O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) se reuniu com os técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Edmundo Castelo e Octavio Augusto, que representavam a reitora Marluce Silva, para tratar sobre a extensão universitária da UFMT com intuito de expandir a universidade para o interior do Mato Grosso, incluindo Barra do Bugres. A reunião aconteceu nessa segunda-feira (3/2), em Cuiabá.
“Sabemos a importância das universidades para a qualificação profissional. Nosso intuito é que Barra do Bugres se torne um polo educacional e uma referência na área da educação e desenvolvimento acadêmico. E também, é uma oportunidade da formação e qualificação da mão de obra da região”, afirmou Guarnieri.
Os técnicos agradeceram o apoio do parlamentar e enfatizaram a necessidade de investimentos para este projeto.
“Certamente iremos desenvolver uma grande parceria em prol da educação. É o início de um importante diálogo com a universidade”, disse Edmundo.
Ensino público
Atualmente a Universidade Federal de Mato Grosso conta com quatro campi: Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Araguaia (dividido em duas unidades, Pontal do Araguaia e Barra do Garças), nenhum na região médio-norte.
Cidades do interior como Barra do Bugres e Tangará da Serra contam com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), a qual abrange mais municípios, totalizando 13 campi.
A proposta do deputado estadual Chico Guarnieri é ampliar a oferta do número de vagas e oportunidades de mais pessoas chegarem ao ensino superior, melhorando os índices educacionais e fortalecendo a economia local.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
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