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Associações sem fins lucrativos e voltadas à coletividade poderão ser declaradas de utilidade pública

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Se uma entidade ou uma instituição são consideradas sem fins lucrativos e são prestadoras de serviços à coletividade, garantindo que a gestão administrativa e patrimonial preserva o interesse público, têm grande possibilidade de ser declaradas de utilidade pública.

Mas para isso, em nível de Estado, elas têm que requisitar o interesse à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O pedido da declaração de utilidade pública pode ser encaminhado ou sugerido aos 24 deputados estaduais, que têm autonomia para torná-lo projeto de lei.

Os requisitos necessários para torná-las de utilidade pública estão na Lei nº 8.192, de 5 de novembro de 2004, de autoria do ex-deputado Mauro Savi. Entre as condições estão de a sociedade civil, a associação e a fundação serem de personalidade jurídica, de estar em funcionamento ininterrupto há mais de um ano e dispor de reconhecimento de utilidade pública municipal.

Na Casa de Leis, esse pedido será transformado em projeto de lei. Mas nesse caso, a projeto de utilidade pública segue tramitação diferenciada. Ele não precisa ser aprovado em plenário (onde as proposições são deliberadas pelos 24 deputados).

Esse rito atende o Regimento Interno da ALMT, que em seu artigo 159 define que os projetos de lei declarativos de utilidade pública dispensarão a apreciação pelo plenário, sendo que será terminativo o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR).

“Para atestar a legalidade ou não do projeto, a equipe da CCJR realiza uma análise minuciosa dos requisitos estabelecidos pela lei estadual. Se estiver tudo certo com as documentações exigidas, a Comissão emite o parecer. ”, explicou Waleska Cardoso, consultora legislativa da CCJR.

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Em caso de o parecer ser favorável, o projeto segue para a Secretaria Parlamentar e, posteriormente, para a Secretaria de Serviços Legislativos (SSL), para os trâmites de publicação no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa.

Entre as entidades declarada de utilidade pública pela Assembleia Legislativa está a Associação de Espinha Bífida do Estado de Mato Grosso. Ela foi criada através da Lei nº 8.144, de 25 de junho de 2004, de autoria do ex-deputado José Geraldo Riva.

Com a sede em Cuiabá, o presidente da Associação, Antônio Lemos Correa, afirmou que mesmo com quase 19 anos de sua fundação, a entidade depende de recursos financeiros do setor público e privado para manter as portas abertas às famílias que precisam de ajuda para o tratamento da doença.

“Ao ser declarada de utilidade pública, a associação está mostrando ainda mais a sua importância à sociedade. Mas dependemos de ajuda para manter o atendimento às pessoas que mais precisam. Hoje, não temos recebido ajuda. A associação já enviou propostas de emendas aos parlamentares e setores públicos, mas até o momento não fomos atendidos, por causa da burocracia”, disse Correa.

Ele disse que todos os gastos efetuados pela associação são prestados conta tanto para as empresas que elaboram projetos em parceria com a instituição quanto aos setores públicos.

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“Isso se dá quando firmamos parcerias ou em forma de projetos, a associação presta contas. Dessa forma a associação mantém os seus papéis limpos e atualizados com a prestação de contas e, com isso, mostramos a real situação da instituição”, disse Correa.

De acordo com Antônio Correa, o único benefício que a entidade recebe, por ser declarada de utilidade pública, é o de não pagar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU).

“Infelizmente a associação tem dispêndio com telefonia, transporte e energia. Os gastos são pagos com recursos próprios. O carro utilizado pela associação, doado pelo Banco do Brasil, é isento de IPVA, mas pagamos o licenciamento. Na energia elétrica e telefonia não temos isenções”, disse.

Renúncia – Mas caso a entidade ou instituição queira renunciar à condição de utilidade pública, elas devem encaminhar um ofício fundamentado à CCJR, que poderá apresentar um projeto de lei revogando a lei instituidora. Essa condição é recente e foi acrescida por meio da resolução nº 7.942/2022 ao artigo 159 do Regimento Interno.

Esse mesmo artigo, mas no parágrafo 2º, define que a entidade privada, legalmente constituída, instituição pública ou cidadão, que desejar, nos termos da Lei, a revogação de lei declaratória de utilidade pública, deve apresentar representação ao Presidente da Assembleia, que poderá encaminhá-la à CCJR para apresentação de projeto de lei revogando a lei instituidora.

Fonte: ALMT – MT

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Botelho participa da entrega de 190 escrituras e inauguração de novas delegacias em Nobres e Rosário Oeste

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Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) participou, na última sexta-feira (12), da entrega de 190 escrituras definitivas para famílias dos municípios de Nobres e Rosário Oeste e da inauguração das novas sedes das Delegacias da Polícia Civil, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a cidadania, a segurança jurídica e o fortalecimento dos serviços públicos.

Em Nobres, foram entregues 74 escrituras definitivas para moradores dos bairros Cohab Marzagão e Jardim Paraná. Já em Rosário Oeste, 116 famílias dos bairros Cohab Serra Dourada e Benedito Afonso receberam gratuitamente a documentação definitiva de seus imóveis. A ação é resultado de uma ampla parceria envolvendo Governo do Estado, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Poder Judiciário, cartórios e prefeituras municipais.

Botelho destacou a importância da regularização fundiária para garantir dignidade e segurança às famílias que aguardavam há décadas pelo documento definitivo de seus imóveis.

“Para mim, este é um dos eventos mais importantes que participamos. Estamos entregando escrituras de verdade, não apenas títulos. Antigamente entregavam títulos e as pessoas continuavam enfrentando dificuldades para regularizar seus imóveis. Agora não. Estamos entregando a escritura definitiva, sem custo para as famílias. Esse é um trabalho conjunto do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e dos cartórios, que têm sido parceiros fundamentais nesse processo”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda os avanços obtidos nos últimos anos com o programa de regularização fundiária.

“Já ultrapassamos a marca de 40 mil escrituras entregues em Mato Grosso e acredito que chegaremos ao fim desta gestão com mais de 60 mil documentos regularizados. Somente em Várzea Grande temos quase nove mil escrituras prontas para serem entregues. Nosso trabalho é garantir segurança jurídica, cidadania e o direito à propriedade para as famílias mato-grossenses”, completou.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), reconheceu a demora histórica do poder público na regularização dos imóveis urbanos e pediu desculpas às famílias que aguardaram décadas pela documentação.

“Antes de mais nada, quero pedir desculpas às famílias que esperaram quase 40 anos por esse documento. Isso demonstra falhas do estado ao longo de muitos anos. Nós estamos trabalhando para corrigir essa situação e acelerar esse processo. Entregar a escritura é cumprir uma obrigação do Estado e garantir um direito básico para quem construiu sua vida e sua história nesses locais”, declarou.

O presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim, destacou o esforço conjunto para viabilizar a regularização das áreas e agradeceu o apoio das autoridades envolvidas.

“Foi um trabalho que não foi fácil, mas hoje estamos colhendo os frutos graças à determinação do governador Otaviano Pivetta e ao empenho dos municípios e das instituições parceiras. Receber uma escritura definitiva registrada é um privilégio e representa dignidade, segurança e tranquilidade para essas famílias”, afirmou.

Parcerias que transformam vidas

As ações integram um amplo programa de regularização fundiária apoiado pelo parlamentar, que tem atuado para acelerar a documentação de imóveis urbanos em todas as regiões do estado, beneficiando famílias que aguardavam há anos, e em alguns casos décadas, pelo reconhecimento oficial de seus imóveis.

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Novas delegacias – Além da entrega das escrituras, a programação incluiu a inauguração das novas Delegacias da Polícia Civil de Nobres e Rosário Oeste. As unidades foram construídas para oferecer melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos servidores da segurança pública.

As novas estruturas contam com ambientes modernos e adequados para atendimento ao público, registro de ocorrências, investigações, custódia de presos, armazenamento de materiais apreendidos e setores administrativos, ampliando a capacidade operacional da Polícia Civil nos dois municípios.

“Quero parabenizar todos os envolvidos por essa importante obra. Essas novas delegacias vão fortalecer o trabalho das forças de segurança e melhorar significativamente o atendimento à população. Segurança pública se faz com profissionais valorizados e estruturas adequadas para atender o cidadão”, destacou Eduardo Botelho.

A delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Daniela Silveira Maidel, enfatizou que as novas unidades representam um avanço importante para a prestação dos serviços policiais na região. Já o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Fernando Tinoco, ressaltou a integração entre as forças de segurança para garantir mais proteção à população.

Participaram das solenidades os prefeitos de Rosário Oeste, Mariano Balabam (PSB); de Nobres, José Domingos Fraga (União Brasil) e de Alto Paraguai, Adair José Alves Moreira (MDB), além dos deputados estaduais Beto Dois a Um (União) e Fábio Tardin (PSB), do deputado federal Fábio Garcia (União), além de representantes das forças de segurança, autoridades municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.

Fonte: ALMT – MT

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