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Ferramenta utilizada no Instagram da ALMT é premiado em evento de inovação, em Florianópolis

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Ferramenta utilizada no Instagram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ficou em segundo lugar em uma competição com 14 outros projetos inovadores de todo o Brasil. O concurso aconteceu durante o 14° Redes WeGov, evento de inovação no setor público, realizado nos dias 29 e 30 de abril, em Florianópolis (SC).

A assistente virtual “Alê”, criada pela Secretaria de Comunicação (Secom) em 2024, facilita o acesso dos cidadãos às informações sobre as atividades do Parlamento estadual.

A “Alê” responde automaticamente aos usuários que comentam palavras-chave específicas em publicações da ALMT, enviando a eles conteúdos extras relacionados aos assuntos abordados.

“Por exemplo, imagine que está tramitando na Casa um projeto de lei que visa coibir incêndios no Pantanal. Ao cadastrarmos a palavra-chave ‘Pantanal’, qualquer cidadão que comentá-la em uma publicação receberá automaticamente a íntegra do projeto por mensagem direta – DM”, explica o gerente de Marketing da ALMT, Ricardo Sardinha.

Desenvolvida a partir de uma tecnologia originalmente voltada para vendas, a ferramenta foi adaptada para se tornar uma solução de acesso à informação e já recebeu mais de mil interações desde a sua implantação.

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O projeto mato-grossense foi apresentado a todo público do WeGov pelos servidores Ricardo Sardinha, Yuri Daltro, Aluá Deliberai, William Monteiro e Maria Cristina Teodoro, integrantes da equipe de Publicidade da Assembleia Legislativa.

O secretário de Comunicação da ALMT, Henrique Santos, afirma que a busca por uma comunicação mais acessível tem guiado diversas ações da Instituição e que a assistente virtual é mais uma medida adotada para ampliar a transparência e aproximar o Parlamento da população.

“A ‘Alê’ veio com a intenção de dar mais dinamismo para a comunicação no Instagram e desde a sua criação houve uma interação maior das pessoas com o perfil da Assembleia Legislativa. Isso, com certeza, elevou o nível das nossas plataformas. A iniciativa é muito boa e despertou a atenção e o interesse de pessoas de todos os lugares do Brasil, que participaram do evento. Muitos procuraram o estande da ALMT para entender como foi feito, qual é a função do aplicativo e o que efetivamente ele faz”, destaca.

Após conhecer a solução implementada nas redes sociais da ALMT, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, das três esferas de governo, requisitaram apoio do Parlamento mato-grossense para adoção de iniciativa semelhante em suas páginas. “O diferencial do WeGov é justamente esse: os participantes aprendem e ensinam, ao mesmo tempo, e isso é muito interessante”, frisou Henrique Santos.

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Além da “Alê”, outros 14 projetos inovadores também foram exibidos durante o evento, abordando temas como automações para Instagram, incentivo à leitura, campanhas de saúde, comunicação inclusiva e uso de linguagem simples. Para a seleção dos trabalhos, foram considerados critérios como inovação, impacto e criatividade.

Gabriela Tamura, coordenadora do WeGov, destacou a importância da troca de experiências entre instituições, que muitas vezes enfrentam os mesmos desafios sem saber que outras já encontraram soluções, o que, segundo ela, contribui para a melhoria do serviço público.

“Nós acreditamos que esse é um bom caminho para encurtar processos e entregar melhores serviços para a sociedade. Todas as iniciativas selecionadas podem ser replicadas em outras esferas, em outros estados, em projetos semelhantes”, diz.

O Redes WeGov é um evento que promove inovação, troca de experiências e aprendizado colaborativo no setor público, focado especialmente em comunicação pública, tecnologia e governança.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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