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Exponorte 2025 transforma a cidade em palco de negócios, cultura e grandes emoções

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Sinop voltou a viver dias de festa, negócios e reencontros. A edição 2025 da Exponorte marcou o retorno de um dos eventos mais emblemáticos do calendário agropecuário e cultural de Mato Grosso, após oito anos. Realizada no Parque de Exposições, a feira surpreendeu pela grandiosidade, pela presença massiva do público e pela variedade de atrações: rodeios de nível nacional, grandes shows, parque de diversões, palestras técnicas e estandes que movimentaram todo o setor produtivo da região.

A retomada da Exponorte não foi apenas simbólica, mas também econômica. A rede hoteleira da cidade operou com capacidade máxima durante os dias do evento, os restaurantes estiveram lotados e o comércio local registrou aumento expressivo nas vendas de botas, chapéus, camisas e demais itens do vestuário country. Segundo a Associação dos Hotéis de Sinop, houve um crescimento de 20% no valor médio das diárias e uma taxa de ocupação de 95% nas acomodações entre os dias 16 e 17 de maio, sexta e sábado, respectivamente.

Presente em todos os dias do evento, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo na Assembleia Legislativa, foi um dos grandes incentivadores da retomada da Exponorte. “A Exponorte é parte da história de Sinop. Lutei, apoiei e fiz questão de estar presente em cada detalhe dessa retomada. Ver o parque cheio, as famílias reunidas, os negócios acontecendo, é isso que nos move. Essa feira é um patrimônio do nosso povo, Sinop merece entretenimento de qualidade, fiquei muito feliz em estar presente, acompanhando esse evento e observando o número de pessoas que estiveram presentes, percebemos as famílias no local, os pais com seus filhos, aproveitando o evento, um ambiente muito seguro”, afirmou o parlamentar.

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Além do impacto econômico e social, a feira trouxe de volta o sentimento de pertencimento e orgulho local. Famílias inteiras circularam pelos estandes, participaram das oficinas, prestigiaram os artistas e vibraram com os peões na arena do rodeio. Para muitos, foi também um momento de resgate cultural, fortalecendo a identidade regional e colocando Sinop novamente no mapa dos grandes eventos do agronegócio nacional.

O evento provou que a tradição, quando bem organizada e valorizada, é capaz de transformar uma cidade. E foi justamente essa força coletiva, entre poder público, setor produtivo e comunidade, que garantiu o sucesso de uma edição que já entra para a história como o grande marco da retomada. O sentimento ao final de cada noite era unânime: Sinop voltou a viver sua grande festa. E com ela, a esperança de que os próximos anos sejam ainda mais promissores.

O prefeito Roberto Dorner destacou a importância da parceria institucional para o sucesso da Exponorte 2025 e gradeceu publicamente o deputado Dilmar Dal Bosco. “A Exponorte voltou com força total, e isso só foi possível graças ao apoio firme e incondicional do deputado Dilmar, que é o deputado de Sinop e não mediu esforços para viabilizar recursos e nos ajudar na retomada desse grande evento. Sinop reconhece e agradece por essa parceria que fortalece o nosso agronegócio e movimenta toda a economia local”, afirmou o prefeito.

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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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