O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) anunciou que realizará um levantamento detalhado dos bairros de Cuiabá que ainda não possuem asfalto, com a intenção de apresentar as necessidades diretamente ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
“Cuiabá ainda tem muitos bairros sem asfalto, e embora o governo já tenha asfaltado algumas áreas, ainda falta muito. Vou fazer esse levantamento e levar pessoalmente ao governador para que ele possa ajudar nessa questão”, afirmou Juca.
O deputado destacou que sua equipe já está nas ruas identificando as necessidades, com bairros, como o Jardim Imperial II, onde, por exemplo, falta apenas 300 metros ou dois quilômetros de asfalto.
Juca também lembrou das conquistas passadas, quando era vereador pela capital, durante o governo do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), e conseguiu que várias ruas fossem asfaltadas a partir de suas reivindicações, como no caso do Imperial II, onde 22 ruas receberam pavimentação.
“Nós conseguimos asfaltar vários bairros através com a nossa reivindicação. Por exemplo lá no Imperial II nós conseguimos asfaltar 22 ruas. Levei o prefeito lá na chuva e nós andamos na lama. Levei ele lá na seca e andamos na poeira. E assim foi feito em vários bairros. Os outros vereadores também identificavam bairros que estavam sem asfalto e nós aprovávamos empréstimos na Câmara para que a Prefeitura asfaltasse”, lembrou.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou três sessões ordinárias, nesta quarta-feira (15), para a limpeza da pauta. Dentre os projetos aprovados, o destaque para o projeto de lei 370/26, da Mensagem do governo 57/26, que altera dispositivos da Lei 10.523/17 e atualiza regras do Programa SER Família, com foco na ampliação do alcance e maior efetividade da política social.
Essa proposta promove mudanças estruturais com o objetivo de ampliar o alcance e aumentar a efetividade da política social. Entre as principais alterações, conforme a justificativa do governo, está a atualização do critério de renda, que passa a ser de até R$ 218 por pessoa, alinhando o programa estadual aos parâmetros do Bolsa Família.
Outro ponto relevante é a ampliação do prazo máximo de permanência no programa, que passa de 12 para 24 meses, garantindo maior estabilidade às famílias em situação de vulnerabilidade social.
O projeto também moderniza as regras de bloqueio e cancelamento do benefício, que passam a considerar o número de recargas não utilizadas, tornando o sistema mais proporcional e compatível com a dinâmica dos pagamentos.
Na área da educação, a proposta estabelece a obrigatoriedade de frequência escolar para crianças a partir dos 4 anos e permite a matrícula em instituições privadas quando houver concessão de bolsa integral. O texto ainda prevê garantias específicas para mulheres vítimas de violência doméstica e povos tradicionais.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Conduzidas pelo deputado Júlio Campos (União), outros projetos movimentaram as sessões. Entre as matérias aprovadas, também está o projeto de lei 438/2026, encaminhado pela Mensagem 68/2026 do governo, que altera a Lei 12.082/2023. A proposta trata das normas para contratação de artistas, músicos e locutores por meio de parcerias e convênios financiados com recursos públicos para realização de eventos em Mato Grosso.
Os deputados aprovaram ainda o projeto de lei 1995/2025, de autoria do deputado Dr. João, que altera a Lei 12.599/2024, responsável por instituir a carteira de identificação para pessoas com fibromialgia no estado.
Também foi aprovado o projeto de lei nº 853/2024, de autoria do deputado Sebastião Rezende, que torna obrigatória a instalação de sistema silencioso de vigilância eletrônica, conhecido como “botão de pânico”, em empresas concessionárias ou permissionárias do transporte público intermunicipal de passageiros.
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