Tribunal de Justiça de MT

Central de Processamento Eletrônico celebra bons resultados com dia especial

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Para celebrar os grandes resultados como o atendimento de três departamentos, 25 Comarcas e 95 unidades judiciárias a Central de Processamento Eletrônico (CPE) ligada a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) realizou um dia especial, o CPE Day. Nesta sexta-feira (21/10), servidores da CPE, da Corregedoria, juízes e desembargadores conheceram os resultados da Central neste biênio 2021-2022, participaram de palestras, homenagens e assistiram a uma apresentação teatral. O evento teve a participação do atual corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira e do corregedor eleito para o biênio 2023/2024, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
“Essa é uma oportunidade de expressar minha gratidão a todos vocês por esses dois anos juntos de muito sucesso, se deixassem a gente passava a tarde toda falando só dos resultados. Vocês foram uma parte importantíssima para que a gente tivesse um das mais baixas taxas de congestionamento do Brasil, não a toa onde existia uma unidade judiciária estrangulada lá estava a CPE, se precisasse digitalizar, migrar processos lá estava a CPE e por aí vai. Nós plantamos, semeamos e colhemos os primeiros frutos, tive o regador nas mãos e agora tenho o prazer de passar ao desembargador Juvenal Pereira da Silva, que nos agraciou com sua presença nesse dia especial”, disse o corregedor José Zuquim Nogueira.
 
A Central de Processamento Eletrônico (CPE) nesses dois últimos anos desempenhou inúmeras funções nas demandas das unidades judiciárias do Primeiro Grau do Poder Judiciário de Mato Grosso. As ações vão desde digitalizações e inserções dos processos no PJE, até os trabalhos desenvolvidos no Núcleo da Justiça 4.0, essenciais para a transformação do Judiciário brasileiro que colocam Mato Grosso na vanguarda da digitalização e facilidade de acesso dos usuários.
 
Para o juiz auxiliar da Corregedoria, João Thiago de França Guerra, a CPE é a mostra de que é possível se organizar de uma forma diferente, eficiente e que atende diversos objetivos e Comarcas. “Vocês são inquestionavelmente o futuro. Acredito muito no resultado que vocês já nos trouxeram e ainda irão apresentar”.
Já o juiz auxiliar da CGJ e coordenador da CPE, Emerson Luis Pereira Cajango, apresentou os resultados da Central, que foi criada oficialmente pela Lei estadual nº 11.126, de 12 de maio de 2020, com a finalidade de atuar no apoio direto à atividade jurisdicional, por meio da alocação dinâmica da mão de obra às unidades judiciárias de Primeiro Grau de jurisdição, e seu funcionamento é regulamentado pela Resolução do Órgão Especial do TJMT nº 09/2020.
 
“No inicio da pandemia começamos um trabalho importante que foi a digitalização e consequentemente a migração do acervo para PJe. Foram 61 unidades atendidas, mais de 20 mil processos digitalizados e mais de 88 mil migrados. Uma vez alcançada essa missão fomos atrás de novos objetivos naquilo que ela foi criada, apoio às unidades judiciais como as Secretarias da Comarca de Cuiabá, no qual realizamos mais de 297 mil movimentos processuais e mais de 318 mil tarefas. A CPE também atendeu aos núcleos, como Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), em que foram realizados mais de 24 mil movimentos processuais e mais de 11 mil tarefas. A verdade é que não há barreiras para a CPE, vamos onde é necessário”, detalhou.
 
O coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto, complementou que hoje o dia foi de alegria de prestar conta de tudo aquilo que foi feito e muita coisa foi concretizada. “Deixo uma mensagem: qual o segredo das equipes de alta performance como vocês? Comprometimento, engajamento, uma equipe altamente motivada e sinergia. Da porta pra fora o produto é da CPE, independente da área que foi produzida, todos somos um, e vocês tralharam assim. Parabéns a todos, esse momento é de vocês”, destacou.
 
A assessora da Corregedoria, Letícia Campos Guedes Ourives, definiu a CPE como a Central de Pessoas Extraordinárias. “Agradeço por fazer parte junto com vocês dessa transformação. Nesses dois anos vocês receberam grandes projetos e não só cumpriram tudo como ainda superaram expectativas. Agradecer por serem essas pessoas entusiasmadas, extraordinárias e preciosas. Descobrir recentemente que a palavra entusiasmo é grega e ela significa Deus em nós. E a pessoa entusiasmada é capaz de coisas extraordinárias, pois tem a potencialidade divina em seu ser. Vocês são assim levam luz às unidades que buscam auxílio”, disse.
 
Durante o evento diversos servidores foram homenageados devido aos apoios prestados a CPE. “Sempre foi muito bom trabalhar com a equipe da CPE, excelentes profissionais e uma equipe muito coesa. Da minha parte pude contribuir treinando eles, trabalhando em conjunto nos meses da conciliação e agora apoio na Supervisão do Núcleo de Juizados, que está tendo apoio da Central e estagiários do DAJE. Fico agradecido pela homenagem, é sempre bom ser reconhecido”, disse o servidor, Marcos Ferreira Girão Júnior.
 
Na sequência a palestrante Meire Falcão abordou a motivação e falou direto aos servidores da CPE sobre a valorização que cada um deve ter por si mesmo. O sentimento de pertencimento do projeto e também do atingimento dos objetivos. Os bons números são alcançados por todos. Ao final uma dinâmica surpreendeu os participantes.
 
O grupo de teatro do TJMT composto pelas servidoras Ceila Mônica Silva Ferraz Alencastro de Moura, Michelle Regina de Souza Ocampos, Nilce Maria Camargo da Silva e Kelly Mendes Del Corso Lopes, apresentaram uma roda de conversa bem divertida. Uma forma descontraída de explicar o complexo trabalho desenvolvido pela equipe. Muitos risos e o sentimento de gratidão no ar. Os sorrisos mostraram que o objetivo foi atingido. Após os discursos de agradecimento do juiz coordenador, Emerson Cajango e das líderes Amanda Andrade de Toledo Pérri e Cátia Valéria Maciel de Arruda, ainda teve mais música, o analista judiciário da CPE, Rafael Corrêa, encerrou a apresentação com a Música Você do Paralamas do Sucesso.

#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Dezenas de pessoas sentadas nas cadeiras do Auditório do TJMT. Na primeira fila estão magistrados, incluindo o atual corregedor José Zuquim Nogueira, e o eleito, Juvenal Pereira da Silva. Eles prestam atenção às exposições.Foto 2: Horizontal e colorida. O corregedor Zuquim em seu discurso ao microfone, com um sorriso de satisfação pelos resultados alcançados. Ao fundo o pavilhão com as bandeiras do estado, do Brasil e do Judiciário. Ele também usa a camiseta da CPE. Foto 3: Horizontal e colorida. Dezenas de servidores, todos com camisetas brancas da CPE. Eles posaram com o palco de fundo e estão com os braços levantados em sinal de conquista e força da equipe.

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Larissa Klein/Ranniery Queiroz- Fotos Adilson Cunha

Assessoria de Imprensa CGJ 

 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Justiça nega apreensão de passaporte e suspensão de CNH por dívida de 30 anos

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Uma cobrança milionária iniciada em 1995 levou um banco a pedir medidas como apreensão de passaporte, suspensão da CNH e bloqueio de cartões dos devedores.

  • Apenas o bloqueio dos cartões de crédito foi mantido, enquanto as demais medidas foram consideradas excessivas.

Uma cobrança iniciada há mais de 30 anos levou uma instituição financeira a pedir medidas incomuns para tentar receber a dívida, como apreensão de passaporte, suspensão da CNH, bloqueio de cartões de crédito e inclusão do nome dos devedores em cadastros de inadimplentes.

O caso, julgado pela Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, envolve uma execução movida desde 1995 contra uma empresa de materiais elétricos e seus sócios, após sucessivas tentativas frustradas de localizar bens para penhora.

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas manteve o entendimento de que algumas medidas extrapolavam os limites da proporcionalidade e não teriam utilidade prática para garantir o pagamento da dívida. A magistrada destacou que a suspensão da CNH e a apreensão de passaporte não podem ser aplicadas apenas como forma de punição ao devedor.

Segundo a decisão, embora o Código de Processo Civil permita medidas executivas atípicas, elas só podem ser adotadas quando houver demonstração concreta de que serão eficazes para satisfação do crédito e sem violar direitos fundamentais. No caso, o banco alegou que os executados mantinham padrão de vida luxuoso e estariam ocultando patrimônio, mas o entendimento foi de que a ausência de bens localizados, por si só, não comprova fraude.

A relatora também afastou o pedido de negativação dos nomes dos executados em órgãos de proteção ao crédito. Isso porque a dívida tem mais de 20 anos, ultrapassando o limite de cinco anos previsto na Súmula 323 do Superior Tribunal de Justiça para manutenção de registros negativos.

Por outro lado, foi mantido o bloqueio de cartões de crédito dos executados. A medida foi considerada adequada e proporcional por funcionar como forma indireta de restringir o consumo e estimular o pagamento da dívida, sem impor restrição excessiva a direitos fundamentais.

A decisão também levou em consideração entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça, firmado no Tema 1137, que autorizou a adoção de medidas executivas atípicas desde que observados critérios como proporcionalidade, razoabilidade, fundamentação adequada e utilização subsidiária, após o esgotamento dos meios tradicionais de cobrança.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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