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Comunicação acessível: Judiciário realiza reunião para sugerir meta nacional de linguagem simples

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT), em um compromisso com a acessibilidade e a transparência, convida magistrados(as) e servidores(as) de todos os graus de jurisdição para a Reunião Virtual para Elaboração de Sugestão de Meta Nacional: Aplicação das Técnicas de Linguagem Simples. O evento será realizado na próxima terça-feira (21), às 10h, pela Plataforma Teams.
 
A reunião será conduzida pela juíza auxiliar da Presidência do TJMT e coordenadora do Laboratório de Inovação (Inovajus), Viviane Brito Rebello. Para facilitar ainda mais o acesso à reunião, nesta quinta-feira (16) um wallpaper informativo foi instalado na tela inicial dos computadores do Poder Judiciário. O wallpaper contém informações sobre a reunião e um QR Code que direciona diretamente para a página de inscrição. Ou clique neste link .
 
O objetivo principal da dinâmica é fortalecer a imagem do TJMT através da promoção de ações de comunicação claras e eficazes, além de garantir maior efetividade na prestação jurisdicional. Esta alinhado com o macrodesafios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre “Garantia dos Direitos Fundamentais e Fortalecimento das Relações do Judiciário com a Sociedade”, além disso contribui para o objetivo estratégico do TJMT de “Fomentar Ações de Comunicação e de Articulação para fortalecer a imagem do PJMT e garantir maior efetividade na Prestação Jurisdicional e contempla o plano de gestão da CGJ “Aperfeiçoamento da Prestação Jurisdicional de 1º grau, Fortalecimento das Ações de Inclusão e Justiça e Cidadania”.
 
Linguagem simples na justiça – A adoção da linguagem simples na comunicação do Poder Judiciário é fundamental para garantir o acesso à Justiça por parte de todos, independentemente de escolaridade, nível de conhecimento jurídico ou condição social. Textos claros, concisos e objetivos facilitam a compreensão dos direitos e deveres do cidadão, permitem o acompanhamento de processos e desmistificam a imagem do Judiciário.
 
Além disso, há benefícios para o cidadão, que tem maior clareza sobre direitos e deveres, acesso facilitado à Justiça e maior satisfação com o serviço judicial, e para o Judiciário, que consegue reduzir dúvidas e reclamações, aumenta a efetividade das decisões judiciais e conquista o fortalecimento da imagem do Judiciário.
 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: imagem colorida que mostra um cartaz azul com um balão de fala e duas cabeças. No centro do cartaz de cor azul claro há um balão de diálogo branco. Dentro do balão, a frase “Reunião Aplicação das técnicas de linguagem Simples”. Abaixo do balão, o desenho do contorno duas cabeças, uma de cor azul escura e outra azul clara. No centro da primeira cabeça há uma linha emaranhada e um fio sai pela boca e chega até a segunda cabeça, ficando da cor azul e formando um caracol organizado. Assinam a peça: logos da Corregedoria, do Inovajus e da gestão 2023/2024 do Poder Judiciário.
 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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