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Comissão aprova projetos para fortalecer o turismo sustentável em Mato Grosso

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A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo (CICT) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado Chico Guarnieri (PRD), aprovou dois projetos de lei voltados à promoção do turismo sustentável no estado, durante a quinta reunião ordinária, realizada nesta terça-feira (17), na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares. As propostas integram um conjunto de ações que buscam explorar o potencial turístico de Mato Grosso de forma responsável, respeitando o meio ambiente e valorizando as comunidades locais.

“Mato Grosso tem um potencial gigantesco no turismo, e precisamos explorá-lo de forma saudável. Por isso, discutimos e aprovamos pautas importantíssimas que vêm sendo debatidas na Comissão de Indústria”, afirmou o deputado Chico Guarnieri.

A CICT se prepara agora para realizar visitas técnicas a diversas regiões do estado, começando pela região Noroeste, em data a ser divulgada em breve.

“Já conversamos com parlamentares de municípios como Barra do Bugres, Tangará da Serra, Nova Olímpia, Campo Novo do Parecis e Sapezal. As visitas devem ocorrer nos próximos dez dias para que possamos discutir o potencial de cada município e buscar ações concretas para fomentar esse setor tão importante de Mato Grosso”, destacou Guarnieri.

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Segundo o presidente da comissão, as ações visam valorizar segmentos como o turismo rural e o etnoturismo, que é a forma de turismo nas comunidades e culturas locais, especialmente povos indígenas, com o objetivo de conhecer e preservar suas tradições, costumes e modo de vida.

“Temos um grande potencial nas aldeias indígenas. Muitas pessoas querem conhecer como vivem os povos originários. Também contamos com cachoeiras, serras e rios que são atrativos naturais importantes para o turismo sustentável”, ressaltou o parlamentar.

A expectativa da CICT é transformar Mato Grosso em referência nacional e internacional em turismo responsável. “Vamos levar nosso estado para o Brasil e para o mundo, porque as belezas naturais daqui são únicas”, completou Chico Guarnieri.

Projetos aprovados – PL 846/2025, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD): institui o Guia Turístico Virtual Descubra Mato Grosso. A proposta cria uma ferramenta digital para promover os destinos turísticos do estado, reunindo informações e orientações atualizadas e acessíveis aos visitantes, por meio de um aplicativo, que vai promover o turismo regional oferecendo informações sobre gastronomia, artesanato, hotelaria, transporte público e privado, dentre outros.

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PL 699/2025, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT): cria o Programa Estadual Turismo Consciente, Natureza Protegida. A iniciativa estabelece medidas de prevenção, fiscalização e conscientização contra o turismo irregular em unidades de conservação, reforçando o compromisso com a preservação ambiental.

Também participaram da reunião, de forma virtual, o vice-presidente da comissão, deputado Diego Guimarães (Republicanos), e a deputada Janaina Riva (MDB), que atua como suplente.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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