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Abertas inscrições para curso sobre ferramentas e práticas para a formação docente

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) informa que estão abertas as inscrições para o curso “Ferramentas e Práticas para a Formação Docente”, destinado aos magistrados(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso e aos parceiros da Esmagis, como os integrantes da Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.
 
Ao todo, o curso conta com três módulos e 60 horas/aula, e será ofertado em formato híbrido. As aulas presenciais serão realizadas na sede da Esmagis-MT. As aulas do Módulo 1 serão realizadas de 24 a 28 de julho; do Módulo 2 no período de 7 a 11 de agosto; e o último módulo de 25 a 29 de setembro.
 
O formador será o juiz de Direito Jeverson Luiz Quintieri. Ele é especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Estácio de Sá, bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (PR) e juiz titular da 2ª Vara Especializada de Violência Contra a Mulher na Comarca de Cuiabá. Pós-graduado em gestão judiciária e em Direito Penal; graduado em Direito com mais de 27 anos de experiência; possui alto grau de conhecimento em gestão de operações; gestão de processos; mapeamento de processos; planejamento estratégico, tático e operacional e gestão de pessoas.
 
Na ementa do curso constam temas como o novo paradigma da formação; formação por competências no contexto da instituição PM, CBM e PJC; aprendizagem baseada em problemas; aprendizagem e produção de conhecimento na educação de adultos; o formador como aprendiz, o formador como mediador da construção do conhecimento; competências do formador, elementos de planejamento de ações de formação.; objetivos de aprendizagem, conteúdos, metodologia e avaliação; referenciais que orientam a proposta educativa da Enfam: a construção do conhecimento, o ensino para o desenvolvimento de competências e a definição de estratégias com base no desenvolvimento de metodologias ativas; organização do trabalho educativo a partir do planejamento de ensino; prática docente; participação do aluno; metodologias ativas e avaliação formativa.
 
Ao todo, foram disponibilizadas 50 vagas, destinadas aos magistrados de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio, e parceiros da Esmagis-MT. Magistrados lotados no interior do Estado poderão acompanhar o curso na modalidade híbrida, pela plataforma Teams.
 
 
 
Mais informações podem ser obtidas na Secretaria da Esmagis-MT pelos telefones (65) 3617-3844 / 3617-3467 / 98100-3054.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Banner colorido em tons de marrom onde aparecem informações sobre o curso, como nome, data, local de realização e modalidade. Ao fundo, uma imagem de uma mesa com livros, uma deusa da Justiça e uma pessoa sentada.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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