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Lúdio defende que Governo de MT pague dívida de 19,52% de perdas salariais dos servidores

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu que o Governo de Mato Grosso pague as perdas salariais acumuladas dos servidores públicos do Estado, que somam 19,52% segundo um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apresentado na terça-feira (12). O relatório técnico, realizado a pedido da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT), foi apresentado em reunião com sindicatos e deputados na terça, e aponta prejuízos pela falta de pagamento total da Revisão Geral Anual (RGA) desde 2017.

“É uma dívida histórica do Estado de Mato Grosso com os servidores. Houve um incremento importante na arrecadação desde 2019 às custas da população trabalhadora e do esforço dos servidores públicos que, além de trabalharem pelo estado, consomem aqui em Mato Grosso, e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é a principal fonte de arrecadação do estado. É o calçado na loja, o medicamento na farmácia, a internet, o combustível, a energia elétrica que todos nós consumimos que produziu esse incremento de arrecadação nos últimos anos. E, ao mesmo tempo, os servidores públicos foram sacrificados com a negação de um direito básico, que não é de aumento, é de recompor aquilo que a inflação consome dos nossos salários. O DIEESE traz que essa dívida é, hoje, de mais de 19% e o Estado tem que pagar essa dívida”, apontou Lúdio, que além de deputado é médico da saúde pública.

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Além de Lúdio, a reunião contou com presença da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e do suplente de deputado e presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), Henrique Lopes (PT). Nesta quarta-feira (13), o estudo deve ser apresentado aos demais parlamentares em reunião no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O diretor de Relações Sindicais do DIEESE, Victor Pagani, apresentou o estudo e destacou que Mato Grosso é o segundo estado do país com o menor percentual de gasto com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), com 36,86%, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional. Há espaço orçamentário de 19,65% antes que o Poder Executivo atinja o limite de alerta, que é de 44,1% de gastos com pessoal em relação à RCL. Para o limite prudencial, de 46,55%, a margem é ainda maior, de possibilidade de aumento de 26,29%.

“Esta é mais uma etapa de um esforço de mobilização que temos feito para convencer o Legislativo e o Executivo a criarem as condições orçamentárias para pagar essa dívida e é absolutamente possível. Há saldo suficiente para dar conta disso. É o trabalho humano do servidor que realiza os direitos da população na Educação, na Saúde, na Segurança Pública. E os servidores têm que ser remunerados de forma decente”, argumentou Lúdio Cabral.

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O percentual de 19,52% de perdas salariais foi calculado pelo DIEESE a partir dos reajustes pagos aos servidores desde 2017 por meio da Revisão Geral Anual (RGA). A entidade utilizou como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que medem a inflação no país, e comparou com os percentuais pagos de RGA em cada um dos anos.

O INPC acumula 57,18% desde 2017, enquanto o IPCA acumula 58,03%. Em relação à inflação do INPC, a perda acumulada é de 18,87%, enquanto a perda em relação ao IPCA é de 19,52%, considerando todos os percentuais pagos de RGA no período. Lúdio pontuou ainda que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 está em trâmite na Assembleia Legislativa e que há possibilidade de essas perdas começarem a ser pagas no orçamento do próximo ano.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas

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No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.

A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.

Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.

Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.

A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

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As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.

Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.

A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).

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Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.

Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:

24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.

15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.

12/11 – Lei Orçamentária Anual, às 14h.

Fonte: ALMT – MT

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