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Presidente da ALMT Max Russi recebe delegação de estatal chinesa

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Na última quarta-feira (18), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), recebeu representantes da Shandong Gold Mining, uma das maiores mineradoras de ouro da China e referência global no setor de mineração. O encontro visa estabelecer um termo de cooperação estratégica focado na importação de tecnologia e no intercâmbio de conhecimentos para o avanço do setor em Mato Grosso.

Russi, que também preside o grupo de trabalho de mineração da ALMT, enfatizou o potencial do setor mineral como o “novo agro” de Mato Grosso. “A mineração mato-grossense cresce e pode ser um importante setor de desenvolvimento. Mas esse avanço precisa acontecer com responsabilidade social e ambiental, por isso é importante essa parceria”, afirmou.

A visita dos representantes da estatal chinesa ressalta a crescente importância do estado no cenário geopolítico e econômico internacional do setor mineral. A colaboração proposta busca não apenas otimizar a produção, mas também garantir que o crescimento ocorra com responsabilidade social e ambiental, um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável da região.

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A comitiva é integrada por Xiao Yaomeng, membro do Comitê Permanente do Comitê do Partido e vice-diretor-geral da Shandong Gold Group Co., Ltd.; Bi Hongtao, engenheiro-chefe e diretor do Centro de Ciência, Tecnologia e Proteção Ambiental da mesma empresa; Zhang Yuhua, diretor do Departamento de Segurança do Trabalho da Shandong Gold Group Co., Ltd.; Wang Guisen, diretor-geral da Shandong Gold Group International Mining Development Co., Ltd.; e Zhu Honglu, engenheiro-chefe associado da Shandong Gold Group International Mining Development Co., Ltd.

Cooperação – A Shandong Gold Group tem vasta experiência em tecnologias de mineração e práticas sustentáveis. A intenção da colaboração também é garantir o investimento estrangeiro.

Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais e vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração, reforçou a relevância da iniciativa. “A parceria com a China é fundamental para a importação de tecnologia e a verticalização da cadeia produtiva, trazendo uma sustentabilidade tecnológica que se assemelha à estabilidade alcançada pelo agronegócio em nosso estado”, declarou.

GT de Mineração – Sob a liderança do deputado Max Russi, o Parlamento estadual tem demonstrado compromisso com a regulamentação e promoção de práticas sustentáveis na mineração através do Grupo de Trabalho da Mineração. Entre as ações mais recentes está a criação da Lei nº 13.111, que institui os selos “Mineral Social” e “Mineral Sustentável”, reconhecendo empresas que adotam boas práticas sociais, ambientais e de governança.

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Também está tramitando na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 1952/2025, que dispõe sobre a Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais e institui o Sistema Estadual de Recursos Minerais. O projeto, apresentado em dezembro de 2025, está sob análise da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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