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Liderança feminina é tema de encontro de vereadoras

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A União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), com apoio de parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), promoveu o evento “Elas Lideram – Conecta Vereadoras de Mato Grosso” na tarde desta quarta-feira (26). A deputada estadual licenciada Janaina Riva (MDB) fez uma fala de encerramento sobre desafios e conquistas da representatividade feminina na política mato-grossense no encontro sediado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá.

“Eventos como esse são muito importantes para gente poder criar aqui conexões entre parlamentares. Nós aproveitamos para falar um pouquinho das nossas dificuldades enquanto mulheres no ambiente político e a gente ouve diversos relatos. É violência de gênero que acontece dentro dos parlamentos, dificuldade às vezes das vereadoras em terem acesso seja aos secretários municipais ou até mesmo ao prefeito ou dificuldade em ter acesso aqui no estado”, disse Janaina Riva, apoiadora do encontro.

A parlamentar ainda dividiu com as vereadoras a experiência da ALMT após a instituição da Procuradoria Especial da Mulher. “Nós temos exemplos de casos de vereadoras que foram perseguidas, algumas até caçadas em que a Procuradoria da Assembleia agiu ativamente. Pude mostrar para elas que as dificuldades nos parlamentos são as mesmas, mas que nós podemos criar mecanismos como a assembleia criou para se evitar a violência política de gênero, para se evitar que deputadas, vereadoras ou mulheres sejam tratadas de maneira diferente daqueles que são homens. A gente quer um tratamento igualitário e ter a mesma oportunidade também que os homens vereadores”, destacou.

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As vereadoras também acompanharam palestra sobre comunicação de mandato, com a advogada e consultora política, Mariana Bonjour, e outra ministrada pela professora de direito e advogada, Thaís Brazil, com o tema “O papel das vereadoras diante de suas multiplicidades e a construção de uma sociedade menos violenta para as mulheres”.

A vice-presidente da UCMMAT, Rhillary Milleid, explicou como foi escolhida a programação. “A gente pensou em trazer algo relacionado à comunicação, até porque nas câmaras menores os vereadores não têm uma estrutura, assessores. [A vereadora] precisa se comunicar com o cidadão, mostrar o seu trabalho nas redes sociais”, afirmou. A ex-vereadora de Indiavaí ainda disse que a segunda palestra visou mobilizar vereadoras para promoverem ações que possam levar à diminuição de índices de violência contra a mulher nos municípios.

Segundo a palestrante Thaís Brazil, ela propôs um diálogo com mulheres vereadoras de diferentes posições políticas. “Enquanto mulher, espera-se que se tenha um compromisso em relação à vida das mulheres, à redução dos números de violência, união entre elas enquanto parlamentares de um município no combate à violência institucional e às violências políticas de gênero”, destacou. “Eu vim trazer também uma proposta para que as vereadoras estejam sempre conectadas com as lideranças femininas do município, seja de liderança de bairro, de grupo de mães, lideranças religiosas, sindicatos. Cada mulher tem a sua singularidade, mas todas têm demandas e quanto mais conectada essa vereadora esteja com o seu público, independentemente de quem votou nela ou não, é possível com que ela consiga atuar de maneira mais assertiva”, completou.

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A vereadora de Cuiabá, Michelly Alencar (União), acredita que a defesa da mulher deve unir todas as parlamentares. “Hoje a gente tem o evento conectando as vereadoras de Cuiabá com as vereadoras do interior e e é uma pauta que todas nós temos em comum, a segurança da mulher. É lutar pela vida das mulheres, é lutar para que os números que hoje são assustadores [diminuam]. Os números de feminicídio, a quantidade de crianças órfãs por esse crime e as crianças órfãs de feminicídio são órfãs duas vezes. Então é uma discussão em que nós precisamos realmente estar juntas dialogando”, ressaltou.

Apoiador do evento, o deputado Valdir Barranco (PT) elogiou a iniciativa. “Nós vivemos numa sociedade absolutamente patriarcal e Mato Grosso é um estado machista. É um estado com índice de feminicídio estratosférico e todas as atividades que vêm pra empoderar as mulheres, fortalecê-las em todos os segmentos da sociedade de maneira especial na política são sempre muito bem-vindas”, asseverou.

Também estiveram presentes os deputados Adenilson Rocha (PSDB), Dr. João (MDB) e Carlos Avallone (PSDB). Entre os apoiadores também estão Dilmar Dal Bosco (União) e Beto Dois a Um (União).

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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