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Max Russi afirma que Norte Araguaia cresce e precisa de obras estruturantes

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Durante o segundo dia de agenda no Norte Araguaia, na última quarta-feira (28), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), percorreu municípios da região ao lado do governador Mauro Mendes e comitiva para assinatura de convênios, lançamento, vistoria e inauguração de obras voltadas ao desenvolvimento regional.

Durante a expedição, o parlamentar destacou a importância da presença do Estado para acompanhar o crescimento dos municípios do Norte Araguaia. “Estamos rodando com o governador e sua comitiva para oficializar obras importantes e estruturantes. Assim conseguimos fazer entregas concretas para a população. É uma região que cresce muito e precisa desse olhar atento. No parlamento, sigo trabalhando para atender às demandas do Araguaia”, afirmou Max Russi.

A primeira parada foi em Confresa, onde a comitiva vistoriou as obras do Hospital Regional e participou da assinatura de convênios para a concessão de subsídios destinados à construção de 32 casas no Residencial Leonardo Oliveira Sandes. Também foram realizadas a entrega de caminhão e semirreboque, além da autorização para a construção da Escola Estadual Militar Tiradentes José Martins de Moura e da Escola Estadual Indígena Tapi’Itawã.

Ainda no município, foi autorizada a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Indígena Antônio Alves Dias, a entrega de ações do Programa SER Família e a inauguração do aeródromo. Por articulação de Max Russi, também foi assinado convênio para recuperação do asfalto de ruas do bairro Santa Genoveva e para a duplicação da rodovia MT-430.

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Em Santa Terezinha, a agenda contou com a inauguração da orla turística, obra viabilizada com articulação do parlamentar. Foram autorizadas a compra de materiais para asfaltamento de ruas, a reforma e ampliação do Centro Poliesportivo e o repasse de recursos para a conclusão das obras do Hospital Municipal.

O município também recebeu a entrega de uma escavadeira hidráulica, uma retroescavadeira e um caminhão. Além disso, houve autorização para construção de quadra poliesportiva na Escola Estadual Indígena Itxalá e entrega de ações do Programa SER Família. A comitiva vistoriou as obras de 24 casas do Programa SER Família Habitação, da creche municipal e do Hospital Municipal.

Durante a visita, Max Russi anunciou ainda a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil para modernização do laboratório de exames do Hospital Municipal, com aquisição de novos equipamentos. O deputado também garantiu recursos para a compra de tablets destinados a todos os agentes de saúde e de combate às endemias do município.

Em Vila Rica, o deputado participou de agenda institucional com entregas, assinaturas de autorizações e vistorias de obras. O município recebeu ações do Programa SER Família, além de investimentos em infraestrutura urbana e rodoviária. A comitiva também acompanhou o andamento de obras públicas e participou da inauguração do aeródromo.

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Durante a visita, Max Russi foi homenageado pela Câmara de Vereadores pelos serviços prestados ao município, incluindo ações sociais realizadas por meio do gabinete social, como doação de roupas e fraldas, além da destinação de emenda para reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Encerrando a agenda, em Querência, o parlamentar vistoriou as obras de construção do Hospital Municipal. Também foram autorizadas a recuperação do asfalto da Avenida Sul, trecho da MT-243, a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Indígena Central de Educação Básica Kisêdjê e a construção do novo Centro Municipal de Educação Infantil. O município ainda recebeu ações do Programa SER Família.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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