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Lúdio realiza sessão solene na abertura da Semana Mato-grossense da Agroecologia

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) realiza a abertura da 2ª Semana Mato-grossense de Agroecologia, em sessão solene no plenário da Assembleia Legislativa, na terça-feira (3), a partir das 9h. A solenidade deve reunir produtores agroecológicos de todo o estado, técnicos, especialistas, pesquisadores, entidades socioambientais e autoridades, entre outros.
Na solenidade de abertura, está prevista uma conferência com o tema “Saúde e bem viver no campo e na cidade”, ministrada pelo professor Wanderlei Pignati, que é médico, doutor em Saúde Pública e pesquisador do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“Agroecologia significa produzir alimentos saudáveis, nutritivos e sem veneno. É produzir alimentos em harmonia com a natureza, preservar a água, cuidar da terra e respeitar a biodiversidade, as várias formas de vida. A agroecologia é praticada no campo, em pequenas propriedades rurais, e na cidade, em quintais produtivos. Além de ser lucrativa e gerar renda para as famílias. Defender a agroecologia é defender a vida, a natureza e a saúde das pessoas”, afirmou Lúdio.
O parlamentar trabalha em defesa da agroecologia de várias formas. Lúdio já apresentou projetos e aprovou leis para proteger o meio ambiente, fortalecer a agroecologia em Mato Grosso e reduzir o uso de agrotóxicos e seus prejuízos à natureza e à vida humana. Destinou R$ 4,5 milhões em emendas parlamentares para apoiar projetos de preservação e recuperação ambiental e para implantar agroecologia, financiando experiências práticas de entidades, comunidades e famílias. Os recursos custearam hortas, sistemas agroflorestais, agroindústrias, rotas de comercialização, produção e distribuição de mudas, recuperação de nascentes e de vegetação nativa, além de veículos, equipamentos e materiais diversos.
A Semana Mato-grossense da Agroecologia foi criada pela Lei nº 11.337/2021, proposta por Lúdio, e é comemorada anualmente entre 3 e 9 de outubro. Neste ano, porém, a semana comemorativa foi adiada em função do calendário das eleições municipais. A programação especial segue ao longo da semana, com feiras, palestras, mesas de debate, atividades educativas e culturais. Além da Assembleia Legislativa, também haverá atividades na Praça Alencastro e na UFMT, em Cuiabá.
Confira a programação completa da Semana de Agroecologia:
3 de dezembro
Local: Assembleia Legislativa
09h – Abertura | Sessão solene na ALMT
10h – Conferência de abertura “Saúde e bem viver no campo e na cidade” com Wanderlei Pignati
10h30 – Debate

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Local: Praça Alencastro
14h às 20h – Feira Estadual da Reforma Agrária
14h – Roda de Conversa | Produção orgânica de base agroecológica e os mecanismos de garantia
15h30 – Roda de Conversa | Cultura e Agroecologia
17h – Intervenção artística – Revista Jumtos
18h30 – Apresentação Buriti Nagô

04 de dezembro
Local: Praça Alencastro
08 às 20h – Feira Estadual da Reforma Agrária
09h – Roda de Conversa | Mercados Institucionais
18h30 – Show de Gê Lacerda
19h10 – Intervenção artística – Revista Jumtos

05 de dezembro
Local: UFMT
08h30 às 10h30 – Troca de Sementes Crioulas | Estacionamento do R.U.
10h30 – Mesa – Garantia da oferta de alimentos de povos e comunidades tradicionais na alimentação escolar | Auditório Batatão, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia (FAAZ)
10h30 – Oficina – Conservação de Sementes | Estacionamento do R.U.
Inscrição: https://bit.ly/ConservacaoSementes
10h30 – Oficina – Biofertilizantes | Sala 7 do Programa de Pós-Graduação em História, no Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD)
Inscrição: https://bit.ly/oficinabiofertilizantes
10h30 – Oficina – O cozinheirista: Agroecologia e práticas de educação alimentar e nutricional nas escolas | Auditório do Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD)
Inscrição: https://bit.ly/Ocozinheirista
10h30 – Oficina – Ranicultura na agricultura familiar | Sala de Aquicultura, no prédio de Zootecnia da Faculdade de Agronomia e Zootecnia (FAAZ)
Inscrição: https://bit.ly/ranicultura
14h – Mesa – Agroecologia e Saúde | Auditório Batatão, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia (FAAZ)
16h – Mesa – Mulheres e Agroecologia |Auditório Batatão, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia (FAAZ)
17h40 – Cine Monjolo – O Mato não cai em pé, de Severino Neto | Estacionamento R.U.
19h – Cine Monjolo – El Agrónomo – The Agronomist, de Martin Turnes | Estacionamento R.U.
19h15 – Apresentação Buriti Nagô | Estacionamento R.U.
20h30 – Show de Estela Ceregatti – Mulheres Sementeiras | Estacionamento R.U.

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06 de dezembro
Local: UFMT
08h – Roda de conversa – Agroecologia e juventudes | Auditório Anexo Didático (atrás do bloco do Direito)
10h – Mesa – Água: Direito e bem comum | Auditório Anexo Didático (atrás do bloco do Direito) 14h – Mesa – Emergência climática |Auditório Anexo Didático (atrás do bloco do Direito)
16h às 20h – Ecofeira | Estacionamento R.U.
17h – Cine Monjolo – Arinos uma história única de um filme repetido, do Movimento dos Atingidos por Barragens em Mato Grosso (MAB-MT) | Estacionamento R.U.
18h – Cine Monjolo – Mansos, de Juliana Segóvia | Estacionamento R.U.
19h45 – Show da banda Calorosa | Estacionamento R.U.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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