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Policiais militares são homenageados por salvamento e resgate de crianças em Cuiabá

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Policiais militares que participaram do salvamento e resgate de uma recém-nascida e de uma criança de um ano e quatro meses, ocorridos na semana passada, em Cuiabá, foram homenageados pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), nesta quarta-feira (16).

O parlamentar entregou aos policiais moções de aplausos e uma medalha, em reconhecimento aos trabalhos desempenhados por eles em cada uma das situações. No dia 11 de abril, Ricardo Augusto de Oliveira Cruz e Ivan Barbosa dos Santos Carvalho, cabos do 3º Batalhão da Polícia Militar, faziam patrulhamento pelo bairro CPA 4, quando foram abordados por populares que relataram terem ouvido o choro de um bebê.

Ao se deslocarem até o local indicado pelos moradores, os policiais encontraram uma criança dentro de uma sacola. “Localizamos a sacola e, ao abrirmos, vimos que tinha uma criança enrolada em um pano. Então, nós fizemos todo o atendimento, chamamos o SAMU e o conselho tutelar, e encaminhamos a criança para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Era uma menina e a pediatra que a atendeu informou que ela tinha de dois a três dias de vida”, relatou Carvalho.

Em 15 anos de atuação na PM, essa foi a primeira vez que ele se deparou com esse tipo de situação. “A gente sai para a rua para combater o crime, mas essa foi uma situação que jamais eu poderia imaginar. Então, foi um misto de emoções. Quando eu peguei a criança…a gente treme…é complicado. Agradeço ao deputado Elizeu por essa homenagem. É muito gratificante receber esse reconhecimento perante à sociedade”, disse.

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No mesmo dia, o soldado do Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam), Benedito Patrício da Silva Júnior, também se deparou com uma situação diferente das que costuma atender no seu dia a dia. Ele estava de férias, mas foi procurado pelos vizinhos para socorrer uma criança de um ano e quatro meses que havia engasgado.

“Eu estava retornando para a minha residência quando avistei os meus vizinhos com os braços abertos, desesperados, trazendo a criança e falando que ela estava engasgada. Imediatamente, fiz uma manobra para tentar fazê-la desengasgar. Ela estava em uma situação bem ruim e começou a entrar em convulsão. Consegui desobstruir as vias e depois a levei em meu carro particular até o posto de saúde, onde ela recebeu atendimento”, narrou.

Apesar da peculiaridade da circunstância, ele contou que essa “foi a terceira vez que Deus o colocou no lugar certo e na hora certa”. “Quando nos vemos diante de casos como esse, sentimos um misto de emoções. Agradeço muito a Deus por ter tido a oportunidade de ajudar pessoas e continuo me preparando cada dia mais para poder atender à população com o que precisar”, declarou.

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O deputado Elizeu Nascimento parabenizou os policiais pelos atendimentos e destacou a relevância e a complexidade de suas ações. Por esse motivo, além de homenageá-los com as honrarias, o parlamentar pediu que a Polícia Militar conceda a eles promoção por atos de bravura.

“Hoje estamos aqui em nosso gabinete, honrosamente, recebendo esses três bravos heróis da Polícia Militar de Mato Grosso, que estiveram em ocorrências de grande complexidade. São justas homenagens que estão sendo concedidas a eles, porque são ocorrências de salvamento envolvendo crianças, e é de suma importância darmos todo reconhecimento. Eu sou policial militar e sei como muitas vezes temos que atender algumas situações que até mesmo fogem das nossas funções, mas nós fazemos de tudo para salvar vidas. Espero que as autoridades olhem com mais carinho em relação a essas ocorrências envolvendo atos de bravura”, ressaltou.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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