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Debate na ALMT amplia discussão sobre terceirizações e gestão do Detran

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A prestação de contas do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quinta-feira (26), no auditório Milton Figueiredo, foi considerada produtiva pelo deputado Wilson Santos (PSD), autor do requerimento que convidou o presidente do órgão, Gustavo Reis Lobo Vasconcelos para detalhar sobre os contratos de terceirização firmados pelo órgão.

Segundo o parlamentar, o debate foi importante para ouvir tanto a gestão quanto as entidades representativas dos servidores. “Foi importante porque os sindicatos estiveram representados, a federação dos servidores cobrando concurso público, redução das terceirizações e impedindo que terceirizados analisem processos administrativos que são de competência de servidores concursados e efetivos. Também sobre o futuro leilão que haverá dos 12 pátios nos principais polos do Estado”, disse o deputado.

Reforçou que o trabalho de fiscalizar continuará. “Agora nós vamos receber uma série de documentos que já foram solicitados em um requerimento importante feito pelo deputado Eduardo Botelho. Vamos analisar esses documentos e, havendo necessidade de uma nova audiência ou de novos requerimentos, nós vamos solicitar”, afirmou.

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Vasconcelos destacou que o Detran possui atualmente 80 unidades de atendimento distribuídas em todo o Estado, o que exige contratos específicos para manutenção da estrutura. Segundo ele, entre os principais serviços terceirizados estão vigilância, limpeza, impressão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e contratação de estagiários.

“Temos 80 unidades espalhadas no Estado. Isso exige vigilância, que é um custo elevado, além de serviços de limpeza. Também realizamos cerca de 350 mil impressões de CNHs por ano, por meio de empresa contratada via licitação, já que se trata de papel moeda, com controle rigoroso”, disse o presidente.

Ele explicou ainda que o órgão enfrenta redução no quadro efetivo de servidores. “Desde 2019 perdemos mais de 100 servidores. Muitos passam em outros concursos e deixam o Detran. Por isso, utilizamos estagiários distribuídos em todo o Estado para manter o atendimento”.

Ressaltou que os contratos seguem prazos legais, geralmente de dois anos, podendo ser prorrogados por mais dois, conforme a legislação. Após esse período, é necessário abrir novo processo licitatório.

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“A empresa responsável pela impressão da CNH está há mais de quatro anos operando. Este ano vamos lançar novo processo licitatório para esse serviço, como determina a lei”, informou Vasconcelos.

Ele também ressaltou que o Detran realiza, em média, 16 mil atendimentos por dia. São 727 servidores ativos no órgão, que tem arrecadação em torno de R$ 900 milhões por ano. O custo estimado com terceirizações em média é de R$ 40 milhões por ano, mas afirmou que esse montante abrange diferentes segmentos, sendo vigilância, limpeza das unidades e impressão de CNHs.

A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessp-MT), Carmen Machado, manifestou preocupação com o avanço das terceirizações e alertou para o risco de precarização do serviço público, defendendo a realização de concursos.

Da mesma forma, a presidente da Associação dos Servidores do Detran (Asdetran-MT), Veneranda Acosta, defendeu a necessidade de fortalecimento do quadro efetivo e realização de concurso público.

Também participou a ex-senadora Serys Slhessarenko.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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