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Deputado Diego Guimarães destaca aumento de 60 leitos no Hospital Regional de Sinop

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou, nesta segunda-feira (25), que a nova modelagem de gestão do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, vai assegurar a expansão e a modernização dos serviços de saúde para toda a Região Norte de Mato Grosso. A declaração do parlamentar ocorre após a assinatura da ordem de serviço que transfere a administração da unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires.

“O hospital vai ganhar 60 novos leitos e aumentar a capacidade de atendimento. Isso é uma vitória para a população da nossa Região Norte, que terá um hospital de ponta, com eficiência no atendimento e gestão humanizada. O governador Otaviano Pivetta acerta ao dinamizar a gestão do hospital, que atende mais de 600 mil habitantes dos municípios da Região Norte”, pontuou o parlamentar.

O deputado esclareceu a população a respeito dos rumores de um eventual fechamento da unidade ou redução dos leitos de urgência e emergência. Ao lado do governador Otaviano Pivetta, ele explicou que a mudança representa, na verdade, um salto na capacidade de assistência médica regional. “Não haverá redução de especialidades médicas. Muito pelo contrário, haverá a ampliação da capacidade. As especialidades atuais serão mantidas e existe, inclusive, a projeção de ampliação de leitos e também de novas especialidades médicas no Hospital Regional de Sinop”, afirmou.

“É importante esclarecer os fatos e tranquilizar a nossa população. Não existe terceirização. O que está acontecendo é um repasse da gestão do poder público estadual para o poder público do consórcio, que reúne os municípios e é considerado um dos mais organizados do estado”, explicou Diego Guimarães. “A gestão será conduzida pelos secretários municipais, prefeitos e pela equipe do consórcio. Eles estão na ponta, conhecem a realidade da população, sabem das dificuldades da região e entendem a importância desse hospital para melhorar o atendimento à população”, emendou.

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Segundo o governador Otaviano Pivetta, a gestão via consórcio público de saúde reforça o compromisso do Estado com uma saúde pública mais eficiente e próxima da população. “Para que vocês tenham ideia, essa unidade hospitalar hoje tem 98 leitos, e ela terá, muito em breve, 158 leitos. Também na capacidade de oferta de serviços, vai haver um crescimento de 100%, vai dobrar a produção. Além disso, nós vamos acrescentar serviços na área de urologia, cirurgia pediátrica e cirurgia oncológica”, declarou o governador.

Para Diego Guimarães, a governança liderada pela equipe técnica do consórcio e pelos prefeitos locais aproxima o hospital das reais demandas de quem vive na ponta. O processo de transição administrativa deve durar entre 60 e 120 dias, com garantia contratual de que nenhum serviço atual sofrerá interrupção.

O deputado explicou, ainda, que os serviços de urgência e emergência do hospital não serão suspensos, e a população continuará sendo atendida. “O atendimento de urgência e emergência vai continuar. E mais do que isso: continuará sendo especializado, com porta aberta para atender toda a Região Norte do estado de Mato Grosso. Isso é fundamental para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento”.

O plano estratégico da nova gestão prevê que o Hospital Regional passe dos atuais 98 leitos para 158 leitos operacionais — um acréscimo de 60 novas vagas. A estrutura será descentralizada para absorver demandas complexas que antes exigiam o deslocamento de pacientes até a capital.

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Entre as principais metas está a implantação de novos serviços de alta complexidade, como cirurgias pediátricas, urológicas e procedimentos oncológicos, com meta de 80 procedimentos anuais nas áreas ginecológica, mastológica, urológica e digestiva.

A nova configuração de leitos prevê 68 vagas clínicas, 40 cirúrgicas, 20 de UTI Adulto, 10 de UTI Pediátrica, 10 voltadas para a saúde mental e 10 leitos de observação diária. Além disso, haverá uma ampliação substancial na oferta de exames especializados na área neurológica, incluindo eletroneuromiografias e ecodopplers, com a projeção de atingir a média de 210 procedimentos mensais.

Para garantir a manutenção integral da estrutura, a aquisição de insumos e a folha assistencial, o aporte total garantido para o custeio alcança a cifra de R$ 137,1 milhões por ano. Desse montante, R$ 29,8 milhões serão aplicados exclusivamente na compra de materiais permanentes e na modernização do parque tecnológico hospitalar ao longo dos próximos 12 meses.

Diego Guimarães ressaltou que seu papel na Assembleia Legislativa será o de fiscalizar rigorosamente o cumprimento de todo o cronograma estabelecido. O parlamentar concluiu reafirmando seu compromisso de acompanhar de perto cada etapa dessa transição, com o objetivo de garantir que a mudança resulte em um hospital muito mais eficiente, que acolha melhor as pessoas e entregue uma saúde pública de qualidade para a região.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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