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CST da Enfermagem é oficialmente instalada por iniciativa do deputado Max Russi

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Foi oficialmente instalada nesta segunda-feira (12), a Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem. A iniciativa é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), e representa um avanço significativo na construção de políticas públicas voltadas à valorização e ao fortalecimento da categoria.

A Câmara Setorial Temática da Enfermagem tem, entre as pautas prioritárias, o debate sobre piso salarial, jornada de trabalho, saúde mental, formação continuada e melhores condições de trabalho. A expectativa é que as discussões resultem em propostas concretas que valorizem a categoria e melhorem os serviços prestados à população.

A solenidade de instalação foi realizada no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e reuniu representantes de entidades de classe, parlamentares, profissionais da saúde e autoridades públicas, mas, acima de tudo, foi um espaço de acolhimento para quem há anos carrega nos ombros a responsabilidade de cuidar do outro: os profissionais da enfermagem. Enfermeiros, técnicos e auxiliares que atuam diariamente, muitas vezes de forma invisível, em hospitais, postos de saúde e comunidades distantes, tiveram, enfim, seu protagonismo reconhecido dentro do Parlamento estadual.

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“Todos vocês que estão aqui hoje estão de parabéns. Porque essa presença demonstra que vocês não estão preocupados apenas com vocês mesmos, mas com a profissão, com a categoria. Os frutos que nascerão desta Câmara vão beneficiar toda a enfermagem de Mato Grosso”, afirmou Max Russi, ao abrir oficialmente os trabalhos da CST.

Com mais de 2,8 milhões de profissionais em todo o país – sendo milhares deles em Mato Grosso – a enfermagem representa mais de 60% da força de trabalho na saúde. São homens e mulheres que, muitas vezes, enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários e falta de reconhecimento, mas seguem firmes no compromisso de cuidar da vida.

Max Russi destacou que a criação da Câmara não é apenas um gesto político, mas um compromisso construído com escuta, sensibilidade e respeito. Ele lembrou que a proposta foi aprovada por unanimidade pelos 24 deputados da Assembleia Legislativa, um sinal claro de que o Parlamento está atento às demandas do setor.

“A enfermagem merece ser ouvida, e esse é um dos principais objetivos dessa Câmara: dar visibilidade, fazer com que a voz de cada profissional chegue até o Parlamento e seja levada a sério”, reforçou o deputado.

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Durante sua fala, Max fez um resgate histórico da profissão, lembrando o legado de Ana Néri, pioneira da enfermagem no Brasil, e citou os impactos profundos da pandemia da Covid-19, que escancarou as fragilidades do sistema e a força dos profissionais da linha de frente.

“São heróis silenciosos. Gente que enfrenta noites mal dormidas, múltiplos vínculos, plantões seguidos, risco físico, desgaste emocional… e mesmo assim segue cuidando, acolhendo, salvando. Precisamos olhar para eles com a gratidão e a responsabilidade que merecem. Cuidar de quem cuida da gente deve ser mais do que um discurso. É uma prática de humanidade e respeito. Essa Câmara é o começo de um novo caminho. E o que vocês trouxerem aqui será prioridade no meu mandato. Vamos caminhar juntos”, concluiu Max Russi.

Com a oficialização da CST da Enfermagem, a Assembleia Legislativa consolida mais um espaço permanente de escuta e participação social. Um gesto concreto em favor de uma categoria que, dia após dia, transforma cuidado em esperança.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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