou. “Ele era um empresário que estava sempre se renovando. Governança, por exemplo, é um discurso que nós começamos 30 anos atrás, e hoje é um tema que está permeando todas as empresas. Então, essa capacidade transformacional é a característica mais marcante da personalidade do Ueze Zahran”.

O presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho, fez questão de receber os representantes do Grupo Zahran após a cerimônia e reafirmou que a Assembleia presta uma importante homenagem não apenas dos deputados, mas de toda a população mato-grossense.

Atualmente, a RMC possui mais de 600 funcionários e no próximo ano, vai comemora os 60 anos desde a inauguração da primeira emissora de televisão.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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