Tribunal de Justiça de MT

Cejusc de 2º Grau realiza mutirões para buscar acordos em processos ambientais

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O desembargador Mario Kono é um homem branco, de cabelos grisalhos, ele usa um terno azul escuro e uma camisa azul claraO Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – Cejusc de 2º Grau do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) passou a realizar mutirões de conciliação dos recursos de processos ambientais, de acordo com as demandas enviadas pelas secretarias dos gabinetes de desembargadores.

O intuito é acelerar a resolução de ações judiciais que, mesmo em fase de recurso, ainda oferecem possibilidades de acordo entre as partes. Esses processos envolvem uma ampla gama de questões ambientais, como desmatamento, queimadas, uso inadequado de agrotóxicos, licenciamento ambiental, entre outros, buscando soluções que unam a celeridade do julgamento com a preservação do meio ambiente e a entrega da justiça para as partes envolvidas.

A iniciativa já é adotada em ações de primeiro grau e, devido à boa adesão dos interessados, também foi disponibilizada no segundo grau, conforme explica o desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT. “O mutirão ambiental começou no primeiro grau, mas se notou também a importância dele no segundo grau. Por mais que haja já um lado aparentemente vencedor da demanda – porque enquanto não há trânsito em julgado tudo pode ser revertido-, quando se busca soluções em que se preserve o meio ambiente, em que se preservem os direitos do Estado, em que se preservem os direitos do produtor, isso também é muito importante, tanto em primeiro quanto em segundo grau. É a economia sendo movimentada, é o produtor continuando a produzir, é o meio ambiente sendo recuperado e cada um cumprindo o seu papel”, comenta.

O desembargador Sebastião de Arruda Almeida fala ao microfone da mesa de reuniões. Ele é um homem branco e usa óculos de grau. Veste paletó bege claro e camisa branca. O fundo é composto por painéis escuros.O coordenador do Cejusc de 2º Grau, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, destaca que os mutirões de conciliação ambiental no segundo grau ocorrem naqueles casos em que os impactos ambientais são menos graves e em que há possibilidade de resolução do conflito por meio da consensualidade. “Via de regra, não se trata de questões ambientais de impacto extremamente grave e que poderiam sim ser resolvidos através dos mutirões ambientais. O impacto disso é que, além de nós trabalharmos a questão de redução de estoque desses processos de menor complexidade ambiental, também temos a grande oportunidade de todos, magistratura, Ministério Público, órgãos ambientais e também o cidadão, aprendermos a tratar do meio ambiente diante da atualidade desse importante tema, principalmente para o nosso estado, que é um estado do agronegócio, ou seja, todos estão aprendendo como podemos tratar o meio ambiente em equilíbrio com a economia, com o processo produtivo do agronegócio aqui no estado de Mato Grosso”, enfatiza.

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Número de acordos crescem

A primeira edição do mutirão de conciliação ambiental de 2º grau ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril deste ano e resultou em um índice de acordo de 25,23%. Esse percentual aumentou para 26,38% na segunda edição, realizada entre 7 e 9 de julho, de forma híbrida (presencial e virtual). Durante este evento, foram disponibilizadas seis salas no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, equipadas com monitores, computadores, caixas de som e câmeras para audiências simultâneas.

Após o sucesso das duas primeiras edições, o volume de processos enviados ao Cejusc de 2º Grau continuou a crescer, o que resultou em novas edições de audiências com pautas concentradas na área ambiental. O objetivo foi aumentar a eficiência das audiências, permitindo que os temas fossem tratados de forma mais ágil, direta e menos dispersa.

Nos dias 29 e 30 de julho, ocorreu a terceira edição do mutirão, realizada exclusivamente de forma on-line, com um índice de acordos de 34,78%. Esse resultado evidencia que o aprimoramento contínuo dos serviços oferecidos pelo Cejusc de 2º Grau tem criado um ambiente mais favorável à celebração de acordos, beneficiando tanto as partes envolvidas quanto o sistema judiciário como um todo.

“A expectativa é que esse índice aumente ainda mais porque a intenção do Cejusc de 2º Grau é fazer com que essas demandas ambientais tenham mais celeridade, tratam-se de processos que vêm se alongando por vários anos e no Cejusc de 2º Grau acaba-se fazendo esses acordos, chegando a um ponto comum que seja bom para ambas as partes, que saem satisfeitas com isso”, afirma a gestora administrativa do Cejusc do 2º Grau, Marilza Silva Fleury. Segundo ela, já houve caso que tramitou em apenas 16 dias no Cejusc, entre distribuição, intimação e devolução para a Câmara.

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A adoção do formato híbrido (presencial e/ou virtual) é um dos principais fatores que contribuem para a celeridade processual, pois permite que as partes acessem e participem das audiências de qualquer local. Nas audiências de conciliação, além dos representantes do Ministério Público e das partes envolvidas (ativo e passivo), também participam técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e representantes da Procuradoria Geral do Estado, enriquecendo o processo com conhecimentos técnicos e jurídicos essenciais para uma resolução mais eficaz e justa.

O conciliador do Cejusc de 2º Grau, Ubiracy Félix, destaca que outro grande ponto positivo do mutirão de conciliação é a satisfação das partes, que formulam a solução para os próprios conflitos de forma célere. “O conciliador é o terceiro imparcial capacitado e que, com técnicas apropriadas, melhora o diálogo entre as partes e oferece um lugar seguro no qual as partes dialogam diretamente na busca de resolver suas situações pendentes, ou seja, buscam soluções para o conflito e saem satisfeitos”.

Além disso, o sistema de Justiça se beneficia da redução do estoque processual em um período mais curto. Isso ocorre porque o prazo de permanência dos processos no Cejusc de 2º Grau é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, caso haja deferimento do relator. Nos casos em que as partes firmam um acordo, é o próprio relator do processo quem procede com a homologação, garantindo maior agilidade e eficácia na conclusão das demandas.

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Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proposta de Meta Nacional busca fortalecer cumprimento de decisões judiciais na saúde pública

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A construção das Metas Nacionais do Poder Judiciário deve ocorrer de forma participativa, com o envolvimento de magistrados e servidores, destacou o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), João Gualberto Nogueira Neto, durante a reunião virtual de Gestão Participativa promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria, nesta terça-feira (24), pela plataforma Microsoft Teams.
O encontro debateu a proposta de uma nova Meta Nacional voltada ao cumprimento de decisões judiciais em matéria de saúde pública. A fala do coordenador veio após a abertura realizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. (COLOCAR O LINK DA MATÉRIA DA CELLY)
O coordenador da CGJ ressaltou que o encontro virtual atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Prêmio CNJ de Qualidade, que estabelecem a elaboração das Metas Nacionais por meio da gestão participativa, assegurando o amplo envolvimento de magistrados e servidores.
“A proposta de meta apresentada hoje, será discutida e submetida à análise e votação dos participantes, assegurando que magistrados e servidores contribuam de forma efetiva para a construção das Metas Nacionais”, disse João Gualberto.
“O grande desafio não é apenas proferir a decisão judicial, mas garantir que ela seja cumprida. Por isso, entendemos que esse tema deve ser tratado como Meta Nacional”, afirmou o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, ao apresentar a proposta aos participantes.
Segundo o magistrado, a iniciativa busca fortalecer o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde, ampliar o apoio técnico às comarcas do interior, fortalecer o NatJus e aprimorar os fluxos de trabalho. A proposta prevê que, até dezembro de 2027, os tribunais implantem um fluxo estruturado para acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais em saúde pública, com apoio técnico do NatJus e do e-NatJus.
“Queremos ampliar o suporte técnico à magistratura. Com esse apoio, será possível acompanhar com mais segurança o cumprimento das decisões judiciais”, destacou.
Agamenon explicou que a meta foi estruturada nos moldes da Meta 9 do CNJ, com etapas de implementação que permitirão acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do período.
O secretário-geral também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está desenvolvendo um sistema para monitorar o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde. A ferramenta permitirá que magistrados acompanhem, por meio do número do processo, se a decisão foi cumprida e a situação atual da demanda. Segundo ele, o sistema poderá contribuir para que a meta seja alcançada antes do prazo previsto.
Já o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NATJUS, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, apresentou o Manual de Cumprimento de Ordens Judiciais em Matéria de Saúde Pública, elaborado a partir dos estudos do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Recomendação nº 146/2023 do CNJ. O documento traz orientações para auxiliar magistrados na análise e no acompanhamento das demandas de saúde pública. Conheça aqui.
Segundo o magistrado, o documento oferece protocolos, referências de preços, evidências científicas e outras informações que auxiliam magistrados na análise das demandas e no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais..
“O documento tem como ideia central buscar eficiência no cumprimento das decisões judiciais em matéria de saúde pública, de maneira célere, racional e controlada. A ideia é de governança judicial”, afirmou.
“Não basta apenas proferir a decisão. É preciso acompanhar seu cumprimento, verificar os resultados e fornecer ao magistrado informações que permitam uma atuação cada vez mais qualificada”, completou Gerardo Humberto ao destacar a ideia central de governança judicial.
O gerente sênior de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Poder Judiciário, Anderson Neisse, lembrou que esta foi à terceira etapa da construção participativa das Metas Nacionais de 2027, os dois eventos anteriores foram as audiências públicas “Demandas abusivas no Poder Judiciário, impactos, prevenção e estratégias institucionais”, em maio e “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, em junho de 2026.
“Diferentemente das audiências públicas, esta reunião teve o objetivo de facilitar a participação de magistrados e servidores de todo o Estado. Todas as contribuições serão analisadas para aperfeiçoarmos a proposta e encaminhar ao CNJ uma versão ainda mais robusta”, pontuou.
Anderson Neisse convidou todos os magistrados e servidores do Poder Judiciário a responderem o Formulário de Contribuição – Proposta de Metas Nacional 2027 pelo link:: https://forms.cloud.microsoft/r/AqNkFkjM2E. “Todos podem responder até o dia 26 de junho”, reforçou.
Ao final, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, enfatizou que todas as contribuições registradas durante a reunião serão consideradas no processo de definição das metas do Judiciário.
“A transcrição desta reunião, os documentos elaborados e as contribuições dos participantes integrarão o relatório que será encaminhado ao CNJ, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com uma gestão participativa e transparente”. Ele ainda destacou que dúvidas sobre a proposta podem ser enviadas ao email [email protected].

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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