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Como vincular um autenticador ao PJe: guia em 4 etapas

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A imagem apresenta o logotipo do sistema PJe – Processo Judicial Eletrônico, acompanhado do texto “Dupla Autenticação”. À esquerda, há um ícone de documento com um cadeado laranja, simbolizando segurança digital. O fundo é branco com uma faixa laranja na base.Com a obrigatoriedade do Múltiplo Fator de Autenticação (MFA) determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) orienta usuários(as) externos do Processo Judicial Eletrônico (PJe) a realizarem, o quanto antes, a configuração de um aplicativo autenticador.

Essa etapa é imprescindível para garantir o acesso contínuo e seguro ao sistema a partir do dia 3 de novembro.

Siga as etapas abaixo:

1️⃣ Instale o aplicativo autenticador de sua preferência: FreeOTP, Google Authenticator ou Microsoft Authenticator;
2️⃣ Acesse o PJe e clique em Entrar;
3️⃣ Escaneie o QR Code que aparecerá na tela com o aplicativo autenticador;
4️⃣ Digite o código de seis dígitos gerado pelo app e clique em Cadastrar.

Após essa configuração inicial, o sistema passará a reconhecer o dispositivo e, nos próximos logins, bastará informar o código exibido no aplicativo.

No caso do Gov.br:

Usuários(as) externos(as) com conta Gov.br de nível Ouro e verificação em duas etapas ativada podem acessar o PJe sem a necessidade de configurar o autenticador interno.

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O processo é rápido:

1️⃣ Instale o app Gov.br (Android/iOS);

2️⃣ Ative a “Verificação em duas etapas”;

3️⃣ Escolha “Entrar com Gov.br” no PJe;

4️⃣ Confirme o login diretamente no aplicativo Gov.br.

O acesso é validado de forma segura, com autenticação biométrica e verificação cruzada com bancos e outros órgãos públicos.

Transição definitiva

Com essa atualização, passam a valer aplicativos autenticadores, que oferecem mais segurança e autonomia ao usuário.

O uso desses aplicativos, segundo o CNJ, é a forma mais eficiente de garantir confirmação de identidade em tempo real e prevenir fraudes eletrônicas.

Segurança e integridade dos dados processuais

O novo modelo reforça a blindagem das informações que circulam no PJe.
Cada código gerado é único, criptografado e válido por poucos segundos, impossibilitando o acesso de pessoas não autorizadas.

Página de Ajuda MFA – TJMT

👉 Acesse a página do MFA no PJe: https://www.tjmt.jus.br/pagina/acesso-ao-pje

📘 Consulte também os manuais disponíveis em:

Manual 2FA PJe TJMT – GOVBR

Manual 2FA PJe TJMT – Autenticadores

Suporte técnico

Em caso de dúvidas ou dificuldades no acesso com autenticação multifatorial, os usuários poderão entrar em contato com os canais de suporte exclusivos da CTI, disponíveis a partir de 3 de novembro:

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– OAB-MT: (65) 3617-3909

– MPMT / PGE-MT / Defensoria Pública de MT: (65) 3617-3910

Autor: Talita Ormond

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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