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Só em janeiro, microempreendedores sorrisenses acessaram quase meio milhão em linhas de crédito

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Em 2023 o valor passou dos R$ 4 milhões

Regularizar a empresa e ter acesso à linhas de crédito. Só agora, neste comecinho de 2024, 22 empreendedores sorrisenses já realizaram isso e juntos já acessaram R$ 489 mil em linhas de crédito. Pelo Banco do Empreendedor, com a linha Juro Zero, já são 53 operações finalizadas em um montante de R$ 305 mil liberados; 45 delas são de MEIs. E pela Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT), são 12 operações encaminhadas com valor de aporte de R$ 184 mil. Dez dos pedidos em análise pelo Desenvolve MT tem como gestoras mulheres.

Damiana Crus e a sócia Célia Regina integram esse grupo.

Damiana conta um pouco dessa história. No auge da pandemia, em 2021, Damiana se viu forçada a fechar as portas da marmitaria em que a família tirava parte do sustento. Na sequência, viveu um período difícil. A tristeza por ter que fechar o negócio era constante. Com a queda dos casos e o sonho ainda presente, em outubro de 2023, ela procurou auxílio para voltar ao mercado. Foi quando conheceu a Sala do Empreendedor e foi apresentada às várias linhas de crédito disponíveis para microempresas (ME) e microempresários individuais (MEIs). Foi pela Sala do Empreendedor que Damiana realizou os cursos ofertados pelo Sistema S; com a sócia planejou, reuniu documentação e conseguiu a liberação de uma linha de crédito pelo Desenvolve MT. Hoje, as duas comercializam mais de 150 marmitas por semana. Tudo tem destino certo: atender as fazendas próximas da região do Rota do Sol.

“Faz quatro meses que voltei a trabalhar, com a documentação toda em dia, com apoio técnico e financeiro e não podia estar mais feliz”, comemora.

E 2023 foi mesmo um ano de virada, não só para a Damiana. Mais sorrisnesenses contaram com esse apoio e acessaram mais de R$ 4,2 milhões em linhas de crédito, quer seja pelo Desenvolve MT, Banco do Empreendedor ou agências parceiras, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Cresol e Sicredi. O apoio do Banco do Empreendedor e das agências parceiras foi novidade em 2023.

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No ano passado, pelo Desenvolve MT foram 53 operações que totalizaram R$ 906 mil; no Banco do Empreendedor foram liberadas 153 operações com mais de R$ 974 mil investidos. Com as agências parcerias o valor passou de R$ 2,2 milhões. No total, foram mais de R$ 4 milhões injetados na economia local via empréstimos realizados por microempresas e MEIs.

“Esses números só foram possíveis porque há acompanhamento; nossa equipe da Central de Atendimento ao Empreendedor (CAE) | Sala do empreendedor mapeou a cidade e vem acompanhando de perto MEIs e MEs, auxiliando na elaboração da documentação e na aplicação dos planos de negócios”, detalha o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Oliveira. Para isso, também contribuem as formações disponibilizadas em parceria com o Sistema S.

E por falar em mapeamento, só em janeiro, a equipe do CAE Itinerante já realizou 77 visitas nos bairros Industrial, Bela Vista e Primavera. Essas visitas são as responsáveis pelo apoio da regularização das 22 empresas do início desse texto. “Nosso papel nas visitas é esclarecer, mostrar possibilidades e auxiliar quem busca regularizar o negócio e facilitar o acesso às linhas de crédito”, detalha o coordenador da Sala do Empreendedor, Esmeraldo da Silva Neto.

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Esmeraldo conta ainda que hoje o que tem chamado a atenção a equipe é justamente o número de mulheres que buscam informações e tem regularizado seus empreendimentos. Segundo o coordenador, a maioria dos sorrisenses da modalidade microempreendedores individuais (MEIs) que buscam aporte de crédito são mulheres. “Hoje temos uma nova realidade, com muitas mulheres empreendedoras, no geral, 60% dos negócios são firmados por elas”, afirma.

Para quem busca mais informações sobre o Desenvolve MT, instituições parcerias e o Banco do Empreendedor, a dica é procurar a Sala do Empreendedor na Avenida Blumenau, das 7 às 13 horas de segunda a sexta-feira, anexo à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, bairro Rota do Sol. Outra opção é ligar no 3545-8381.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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