Tribunal de Justiça de MT

Comarca de São José dos Quatro Marcos celebra 33 anos com atuação firme e próxima da comunidade

Publicado em

A Comarca de São José dos Quatro Marcos completa 33 anos neste sábado (29), reafirmando seu compromisso com a oferta de serviços céleres, humanizados e eficientes à população local e ao distrito de Santa Fé. Instalada em 29 de novembro de 1992, pela Lei nº 5.162/1987, a unidade segue fortalecendo políticas públicas essenciais, ampliando redes de proteção e aproximando o Judiciário da comunidade.

Classificada como Entrância Inicial, a Comarca é dirigida pelo juiz Marcos André da Silva e possui Vara Única, onde tramitam atualmente 3.157 processos. A equipe é formada por 24 servidores efetivos e 2 comissionados, dedicados diariamente ao atendimento da população.

Segundo o juiz Marcos André, 2025 tem sido um ano de avanços importantes na gestão e no atendimento à população. “Intensificamos ações voltadas ao descongestionamento processual e à celeridade nos julgamentos, sempre pautados pela responsabilidade institucional e pelo dever constitucional de entregar respostas efetivas aos cidadãos. Temos buscado aprimorar rotinas internas, fortalecer a gestão e garantir que cada processo receba a atenção necessária, com foco em um serviço cada vez mais acessível, moderno e transparente”, afirmou.

Leia Também:  Magistratura e Sociedade traz entrevista com professor Willis Guerra e Walter Nascimento

Entre as ações de destaque do ano está a implementação da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica do estado no município. A formalização do termo de cooperação integrou Judiciário, Executivo, Legislativo e órgãos da rede local, ampliando o alcance das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e fortalecendo o apoio às vítimas.

Compromisso com a infância e juventude

O juiz Marcos André também destacou o fortalecimento das iniciativas voltadas à infância e juventude. “Neste ano de 2025, fortalecemos o trabalho por meio das campanhas Adoção Legal, Entrega Legal e da nossa participação ativa em ações de conscientização, como o Pit Stop da campanha Faça Bonito, unindo esforços com escolas, órgãos municipais e toda a rede de proteção, além de levarmos o Círculo de Paz às escolas”, ressaltou.

As ações envolveram capacitações de profissionais, orientações à rede de assistência, articulações com a educação municipal e mobilização da comunidade para prevenção de violências e ampliação da proteção social.

Homenagem

O magistrado também registrou a importância da equipe e a perda que marcou o ano. “Contamos com servidores comprometidos com a excelência do serviço público, que diariamente asseguram o bom funcionamento desta unidade. Não posso deixar de prestar homenagem ao servidor Adão Francisco do Nascimento, oficial de Justiça e o mais antigo colaborador desta Comarca, cujo falecimento em junho nos trouxe grande tristeza. Sua trajetória permanece como legado de integridade, responsabilidade e respeito ao serviço público”, afirmou.

Leia Também:  Mais de 100 recuperandos de presídio de Sorriso participam de treinamento de inteligência emocional

Ao longo de três décadas, diversos magistrados deixaram sua contribuição na Comarca de São José dos Quatro Marcos. São eles: Abel Balbino Guimarães, Ester Belém Nunes Dias, Valmir Alaércio dos Santos, Otávio Vinícius Affi Peixoto, Paulo de Toledo Ribeiro Júnior, Wladymir Perri, Mônica Catarina Perri Siqueira, Rhamice Ibrahim Ali Ahmad Abdallah, Hildebrando da Costa Marques, Hanae Yamamura de Oliveira Gabriel, Jorge Alexandre Martins Ferreira, Valter Fabrício Simioni da Silva, Antonio Carlos P. S. Júnior, Lílian Bartolazzi L. Bianchini e Rafael Siman Carvalho.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

Published

on

Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

Leia Também:  TJMT reúne especialistas em evento sobre autismo em Cuiabá; faça sua inscrição

A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

Leia Também:  Fórum de Guarantã do Norte está sem telefone fixo

A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA