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Semana marcada por audiências públicas, sessões e debates sobre indígenas e meio ambiente

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A Assembleia Legislativa realiza, entre segunda-feira (11) e sexta-feira (15), uma série de reuniões, audiências públicas, sessões ordinárias e homenagens envolvendo questões indígenas, infraestrutura, meio ambiente e metas fiscais. A agenda também prevê debates sobre os impactos dos limites geográficos entre Mato Grosso e Pará, além de discussões relacionadas à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (Onu) e à recuperação ambiental de áreas urbanas em Cuiabá.

Segunda-feira (11)

Às 14 horas, os integrantes da Câmara Setorial Temática (CST) da Atenção Psicossocial realizam reunião remota e presencial. A discussão acontece na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226. O encontro foi requerido pelo deputado Carlos Avallone (PSDB).

O deputado Carlos Avallone (PSDB) realiza homenagens à Associação Mato-grossense de Repórteres Cinematográficos. A solenidade está prevista para começar às 19 horas, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Terça-feira (12)

Às 8h30, será realizada reunião extraordinária da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

No auditório Milton Figueiredo, às 9 horas, a Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater as questões e os impactos dos limites geográficos entre os estados de Mato Grosso e Pará, no ponto conhecido como Salto das Sete Quedas, às margens do Rio Araguaia, em Mato Grosso. O evento foi requerido pelo deputado Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos). Já os deputados Gilberto Cattani (PL), Valdir Barranco (PT) e a deputada Janaina Riva (MDB) e Diego Guimarães (Republicanos) são coautores da realização da audiência.

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Também às 9 horas, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a deputada Eliane Xunakalo (PT) realiza audiência pública para debater a Assembleia Territorial dos Povos Indígenas de Mato Grosso (ATL/MT), com o tema “Mato Grosso é Território Indígena”.

Às 10 horas, na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227, os integrantes da Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional realizam reunião ordinária.

No mesmo horário, na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226, acontece reunião ordinária da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente, ao Idoso e à Pessoa com Deficiência.

Às 14h30, será realizada reunião ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). O debate e a votação das matérias ocorrerão na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Já às 16 horas, a reunião será da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes. Os debates acontecem na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

Quarta-feira (13)

Às 9 horas e às 13 horas, acontecem duas sessões ordinárias no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

Quinta-feira (14)

Às 9 horas, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária realiza audiência pública para discutir as metas físicas do segundo semestre executadas pelas secretarias de Estado, como as ações finalísticas das áreas de educação, saúde, segurança pública e infraestrutura/logística. O debate será realizado no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

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Às 14 horas, ocorre reunião do Grupo de Trabalho – CT Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criado com a finalidade de acompanhar, promover estudos, debates e propor medidas legislativas e institucionais relacionadas ao meio ambiente em Mato Grosso, estabelecidas na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião do GT, sugerido pelo deputado Wilson Santos (PSD), será realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Também às 14 horas, está prevista audiência pública para debater a desocupação e a recuperação ambiental da área denominada “Águas Nascentes”, localizada no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. O evento, solicitado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), será realizado no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

Às 19h30, o deputado Wilson Santos (PSD) realiza sessão especial para a entrega de homenagens a diversas personalidades. A solenidade será no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

Sexta-feira (15)

Às 9 horas, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária realiza audiência pública para debater as metas físicas do segundo semestre de 2025. O evento será no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

A Assembleia informa que a agenda pública está sujeita a alterações ao longo da semana.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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