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Corregedor e comitiva realizam visitas institucionais em Primavera do Leste

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Dando continuidade ao Programa Corregedoria Participativa na Comarca de Primavera do Leste, a equipe da Corregedoria-Geral realizou visitas a instituições nesta quarta-feira (28). Representantes da Delegacia da Polícia Judiciária Civil, 14º Batalhão da Polícia Militar, Ministério Público, Defensoria Pública, Executivo Municipal e a 22ª seccional da OAB recepcionaram a comitiva.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso lembrou que dialogar com diversos entes é um dos objetivos do Programa. “Temos que estar integrados a todos, por isso estamos aqui hoje fazendo essas visitas e dialogando com esses senhores. Nós estamos à disposição para ouvi-los e colher sugestões, sempre pensando no melhor atendimento dos nossos jurisdicionados”, disse.
 
O delegado regional da Polícia Judiciária Civil, Carlos Roberto Moreira de Oliveira, falou da satisfação em receber a equipe da CGJ-MT e agradeceu o espaço aberto para o diálogo. “É uma honra receber o corregedor-geral aqui em nossa unidade ao lado dos colegas. Temos uma convergência muito boa com o Poder Judiciário”, destacou.
 
“Presenciamos essa intensa ligação, integração, o êxito do nosso trabalho depende disso. Um dos motivos que me faz ficar aqui é o bom relacionamento com o Judiciário. Aqui, em parceria, foi realizada a maior operação da história da polícia estadual e o atendimento dinâmico dos magistrados fez toda a diferença nesta ação integrada”, observou o delegado Allan Vitor ao reiterar a aproximação com o judiciário estadual.
 
O corregedor comentou o desejo de ter um delegado dentro da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para que a comunicação de operações e inquéritos sigilosos seja feita de “delegado para delegado”. “Essa é uma medida que visa à proteção de informações para o sucesso das operações. Uma preocupação que temos na Corregedoria em relação a possíveis infiltrações”, citou.
 
Na visita ao 14º Batalhão da Polícia Militar, foi apresentado ao corregedor e aos juízes-auxiliares Christiane da Costa Marques Neves e Lídio Modesto os números relacionados à violência doméstica e o trabalho realizado pela Patrulha Maria da Penha. O município está há três anos sem ter um caso de feminicídio. “As políticas e redes de apoio e proteção à mulher são fundamentais para que essa realidade perdure. O trabalho da equipe incansável da Dra. Ana, da Delegacia da Mulher, e o trabalho dos militares da Patrulha, merecem o nosso reconhecimento. Em nome do tenente-coronel Cleiton, da 2ª sargento Vaneide e do 2º sargento Tavares, deixo meus cumprimentos por esse trabalho fantástico de enfrentamento”, disse a magistrada.
 
Ainda cumprindo a agenda das visitas institucionais, a comitiva foi recebida pelo prefeito do município, Leonardo Bortolin, que afirmou ter o Judiciário como um parceiro nas políticas públicas. E citou o cautelamento de veículos e a parceria para a ressocialização de reeducandos como exemplos de sucesso.
 
“Eu quero ter o Tribunal de Justiça muito mais próximo. Uma relação para compartilharmos boas práticas de gestão. Quero que o Poder Judiciário seja um dos atores principais para essa construção”, declarou o prefeito.
 
Ao final do dia, a comitiva foi até a sede da 22ª subseção da OAB-MT, presidida pela advogada Ethiene Brandão. Na oportunidade, foram tratados assuntos pertinentes à advocacia como o PJe e Juizados Especiais.
 
Casa de Acolhimento – A juíza-auxiliar da CGJ-MT, Christiane da Costa Marques Neves, também visitou o Lar Maria das Graças, em Primavera do Leste, por ocasião do Corregedoria Participativa. Ela foi recebida pelo coordenador, Clécius Alessandro, e pela coordenadora de Assistência Social do município, Alexssandra Ziliotto.
 
O local abriga atualmente 14 crianças e adolescentes que estão sob tutela do Estado. Em breve, o lar terá novas e modernas instalações. “Esse é nosso maior desejo. Concluir essa obra para proporcionar mais conforto e bem-estar para as nossas crianças. Todos estamos ansiosos”, antecipou o coordenador.
 
Gabriele Schimanoski 
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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