Tribunal de Justiça de MT

Corregedoria Participativa fortalece vínculo entre Justiça e sociedade na região Oeste

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Nesta segunda-feira (14 de agosto), o programa Corregedoria Participativa promoveu um encontro no Fórum de Mirassol D’Oeste, sob a orientação do corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira. O evento reuniu servidores da Comarca de Mirassol D’Oeste e São José dos Quatro Marcos, marcando o início de uma semana de atividades na região Oeste do Estado. A iniciativa tem como objetivo aproximar o Poder Judiciário da sociedade civil e dos jurisdicionados, reforçando o compromisso com a transparência, participação e aprimoramento do sistema judiciário.
 
A primeira atividade do dia foi o registro fotográfica em frente ao edifício do Fórum, onde magistrados, servidores e membros da comitiva da Corregedoria uniram-se para fotografar o momento. Além do corregedor-geral, também estiveram presentes os juízes-auxiliares da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ-MT), Christiane Costa Marques e Emerson Cajango, o coordenador da CGJ, Flávio Paiva, a assessora especial da CGJ, Kelly Assumpção, e servidores da Corregedoria.
 
O desembargador Juvenal Pereira deu início aos trabalhos, abordando a importância das correições presenciais, que é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas também uma maneira de melhorar o diálogo para enfrentar os desafios que magistrados e servidores encontram no atendimento aos cidadãos. Ele também destacou a questão salarial e o novo sistema implantado em relação ao SDCR (Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração) como política de priorização e valorização dos servidores. “A atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino, tem uma visão humanística e se empenhou para atender este pedido”, comentou.
 
O evento contou com a presença dos juízes diretores do Foro das Comarcas de Mirassol D’Oeste e São José dos Quatro Marcos, Dimitri Teixeira Moreira dos Santos e Marcos André da Silva, respectivamente. A juíza Sabina Andrade Galdino Rodrigues também compôs o dispositivo de autoridades presentes.
 
Durante a cerimônia, o corregedor-geral prestou homenagem aos colaboradores das comarcas, reconhecendo o comprometimento dos servidores mais antigos, Paulo Roberto Galeano de Mirassol D’Oeste, e Rosimeire Delfano de São José dos Quatro Marcos. O técnico judiciário, Pedro Gonçalves, falou sobre desafios diários na comarca e falou sobre a iniciativa da Corregedoria. “A vinda da corregedoria é positiva pois podemos falar diretamente sobre a situação da comarca”, elogiou.
 
Os diretores das comarcas, por sua vez, expressaram sua gratidão pela visita e pelo foco na melhoria do sistema judiciário. O juiz diretor de Quatro Marcos ressaltou a importância do programa Corregedoria Participativa em fortalecer a conexão entre a Justiça e a comunidade.
 
Flávio Paiva, coordenador da CGJ, compartilhou sua experiência como servidor do Poder Judiciário e mencionou a trajetória do judiciário mato-grossense em premiações do CNJ. Ele destacou a evolução do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que saiu da pior posição entre os Tribunais Estaduais em 2011, chegou maior pontuação na categoria Ouro entre os Tribunais de Médio Porte, e agora deseja avançar e buscar o nível Diamante.
 
A juíza-auxiliar Christiane Costa Marques falou sobre suas atribuições e as visitas que realizou na comarca: A Polícia Judiciária Civil, onde foi recebida pelo delegado Matheus Prates de Oliveira, 17º Batalhão em Mirassol d´Oeste, conversando com o Tenente Coronel PM Dulcézio Barros Oliveira e a Casa de Acolhimento Renascer.
 
A programação matinal se encerrou com a palestra sobre Gestão de Gabinete proferida pelo juiz-auxiliar Emerson Cajango. Durante sua apresentação, ele interagiu com os servidores, discutindo os desafios enfrentados pelo Poder Judiciário na comarca. O magistrado abordou as metas do CNJ, indicou prioridades, ofereceu insights sobre administração judiciária e coletou feedback das dificuldades relatadas pelos servidores.
 
Visitas Institucionais – Uma série de visitas institucionais marcaram o período vespertino em Mirassol. O corregedor acompanhado da juíza-auxiliar Christiane Marques se reuniu com o prefeito de Mirassol, Héctor Álvares Bezerra, no Paço Municipal. Na oportunidade o magistrado aproveitou para falar sobre a realização da Semana Nacional de Regularização Fundiária – Solo Seguro – que será realizada de 28 de agosto a 01 de setembro, iniciativa que tem como foco a entrega de títulos de propriedade, contribuindo para a segurança jurídica e a regularização de imóveis no Estado.
 
Depois a comitiva se deslocou até a sede da Promotoria para se encontrar com os promotores Tessaline Luciana Higuchi Viegas Devesa Cintra e Emanuel Filartiga. O diálogo institucional visa fortalecer a cooperação entre as diferentes esferas do sistema judiciário, para que a justiça seja entregue de maneira mais abrangente e efetiva.
 
Além disso, acompanhado pelo juiz-auxiliar Cajando, o corregedor visita de cortesia à Defensoria Pública. Foi recebido pelo defensor Carlos Wagner, com quem discutiu questões pertinentes ao acesso à justiça e à assistência jurídica àqueles que mais necessitam.
 
A interação com a sociedade civil também foi uma prioridade nesse dia intenso de atividades. Representantes da 7ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) receberam a comitiva da Corregedoria. Anatoly Hodniuk Júnior, presidente da subseção, e Marlucia Alves de Souza Tolon, secretária geral, compartilharam suas perspectivas e contribuíram com sugestões para aprimorar o sistema judicial local.
 
Ao final do dia, o desembargador, emocionado com o caloroso acolhimento recebido, expressou sua gratidão aos magistrados, servidores e membros da comunidade de Mirassol. Ele reforçou a importância de ouvir a sociedade e compreender suas necessidades, ressaltando que, para o Judiciário, esse é o verdadeiro reconhecimento. O desembargador mencionou os elogios que ouviu ao longo do dia, realçando a relevância desse feedback para a contínua busca pela excelência.
 
A juíza Sabina Andrade Galdino Rodrigues, em nome de todos os magistrados e servidores da comarca, agradeceu o reconhecimento do corregedor pelo comprometimento da equipe em oferecer uma justiça eficiente e acessível a todos os cidadãos. “Essa demonstração de reconhecimento energiza os esforços diários da equipe em busca de uma prestação jurisdicional cada vez mais eficaz e cidadã”, declarou.
 
A comitiva da Corregedoria prepara para seguir em direção a Porto Esperidião, dando sequência à sua missão de estreitar laços, ouvir a comunidade e contribuir para aprimorar a justiça em todo o Estado. Acompanhe programação desta edição:
 
Terça-feira (15/08) – Porto Esperidião
8h30 – Foto Oficial em frente ao Fórum
11h – Reunião com Prefeito Municipal
14h – Reunião com Ministério Público
 
Quarta-feira (16/08) – Cáceres
8h30 – Foto Oficial em frente ao Fórum
11h – SINDOJUS
14h – Reunião com Prefeita Municipal
15h- Reunião Defensoria Pública
16h – Reunião com Ministério Público
17h – Reunião na 3ª Subseção da OAB
 
Quinta-feira (17/08) – Cáceres
Manhã – Visitas institucionais
 
Sexta-feira (18/08) – Cáceres
 
14h – Mutirão Pai Presente
Continuação dos trabalhos correicionais
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo apra promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira Imagem. Equipe da Corregedoria e servidores de Mirassol em frente ao fórum, nos degraus da escada. Segunda imagem: corregedor presta homenagem aos servidores da comarca. ele está segurando microfone e usa terno cinza. Ao lado dele estão os juízes auxilaires e juízes da comarca. Terceira imagem: corregedor, Flávio Paiva e juíza Christiane Costa Marques no gabinete do prefeito de Mirassol. Todos estão sentados. Quarta imagem: corregedor e juiz Emerson Cajango com o defensor público local, em frente a sede da Defensoria de Mirassol. Quinta iamgem: Corregedor está em pé. Na foto ele aparece de costas. De frente para ele, sentada, está a juíza Sabrina que fala ao microfone. ao lado dela estão vários servidores da Comarca.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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