Tribunal de Justiça de MT

Alunos do curso de Direito de Rondonópolis conhecem sede do Poder Judiciário de Mato Grosso

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O Projeto ‘Nosso Judiciário’ do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu, nesta segunda-feira (06 de novembro), uma turma de acadêmicos do 4º ao 10º período do curso de Direito da Faculdade Uniasselvi, polo de Rondonópolis, que viajaram 218 km até Cuiabá para conhecer as instalações do Palácio e as autoridades da corte. 
 
No plenário, os universitários assistiram parte da ‘Sessão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo’, presidida pelo desembargador Márcio Vidal, que possui 38 anos de magistratura. Na mesma sessão, os alunos também acompanharam a interação da corte, os diálogos entre as autoridades do julgamento integrados pelas desembargadoras Helena Maria Ramos, Maria Aparecida Ferreira Fago e o procurador de Justiça do Ministério Público, José Zuqueti.  
 
O acadêmico João Vitor, do décimo semestre, destacou que participar do ‘Projeto Nosso Judiciário’ “garante uma grande imersão na história, no funcionamento do Tribunal, com possibilidade de conhecer os excelentíssimos desembargadores ´ é uma oportunidade única que contribui com o nosso processo de formação”. 
 
No Espaço Memória, os universitários conheceram o local que guarda peças, documentos e objetos históricos que ajuda a contar para os visitantes a evolução do Poder Judiciário Mato-grossense ao longo dos seus 149 anos de existência. Eles também tiveram a oportunidade de ouvir o desembargador Márcio Vidal, que possui 38 anos de magistratura e traçou um panorama do processo de ingresso na magistratura. 
 
“Quando somos acadêmicos existe uma curiosidade de conhecer as instalações de onde futuramente você pode exercer uma atividade da carreira jurídica, não necessariamente como magistrado, mas podendo ser também um advogado, defensor, promotor e demais ramos. Tudo isso desperta o interesse e curiosidade, é bom que aconteça para que possamos ter profissionais vocacionados para fazer justiça”, declarou o desembargador Vidal. 
 
Além disso, outro destaque foi a apresentação das ferramentas de trabalho da justiça, com foco no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJE-MT), que faz parte do processo de modernização do tribunal que digitalizou os processos de papel, transferindo para esfera virtual, garantindo mais celeridade da prestação jurisdicional à sociedade.   
 
Na avaliação da professora e coordenadora da graduação de direito da Uniasselvi, Virginia Chinelato, a experiência do ‘Nosso Judiciário’ contribui com o processo de formação dos futuros profissionais de justiça, uma aula prática que mostra o real funcionamento da justiça.
 
“A existência deste projeto é fundamental para todos os acadêmicos. Aqui eles conseguem renovar suas inspirações para continuar nesta jornada do curso de direito, afinal, sabemos que é bem desafiador todo este processo. Além disso, eles conseguem se sentirem acolhidos com todo este conhecimento assistindo na prática uma sessão de julgamento, conhecendo os desembargadores neste acesso ao centro do judiciário”. 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: Grupo de 11 estudantes, sendo oito mulheres e quatro homens que estão junto com o desembargador do TJMT, dentro do Espaço memória que guarda acervo histórico do tribunal. Foto 2: O acadêmico João Vitor concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem branco, de cabelos curtos e escuros, olhos claros, usa camisa azul. Foto 3: A professora e coordenadora da graduação de direito da Uniasselvi, Virginia Chinelato. Ela é uma mulher de pele branca, olhos claros, cabelos de tons loiros, está com batom vermelho e usa óculos de graus.
 
 
Carlos Celestino/ fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Escuta Cidadã reúne diferentes vozes para pensar uma Justiça mais acessível e inclusiva

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As marcas no corpo limitam alguns passos da artesã Liliana Correa da Silva. Mas não diminuem a coragem de continuar caminhando. Sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, ela chegou ao Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá na manhã desta quinta-feira (7) carregando mais do que a própria história: levou também a voz de muitas mulheres que ainda tentam reconstruir a vida depois da violência.
Liliana participou do segundo dia das Oficinas de Escuta Cidadã, promovidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso como parte da construção do Planejamento Estratégico 2027–2032.

O encontro debateu o tema “Direitos, Inclusão e Proteção Social” e reuniu advogados, promotores, professores universitários, assistentes sociais, servidores, representantes de instituições e cidadãos com diferentes experiências de vida, que sentaram lado a lado para discutir um tema em comum: como construir uma Justiça mais acessível, inclusiva e próxima da sociedade.

O trabalho em conjunto para a construção dessa experiência através das Oficinas de Escuta Cidadão envolve a colaboração entre a Coordenadoria de Planejamento e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT).

Acolhida pelo Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Fórum de Cuiabá, Liliana emocionou os participantes ao relatar as consequências da violência sofrida.
“Passei por uma tentativa de feminicídio. Sofri sequelas físicas e psicológicas. Passei por dificuldades financeiras e precisei me reconstruir todos os dias. Mesmo assim, eu precisei encontrar forças para lutar pelos meus direitos”, contou.
Mais do que compartilhar dores, Liliana destacou a importância de o Judiciário abrir espaço para ouvir quem vive a violência na prática.
“Como fazer uma lei sem ouvir quem realmente sofreu? Somos nós que sabemos o que é viver a violência dentro de casa, sair sem nada e precisar recomeçar. Então, quando o Judiciário chama a sociedade para falar, isso mostra que a nossa voz importa”, afirmou.
Justiça inclusiva
A assessora Luciana Barros, que atua no Serviço de Atendimento Imediato (SAI), também compartilhou experiências vividas no atendimento ao público e reforçou a necessidade de ampliar práticas inclusivas dentro do sistema de Justiça.
“Participar desse encontro foi maravilhoso porque a gente compartilhou experiências e viu o quanto a inclusão é importante. No SAI, por exemplo, atendi um casal de surdos e percebi a necessidade de estar preparada para essa comunicação. Quando o Tribunal disponibilizou o curso de Libras, aproveitei a oportunidade para me qualificar e facilitar esse atendimento”, contou.
Segundo ela, a escuta qualificada e o acolhimento fazem diferença especialmente em situações de conflito e vulnerabilidade.
“A gente precisa compreender, dialogar e buscar formas mais inclusivas de atendimento para garantir que essas pessoas consigam acessar seus direitos e também alcançar soluções conciliatórias”, completou.
Planejamento construído com participação popular
As Oficinas de Escuta Cidadã começaram no dia 6 de maio e seguem até esta sexta-feira (8), reunindo diferentes públicos para discutir acesso à Justiça, inclusão, conciliação, inovação e transformação digital. A proposta é ouvir quem utiliza os serviços do Judiciário e transformar essas experiências em melhorias concretas.
A juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), destacou que a proposta das oficinas nasceu da necessidade de ouvir não apenas o público interno, mas principalmente os cidadãos.
“A Justiça existe para atender as pessoas. Por isso, precisamos ouvir quem utiliza esse sistema, quem vive essa realidade e quem precisa ser acolhido por ele”, ressaltou.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, explicou que a construção do novo ciclo estratégico depende justamente dessa aproximação com a sociedade.
“Estamos aqui com responsabilidade de construir junto. Queremos olhar para aquilo que ainda precisa melhorar para atender melhor a sociedade mato-grossense”, afirmou.
Justiça mais próxima das pessoas
As oficinas utilizam metodologias colaborativas para estimular o diálogo entre cidadãos, magistrados(as), servidores(as), advogados(as), defensores(as), integrantes do Ministério Público e demais participantes do sistema de Justiça. A condução dos encontros é feita com apoio da WeGov, startup especializada em inovação no setor público.
Para o facilitador e diretor da WeGov, André Tamura, o principal objetivo é compreender como a sociedade percebe o funcionamento da Justiça e quais mudanças podem aproximar ainda mais o Judiciário das pessoas.
“O que é o Tribunal e como ele se relaciona com os outros até chegar ao cidadão? A gente vai ouvir diferentes experiências para entender aquilo que cada pessoa percebe desse sistema que utiliza”, destacou.
As conversas continuam nesta sexta-feira (8), com debates sobre “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade”. As atividades acontecem presencialmente no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá.
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Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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