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Deputado Barranco cobra transparência sobre R$ 450 milhões da saúde em MT

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, durante a sessão desta quarta-feira (26) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Requerimento nº 734/2025, solicitando ao governador Mauro Mendes (União) uma série de esclarecimentos sobre o saldo de R$ 450.619.023,97 encontrado em 52 contas bancárias do Fundo Estadual de Saúde (FES). O montante, segundo reportagem do portal PNB Online, está sob investigação do Ministério Público Federal (MPF), que apura a origem e a destinação dos recursos, todos provenientes de repasses da União ao Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio, investimento, emendas parlamentares, área de enfermagem e blocos de investimento. Embora a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tenha afirmado que parte do valor já estaria “comprometida” com a execução orçamentária de 2025, não apresentou qualquer detalhamento sobre quais ações, projetos ou despesas justificariam a retenção de quantia tão significativa.

Dados divulgados nacionalmente mostram que, em 2024, os estados aplicaram em média 73% dos recursos federais de custeio destinados ao SUS até o fim do exercício, enquanto Mato Grosso executou menos de 50% dos investimentos previstos, cenário que reforça a preocupação com a lentidão e a falta de transparência na aplicação dos recursos.

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Para Barranco, a situação é alarmante e exige respostas rápidas e completas. Em seu requerimento, o parlamentar pede a confirmação formal do saldo existente em 29 de junho de 2025; a identificação completa de todas as contas bancárias, com banco, agência, número, titularidade e saldo individual; o detalhamento da origem dos recursos, especificando cada parcela, programa, categoria orçamentária e eventuais restrições legais; o cronograma de execução financeira e orçamentária para 2025, com previsão de desembolso, metas físicas e justificativas para atrasos; a explicação sobre impedimentos técnicos, legais ou administrativos que estariam retardando o uso dos valores; a previsão de realocação ou devolução de montantes não utilizados; a apresentação de atos normativos que embasariam o comprometimento dos recursos para 2025; além da indicação de quais unidades de saúde, programas e ações serão beneficiados, com estimativa de impacto na rede pública.

O deputado cobrou explicações do governo estadual. “Não existe justificativa aceitável para guardar dinheiro da saúde enquanto falta médico, falta leito, falta medicamento e falta investimento na atenção básica. R$ 450 milhões parados é um escândalo que precisa ser explicado ponto por ponto ao povo de Mato Grosso”. Segundo ele, a justificativa genérica apresentada pela SES-MT apenas aumenta a desconfiança sobre o uso dos recursos e reforça a necessidade de transparência imediata. “Transparência não é favor, é obrigação constitucional. Se o dinheiro veio para salvar vidas, ele tem que estar sendo usado para salvar vidas, e não parado em 52 contas enquanto as pessoas sofrem nas filas. O governo precisa explicar, e a ALMT tem o dever de cobrar”.

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Valdir Barranco destacou que a retenção de recursos federais pode comprometer o funcionamento de hospitais, postos de saúde e programas essenciais, prejudicando diretamente a população e colocando em risco a eficiência do sistema de saúde estadual. Ele afirmou ainda que a Assembleia continuará atuando firmemente em seu papel fiscalizador.

“Fiscalizar é proteger a população. Nosso compromisso é garantir que cada centavo destinado à saúde seja aplicado com eficiência, transparência e urgência. A sociedade merece respostas, e nós vamos buscá-las”. O requerimento agora aguarda resposta do governo do estado.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Saúde intensifica fiscalização de hospitais e obras no primeiro semestre

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atuou, no primeiro semestre de 2026, na análise de proposições, fiscalização e acompanhamento de ações relacionadas à saúde pública no estado.

Segundo relatório do Núcleo Social, responsável pelo assessoramento técnico às comissões permanentes da área, no período foram realizadas seis reuniões ordinárias, uma audiência pública, seis visitas técnicas e seis registros de convocações, convites e solicitações de informações.

A comissão analisou mais de 170 proposições relacionadas às suas áreas de competência. As matérias passaram por apreciação técnica, com emissão de pareceres de mérito, conforme as normas regimentais.

As ações de fiscalização incluíram visitas ao Hospital Regional de Cáceres, aos hospitais municipais de Pontes e Lacerda e de Confresa e às obras do futuro Hospital Regional de Confresa, além do acompanhamento da situação dos hospitais regionais de Sorriso e Sinop. As agendas permitiram verificar presencialmente a situação de unidades e o andamento de obras de saúde em diferentes regiões de Mato Grosso.

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O acompanhamento de obras hospitalares também incluiu a convocação de representantes de empresas responsáveis por empreendimentos em andamento no estado. A Construtora Augusto Velloso, responsável pelas obras dos Hospitais Regionais de Tangará da Serra e Confresa, e a Salver Construtora e Incorporadora, responsável pela construção da unidade hospitalar de Juína, foram chamadas pela comissão para prestar esclarecimentos sobre o andamento dos trabalhos, os prazos e eventuais entraves nos projetos.

Audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.

Audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

As convocações foram aprovadas a partir de requerimento apresentado à comissão, em meio às discussões sobre o ritmo de execução das obras de hospitais regionais. À época, foram apontadas diferenças no andamento de empreendimentos similares.

A comissão também realizou uma audiência pública para discutir o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso e acompanhar a execução do contrato firmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) com o Hospital de Câncer.

Além das construtoras, houve convocação de secretários de estado de Saúde. Um dos objetivos foi buscar esclarecimentos sobre exonerações e desligamentos de profissionais vinculados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os possíveis impactos na continuidade e na eficiência do serviço.

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A comissão solicitou ainda informações ao governador sobre as contratações temporárias realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde e sobre o concurso público da pasta. A comissão também convidou o secretário de Saúde e representantes do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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