Política MT

Valdir Barranco participa da posse de diretores do IFMT e exalta papel fundamental da instituição em Mato Grosso

Publicado em

Na noite desta terça-feira (29), o deputado estadual Valdir Barranco (PT) participou da Sessão Solene de recondução do reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Júlio César dos Santos, e da posse dos 19 diretores-gerais dos campi da instituição para a gestão 2025-2029. O evento, realizado em Cuiabá, reuniu autoridades, servidores, estudantes de todo o estado e a população em geral.

Em sua fala, Barranco destacou o papel estratégico do IFMT no desenvolvimento de Mato Grosso. “O IFMT é muito mais que uma instituição de ensino, é um verdadeiro agente de transformação social! Aqui se planta conhecimento e se colhe cidadania, dignidade, soberania popular. É por isso que jamais aceitaremos retrocessos ou cortes em educação. Enquanto eu tiver voz na Assembleia, o IFMT terá um aliado incondicional”.

O deputado ainda fez questão de lembrar a história da expansão do Instituto, relacionando diretamente com os investimentos realizados durante os governos petistas. “Até 2002, Mato Grosso tinha apenas dois campi do Instituto Federal. Foi nos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma que a educação virou prioridade de fato, com a criação de 18 novos campi. Hoje, temos três novos sendo construídos, com isso chegaremos a 23 unidades no estado! Essa trajetória é prova concreta de que, quando o governo tem compromisso com o povo, a educação avança e transforma realidades”.

Leia Também:  Ação social coordenada por Wilson Santos leva serviços essenciais ao Contorno Leste

Atualmente, o IFMT atende mais de 30 mil estudantes e conta com uma comunidade de mais de 2 mil servidores, espalhados por praticamente todas as regiões de Mato Grosso. A instituição oferece cursos técnicos, superiores e de qualificação profissional, sendo uma referência nacional em ensino público de qualidade.

Também presente na solenidade, a diretora administrativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ex-deputada federal, professora Rosa Neide, lembrou das lutas históricas para consolidar a rede federal no estado. “O IFMT é uma das maiores conquistas do povo mato-grossense. Nós lutamos por cada campus, por cada laboratório, por cada vaga aberta para a juventude e seguimos firmes, porque sabemos que sem educação pública forte, não há país justo nem soberano”.

Reconduzido ao cargo de reitor, Júlio César dos Santos, agradeceu o apoio da comunidade acadêmica e reforçou os compromissos da nova gestão. “Nossa missão é garantir que cada campus do IFMT continue sendo um farol de conhecimento, inclusão e esperança. Vamos ampliar ainda mais o diálogo com os territórios, respeitar a diversidade e garantir educação de excelência para todos, com justiça social e desenvolvimento humano”.

Leia Também:  Wilson Santos propõe R$ 20 milhões para reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá

Também prestigiaram a cerimônia, a reitora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Vera Maquêa; a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

Published

on

A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

Leia Também:  Barranco pressiona governo por convocação de aprovados no concurso da Saúde

A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

Leia Também:  Servidores da ALMT participam da 27 Conferência da Unale, no Rio de Janeiro

Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA