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Deputado Chico Guarnieri destina R$ 1,2 milhão para Barra do Bugres

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Chico Guarnieri (PRD) chega a 100 dias do mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atuando pela região do Médio-Norte. Durante o período, o parlamentar destinou R$ 1,2 milhão, em emenda parlamentar, para Barra do Bugres, além de mais de 200 proposituras legislativas. O deputado estadual assumiu a vaga deixada por Cláudio Ferreira (PL) eleito prefeito de Rondonópolis, em 2024.

Dessa quantia, R$ 1 milhão será empregado em obras de pavimentação do município e o restante (R$ 200 mil) será empregado para a compra de computadores para a Saúde municipal que está com os equipamentos defasados. “Esse é apenas o começo do nosso trabalho e faremos muito mais pela nossa região e por nosso Estado”, garante o parlamentar.

Quanto aos projetos de Lei apresentados, uma das suas primeiras propostas levadas ao plenário em 2025 prevê a valorização de agentes comunitários de saúde (ACS) e de endemias (ACE) ao propor a criação de um núcleo técnico específico para auxiliar os municípios na regulamentação desses cargos (PL 33/2025). O parlamentar explica que apesar de uma decisão normativa do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), de outubro de 2023, muitos municípios ainda não realizaram esse procedimento regulamentador, então, o projeto de Lei tem como objetivo tornar real essa regulamentação.

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No campo social, o parlamentar propôs a concessão do benefício de meia-entrada a quem doar cabelos para a confecção de perucas para pessoas em tratamento do câncer (PL 390/2025) e também, a inclusão de informações em materiais didáticos para conscientização dos alunos da rede pública de ensino sobre a doação de órgãos (PL 94/2025).

Já o cenário preocupante ocasionado pelos altos números de registros de arboviroses causadas pelo mosquito Aedes aegypti, levou o parlamentar a propor uma ação que incentive a vacinação contra a dengue, assim surgiu o projeto “Escola Livre da Dengue” (PL 337/2025).

No período, Chico Guarnieri também assumiu presidência da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa onde propôs a política de incentivos e capacitações para o empreendedorismo sênior, ou seja, para pessoas a partir de 60 anos. O objetivo é incentivar o público idoso a abrir seu próprio negócio.

“Vamos trabalhar pelo desenvolvimento da indústria em nosso Estado e também na criação de políticas públicas que incentivem o turismo e o comércio, bem como a inovação e tecnologia”, disse Chico Guarnieri, responsável por propor e presidir a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação.

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O parlamentar continua o trabalho iniciado em 2023, à época em que era suplente. Desde esse período, tem acompanhado a pavimentação da MT-247, que liga Barra do Bugres a Lambari D’Oeste, iniciada em fevereiro de 2025 que é resultado da articulação política de Guarnieri. O deputado estadual também monitora a execução das obras do Hospital Municipal Roosevelt Figueiredo Lira, em Barra do Bugres.

“Estamos recebendo as demandas do nosso município e cidades vizinhas, representando o Médio-Norte de maneira atuante e contabilizando vitórias para a população. Continuaremos buscando desempenhar o melhor trabalho possível em prol do nosso Estado”, reforça Chico Guarnieri.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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