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Wilson Santos articula expansão do curso de Direito da Unemat para Campo Verde

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se reuniu com diretor do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), César David Mendo, com o coordenador Antônio Armando Albuquerque, o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União) e com o secretário de governo, Rosimar Bitencourt para discutir a possibilidade de implantação do curso de Direito em Campo Verde. O encontro ocorreu na sede da prefeitura de Campo Verde, no dia 29 de maio, com o objetivo de alinhar ações e discutir possibilidades para ampliar o acesso da população mais humilde à educação pública, gratuita e de qualidade.

“Estivemos em Campo Verde para dar os primeiros passos rumo à concretização do sonho de instalar uma faculdade pública de Direito no município. É uma demanda de interesse da população, especialmente dos jovens que almejam ingressar em uma universidade pública e não têm condições de pagar um curso particular ou se deslocar para outras cidades”, destacou o parlamentar.

Wilson reforçou o seu compromisso com a interiorização da educação superior em Mato Grosso, lembrando que já atuou para a criação e fortalecimento de cursos da Unemat em outras regiões, como Cuiabá e Sapezal. “Educação é o caminho para transformar vidas e garantir a justiça social. Em Campo Verde não será diferente. As perspectivas são muito positivas e vamos trabalhar para tornar isso realidade”, completou.

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“Campo Verde tem um compromisso afinado com a educação superior. Estamos quase prontos para iniciar o curso de Administração da Unemat e, agora, com o apoio do deputado Wilson Santos, vamos avançar também na implantação do curso de Direito. É uma honra para nós e vamos correr atrás disso. Esse curso de excelência será uma grande conquista para a nossa região”, afirmou o prefeito Alexandre Lopes.

A Unemat já é reconhecida nacionalmente pela qualidade do seu ensino jurídico. Tanto que a instituição recebeu o selo “OAB Recomenda”, concedido pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelos cursos de Direito ofertados nos campi de Alta Floresta, Barra do Bugres (ambos criados em 2013) e Cáceres, que foi criado há 31 anos (o mais antigo).

Segundo o diretor César David, a proposta é replicar o modelo de ensino já consolidado em outras cidades. “Apresentamos ao prefeito e à equipe da prefeitura nossa matriz curricular, ouvimos as necessidades locais e nos colocamos à disposição para que, junto ao deputado Wilson Santos, possa ser encaminhado uma proposta à reitoria da Unemat. A instituição fará as tratativas administrativas necessárias para viabilizar o curso em Campo Verde”, explicou.

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Logo após a reunião, eles seguiram para a sede Escola Técnica Estadual de Campo Verde (ETEC/CV) e foram recebidos pelo diretor João Batista Borges que apresentou a estrutura, que conta com um anfiteatro com 165 lugares, refeitório, quadra poliesportiva, laboratórios especializados, salas de aula, bibliotecas, entre outros ambientes. A intenção é utilizar o espaço para a realização do curso de Direito da Unemat que prevê uma proposta inicial de 100 vagas, sendo 50 no período matutino e 50 no noturno.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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