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Líderes religiosos recebem moções de aplausos na ALMT

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Vinte e nove líderes religiosos receberam Título de Cidadão Mato-grossense e moções de aplausos durante sessão especial requerida pelo deputado estadual Alex Sandro (Republicanos) e realizada na noite desta terça-feira (14), no Plenário das Deliberações “Deputado Renê Barbour”. 

Na ocasião, o parlamentar destacou os relevantes serviços prestados pelos homenageados na evangelização de pessoas e no desenvolvimento de ações sociais em todo o estado.

“Nós temos aqui homens e mulheres que dedicam as suas vidas em prol das outras. São pessoas que muitas vezes abdicaram de seus projetos pessoais para viver sonhos que Deus colocou dentro delas. Vocês contribuem para a redução da criminalidade, para que haja ressocialização daqueles que estão perdidos, para que famílias sejam restauradas. Por isso nós procuramos separar um momento para reconhecer os serviços que todos vocês têm feito para a sociedade”, disse, ao abrir a solenidade.

Alex Sandro ressaltou ainda o papel da Igreja na sociedade. “Há pessoas que pensam que a Igreja é um prédio de quatro paredes, mas, na verdade, é mais do que isso. Quando você visita um encarcerado e leva a palavra de Deus, quando você vai ao hospital, onde há muitas pessoas lutando pela vida, e leva uma palavra de vida, uma oração, você está levando a Igreja”, disse.

Pastor, apresentador de TV e vereador de Cuiabá, Eduardo Victor Magalhães foi agraciado com o título de cidadão mato-grossense. Natural de Vitória (ES), ele reside há 15 anos em Mato Grosso. 

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Mato Grosso tem me dado muito e agora chegou o momento de retribuir e estar aqui recebendo o título de cidadão mato-grossense é uma honra muito grande. Em 2020 eu tive a oportunidade de ser agraciado com a missão de representar a população cuiabana como vereador e tenho honrado cada voto e retribuído a confiança de todos na Câmara Municipal”, afirmou.

Os demais homenageados da noite receberam moções de aplausos, como reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao estado de Mato Grosso. Entre eles, o pastor Carlos Alberto Ferreira dos Santos, que coordena o trabalho realizado pela Igreja Universal do Reino de Deus de atendimento a pessoas que sofrem de depressão. Segundo ele, cerca de duas mil pessoas foram atendidas somente no ano passado.

“Existe a salvação física, que é necessária, e existe a salvação espiritual. A salvação física, muitas vezes feita pelo Corpo de Bombeiros, pela Polícia ou pelo médico, salva a pessoa naquele momento. Já a salvação espiritual leva a pessoa a entender porque que ela passou por aquilo, para que ela não volte a enfrentar aquela situação. Uma vez que ela consegue a salvação espiritual, ela não volta a pensar em suicídio. Não é apenas salvar a vida dela momentaneamente, mas de forma permanente”, frisou.

Gilcimar Adriano Damelio é responsável pelo programa Universal nas Forças Policiais (UFP), que tem o objetivo de prestar apoio espiritual e social a membros das forças de segurança. O programa é nacional e existe há quatro anos em Mato Grosso.

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“Muito se investe em armamento, em tecnologia, mas o que seria tudo isso se não tivesse a matéria humana? Quando o policial ou o bombeiro tira a farda, ele é uma pessoa como todos nós, que tem problemas com a família, com os filhos, que sofre de ansiedade. Então, a gente procura, através da palavra de Deus, dar essa assistência. O policial que recebe uma palavra de Deus antes de ir para as ruas muitas vezes pode servir como acalento, pode animá-lo e levá-lo a fazer o seu trabalho com uma qualidade melhor”, salienta.

Confira os nomes de todos os homenageados:

Título de Cidadão Mato-grossense

Eduardo Victor Magalhães 

Moção de Aplausos

Adriano Ferreira Evaristo 

Almir Nere Guerreiro 

Antônio dos Santos 

Carlos Alberto Ferreira dos Santos

Célio Roberto da Silva Marques 

Danilo Brandão Mendes Ribeiro 

Edijardangelo da Silva 

Edivaldo da Silva Rondon 

Edson Martins da Silva 

Eduardo Caetano de Moura 

Elieder de Almeida 

Erivelton Lucas Alves Maia 

Ermison Francisco de Carvalho 

Genivaldo dos Santos Conceição 

Gilcimar Adriano Damelio

Jean Benedito Assis de Arruda 

Jonathas Sibilis de Barros 

José Maria dos Reis Gomes 

Júlio César Carvalho 

Kátia Regina Monteiro Gomes 

Luceni de Souza Santana

Maciel Barbosa Cavalcante 

Marinho Rosalino de Arruda e Silva

Paulo Cezar Bodsteinb Gomes 

Reginaldo Fagundes da Luz 

Rogério de Jesus Caputi

Valdeir Gomes de Souza 

Wesli Mivaldo dos Santos 

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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