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Max Russi destaca protagonismo da Assembleia em debates sobre o futuro econômico de Mato Grosso

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O protagonismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na promoção de debates e na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado foi destacado pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional do LIDE Mato Grosso, realizado nesta segunda-feira (14), no auditório da Fatec/Senai, em Cuiabá.

Ao participar do painel que discutiu o futuro econômico do Brasil no cenário global, o deputado citou avanços em áreas como infraestrutura, saúde, agroindustrialização e geração de empregos.

“O nosso estado tem contribuído muito para a balança comercial do Brasil, tem sido peça fundamental, e esse é o trabalho que a Assembleia Legislativa tem buscado fazer: contribuir com políticas públicas, sendo um Parlamento que apoia toda iniciativa voltada ao fortalecimento do setor produtivo, para que possamos ampliar a geração de empregos. Hoje, Mato Grosso é o segundo estado com menor índice de desemprego do Brasil e deve continuar crescendo muito nos próximos anos”, declarou.

Russi apontou a reforma tributária como um dos temas que mais preocupam o Legislativo mato-grossense e ressaltou o grande potencial de Mato Grosso no setor da mineração, que, segundo ele, deve ser fortalecido.

“Temos também um grande potencial no estado e precisamos avançar nesse setor, porque ele pode gerar muito desenvolvimento, principalmente para municípios mais antigos, que hoje têm a economia exaurida, mas ainda reúnem grande capacidade de crescimento”, disse.

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD), que também participou do painel ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, apresentou uma análise histórica sobre a economia brasileira e destacou que, no período posterior à Segunda Guerra Mundial até a década de 1970, o país registrou taxas médias de crescimento entre 7% e 8% ao ano, consideradas, à época, entre as mais elevadas do mundo.

Segundo ele, esse cenário começou a se transformar a partir da crise do petróleo, em 1973, e das mudanças nas políticas monetárias adotadas pelos Estados Unidos, fatores que contribuíram para o aumento da dívida externa brasileira e para um período prolongado de instabilidade econômica. O parlamentar ressaltou que o país enfrentou um momento de desorganização econômica, com reflexos diretos no crescimento e na geração de oportunidades.

Wilson Santos também destacou o protagonismo do produtor rural no desenvolvimento de Mato Grosso, ressaltando que é esse setor que investe e sustenta a economia do estado. O deputado citou os avanços em melhoramento genético e lembrou medidas como a Lei Kandir e a securitização das dívidas agrícolas como instrumentos importantes para garantir competitividade e continuidade da produção.

“É o produtor rural que coloca a mão no bolso para investir em Mato Grosso. É ele que sustenta a economia do estado, com tecnologia, inovação e investimentos, como vemos no melhoramento genético extraordinário do nosso rebanho e da nossa produção”, afirmou.

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Ao final do encontro, o presidente da Assembleia Legislativa avaliou o fórum como um espaço estratégico para o fortalecimento do diálogo entre o poder público, o setor produtivo e a sociedade. Segundo ele, iniciativas como essa contribuem para ampliar o conhecimento, alinhar perspectivas e preparar o estado para enfrentar os desafios econômicos dos próximos anos.

“Foi um encontro muito importante, que trouxe conhecimento e promoveu um debate de alto nível sobre as perspectivas do Brasil, de Mato Grosso e do cenário mundial. Em um ano decisivo como 2026, marcado por eleições e escolhas importantes, é fundamental que a população e as lideranças estejam bem informadas para tomar decisões conscientes”, afirmou.

Russi também destacou a parceria entre a Assembleia Legislativa e o LIDE Mato Grosso na realização de debates que aproximam especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo, fortalecendo a construção de soluções e estratégias voltadas ao desenvolvimento econômico do estado.

Programação – O Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional do LIDE Mato Grosso reuniu lideranças políticas, empresários e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados ao crescimento econômico e às perspectivas do Brasil no cenário global. A programação incluiu painéis sobre desenvolvimento econômico, inovação, ambiente de negócios e desafios para o crescimento sustentável, com a participação de representantes do setor público e privado, além de debates voltados à análise de tendências e oportunidades para Mato Grosso e para o país.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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