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Rádio Assembleia articula novidades para 2026 com foco em música e integração nacional

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As novidades da Rádio Assembleia 89,5 FM para 2026 garantem mais espaço para conteúdo produzido pela equipe da emissora do legislativo estadual e também para artistas mato-grossenses. O “Encontro de Rádios Brasília 2025”, realizado nos dias 11 e 12 de dezembro, na capital federal, foi palco de articulações com a Rede Legislativa de Rádio para a implementação de mudanças no próximo ano.

Integrante da Rede Legislativa de Rádio, uma parceria da Câmara dos Deputados com Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, a Rádio Assembleia 89,5 FM participou das tratativas que resultaram na abertura de faixas na programação da Rádio Câmara para a veiculação de músicas de emissoras da rede, que são de diferentes localidades do país.

Conforme explica o gerente da emissora, Eduardo Ferreira, as músicas do estado que passarão a circular na programação nacional serão escolhidas a partir do programa Sons de Mato Grosso. A atração será incorporada à programação da Rádio Câmara em um formato adaptado à realidade nacional, assim como outros programas similares de outras rádios da rede legislativa.

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Ele adianta que uma das iniciativas previstas é a realização de festivais de música em rede no primeiro semestre de 2026. A proposta é que as ações ocorram de forma integrada entre as emissoras afiliadas para prestigiar a música autoral e independente feita nos estados. Uma das premiações para as músicas vencedoras será integrar a grade da Rádio Câmara. Também haverá a criação de um giro de notícias em rede, com informações produzidas diretamente das sedes das emissoras que integram a parceria.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

Eduardo Ferreira destacou os avanços conquistados ao longo de 2025 e as perspectivas para o próximo ano. “O ano de 2025 foi muito bom, tivemos programas novos. Agora está se abrindo um novo universo. Estamos conseguindo furar a barreira geográfica. Mato Grosso está lançando ideias de inovação para 2026 com objetivo de fortalecer as ações de rede”, afirmou.

A cultura foi apontada como um dos principais eixos de integração nacional. Para o gerente da emissora, a música e as produções culturais são ferramentas fundamentais de transformação social e de aproximação entre as diferentes regiões do país. “A cultura é o carro-chefe dessa integração. Toda mudança passa pela cultura, ela sempre vem à frente das transformações sociais”, pontuou.

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Ferreira ressaltou ainda que a autonomia e a confiança da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e da Secretaria de Comunicação foram determinantes para a consolidação da identidade da Rádio Assembleia. “Essa liberdade de trabalho permitiu que a rádio construísse uma identidade própria, bem mato-grossense, que hoje está repercutindo em nível nacional. Isso é muito bom para Mato Grosso e fortalece a ALMT”, concluiu. A nível local, o gerente indicou que serão produzidas novas vinhetas para a Rádio Assembleia com identidade unificada e produção de artistas do estado.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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